16 set 2026

A nova era dos biológicos: como os Anticorpos Monoclonais estão reconfigurando a Terapêutica Moderna.

Em um cenário global onde a precisão molecular dita o ritmo da medicina de precisão, os anticorpos monoclonais (mAbs) consolidam-se como os protagonistas da revolução biotecnológica do século XXI. No último dia 14 de setembro, o Eixo Temático de Insumos Farmacêuticos do Programa Educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) reuniu especialistas de para debater a trajetória, os desafios regulatórios e o futuro dessas bioestruturas no webinar intitulado “Anticorpos Monoclonais: uma revolução na medicina moderna”.

Sob a coordenação do Acad. Lauro Moretto, Presidente Emérito da ACFB, e moderação do Acad. Rui Seabra, Titular da Cadeira nº 41 da ACFB e Diretor Executivo do CEVAP-UNESP, o evento trouxe no centro da discussão a palestra da Dra. Marjorie de Assis Golim, pesquisadora do CEVAP e docente do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Médica da FMB-UNESP.

A gênese conceitual dos monoclonais remonta ao início do século XX, quando o bioquímico alemão Paul Ehrlich formulou o axioma da “Zauberkugel” (a bala mágica): um agente terapêutico ideal capaz de alvejar cirurgicamente a etiologia de uma patologia sem infligir toxicidade aos tecidos higidos do hospedeiro.

Essa premissa ganhou viabilidade técnica a partir de 1975, quando Georges Köhler e César Milstein desenvolveram a clássica tecnologia de hibridomas, marco biotecnológico que fundiu linfócitos B murinos sensibilizados a linhagens de mieloma, garantindo a produção contínua de imunoglobulinas com especificidade epitópica idêntica.

No entanto, como ressaltou a Dra. Marjorie Golim, o verdadeiro divisor de águas na aplicação clínica dos anticorpos deu-se com a evolução da engenharia de proteínas, que contornou o principal óbice das primeiras moléculas murinas: a imunogenicidade em humanos (efeito HAMA).

 

A palestra destacou que a biotecnologia farmacêutica superou o formato da molécula monomérica nativa de IgG. A terapêutica contemporânea transita por construções moleculares complexas.

No espectro econômico, os biológicos representam a fatia mais rentável e de maior crescimento da indústria farmacêutica global. Estima-se que os monoclonais respondam por cerca de 50% do segmento de biofármacos, com um mercado global avaliado em mais de US$ 320 bilhões e projeção de ultrapassar US$ 800 bilhões até 2034.

No mercado latino-americano, o Brasil desponta como o principal polo consumidor e de desenvolvimento. Avaliado em US$ 3,375 bilhões em 2024, o mercado nacional de monoclonais deve alcançar US$ 5,651 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 10,9%.

A fabricação de biossimilares e biofármacos em território nacional gera uma redução de 30% a 40% nos custos de aquisição do Estado, além de blindar o país contra o desabastecimento internacional. O setor de biossimilares no Brasil já ultrapassa a marca de R$ 6 bilhões em faturamento, impulsionado por marcos regulatórios atualizados pela Anvisa, como a RDC nº 875/2024 e a recente Nota Técnica nº 60/2026, que conferem maior celeridade e rigor científico às aprovações.

O Ecossistema de Botucatu: A V-BioPharma e o Encurtamento do “Vale da Morte”

A palestrante apresentou o modelo de inovação translacional consolidado no município de Botucatu (SP), onde a integração entre a UNESP (Faculdades de Medicina, Medicina Veterinária, Instituto de Biociências e FCA), a Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin), o CEVAP e o Parque Tecnológico deu origem a um hub biotecnológico integrado.

Nasce a V-BioPharma, o Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos (CCD-Fapesp) e o INCT– Instituto de Desenvolvimento e Produção de Biossimilares (apoiado pelo CNPq e FAPESP). O objetivo do centro é atuar como uma infraestrutura fabril piloto qualificada para escalar bioprocessos (upstream e downstream) sob diretrizes de Boas Práticas de Fabricação (GMP), produzindo lotes para ensaios clínicos de Fase I, II e III.

“A transição do conhecimento gerado na bancada acadêmica para o leito do paciente esbarra tradicionalmente no chamado Vale da Morte — a falta de escalonamento tecnológico e de infraestrutura GMP para validar o biofármaco clinicalmente”, pontuou o moderador Acad. Rui Seabra. A maturidade dessa estrutura translacional em Botucatu já é demonstrada por produtos que superaram essa barreira, como o soro antiapílico e o selante heterólogo de fibrina, ambos em fases avançadas de ensaios clínicos.

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.

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10 set 2026

Webinar da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil debate o uso da Nanorradiofarmácia no tratamento da Artrite Reumatoide

No dia 31 de agosto de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou o webinar “Radiofarmácia e Nanorradiofarmacia: Efeitos Terapêuticos em Processos Inflamatórios”. A atividade integrou o Programa Educacional da instituição, no âmbito do Eixo Temático de Tecnologia Farmacêutica e Cosmética.

A moderação do encontro foi conduzida pelo Acad. André Faraco, titular da Cadeira nº 108 da ACFB e Professor Titular da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em sua fala inicial, o moderador ressaltou a relevância das iniciativas educacionais gratuitas promovidas pela Academia para a atualização contínua dos profissionais farmacêuticos, destacando também o apoio vital das empresas e entidades mantenedoras do programa (Sindusfarma, Eurofarma, Hypera Pharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hipolabor, ICF, SINCAMESP, Stevanato Group e Witton Brasil).

Nanotecnologia e Medicina Nuclear no combate às doenças inflamatórias

O palestrante convidado foi o Acad. Ralph Santos-Oliveira, titular da Cadeira nº 43 da ACFB, Presidente da Associação Brasileira de Radiofarmácia (ABRF) e Coordenador do Laboratório de Nanorradiofarmácia do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN).

Durante a conferência, Santos-Oliveira apresentou panorama e avanços da interseção entre a medicina nuclear e a nanotecnologia voltados ao diagnóstico e tratamento de patologias crônicas e autoimunes, com foco especial na artrite reumatoide. A condição, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de incapacidade física no mundo, gera impactos socioeconômicos e expressivos custos diretos e indiretos aos sistemas de saúde pública e privada.

O palestrante explicou o racional biológico do uso de emissores de radiação alfa em doses baixas. Por possuir propriedade cálcio-mimética e atuação pontual, a radiação alfa apresenta a capacidade de poupar tecidos saudáveis circundantes enquanto reduz a migração de leucócitos, neutrófilos e a produção de mediadores inflamatórios (como IL-6 e TNF-alfa).

A solução nanomicelar para liberação local

Um dos grandes desafios na administração intra-articular de radiofármacos convencionais é o extravasamento rápido da substância para fora do líquido sinovial, devido ao tamanho molecular. Para contornar essa limitação, a equipe liderada pelo Acad. Ralph Santos-Oliveira desenvolveu uma estratégia para estruturar o radiofármaco (como o dicloreto de rádio-223) em nanomicelas com polímeros carreadores (como o Pluronic F-127).

Com tamanho aproximado de 400 nanômetros, as nanomicelas conseguem se reter com maior eficiência nas fenestrações teciduais provocadas pelo processo inflamatório da articulação, prolongando a ação terapêutica.

  • Benefícios para o paciente: Redução substancial da frequência de doses (com potencial de aplicações com intervalos de até seis meses a um ano), diminuição do uso contínuo de anti-inflamatórios e corticoides e menor incidência de efeitos colaterais sistêmicos.
  • Escalabilidade industrial: O pesquisador enfatizou a importância do desenvolvimento de processos simplificados, baratos e de alta reprodutibilidade no preparo dessas nanoestruturas, garantindo a viabilidade de produção em larga escala e o atendimento aos requisitos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Santos-Oliveira apresentou ainda dados preliminares de aplicações combinadas (terapia alfa-beta) desenvolvidas no laboratório para o tratamento de osteossarcoma, reforçando o papel promissor das plataformas nanorradiofarmacêuticas.

 

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03 set 2026

ACFB no 17º SIPID: Liderança e Inovação para o Futuro do Setor Farmacêutico.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil marca presença na 17ª edição do SIPID 2026 (Seminário Internacional Patentes, Inovação e Desenvolvimento), promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA) , em Brasília (DF).

Celebrando 20 anos de história, o SIPID traz como tema central “Inovação e Biodiversidade”, reunindo as principais lideranças do país para debater o avanço tecnológico e industrial da química fina, biotecnologia e saúde.

Destacamos a atuação relevante do nosso 2º Vice-Presidente, Walker Lahmman, também Vice-Presidente de Comércio Exterior da ABIFINA, como moderador do Painel 1: Cenário de inovação na América Latina.

O painel reuniu autoridades e nomes de peso do setor para discutir os caminhos e desafios da inovação regional: • Fernanda De Negri – Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (Ministério da Saúde) • Leandro Safatle – Diretor-Presidente da ANVISA • Juliana Megid – Diretora de Relações Institucionais do Grupo EMS • Thiago Rennó dos Mares Guia – Vice-Presidente Executivo da Bionovis.…

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26 ago 2026

A Integração da Espiritualidade no Cuidado Farmacêutico: Evidências Científicas, Aspectos Legais e Desafios Educacionais

No dia 26 de agosto de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou um webinar dedicado a discutir o papel da espiritualidade na promoção da saúde, no enfrentamento de enfermidades e na prática clínica farmacêutica. O evento contou com a apresentação da palestrante Acad. Silvia Storpirtis Acadêmica Titular da Cadeira nº 11 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e Presidente do Conselho Curador da Fundação Instituto de Pesquisas Farmacêuticas (Fipfarma), a moderação de Acad. Maria de Nazaré Costa Santos Alencar Titular da Cadeira nº 7 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil. Formada pela Universidade Federal do Pará, especialista em Medicamento e em Pesquisa Aplicada às Ciências da Saúde, mestre em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical e mediação do Acad. Acad. Pedro de Oliveira, Titular da Cadeira nº 106 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e Curador do Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil.

Da Medicina Tradicional à Integralidade do Cuidado

Durante o webinar, a Acad. Silvia Storpirtis ressaltou a transição do modelo biomédico tradicional — centrado estritamente na doença e na visão do corpo humano como uma estrutura mecânica a ser consertada — para a consolidação do princípio da integralidade. Respaldado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), esse paradigma enxerga o indivíduo em suas dimensões física, mental, social e espiritual.

A palestrante destacou a promulgação da Lei 15.378 (Estatuto dos Direitos do Paciente), que estabelece a obrigatoriedade de as instituições de saúde respeitarem as características individuais, crenças e valores sociais dos pacientes. Apontou também o alinhamento dessa legislação com a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e com os preceitos da Medicina Integrativa.

Bases Biológicas e Psiconeuroimunologia

A apresentação detalhou como estados emocionais e espirituais impactam a fisiologia humana por meio de evidências científicas de níveis A e B:

  • Eixo HPA e Imunidade: O estresse e a depressão ativam o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), desencadeando a liberação de cortisol e citocinas inflamatórias. Esse processo reduz a atividade de linfócitos T e B e de células Natural Killers.
  • Modulação Dopaminérgica: Estudos com PET Scan demonstram que práticas como a meditação elevam significativamente os níveis de dopamina no cérebro, proporcionando sensação de bem-estar.
  • Sistema Endocanabinoide: A produção endógena de anandamida atua nos receptores canabinoides, promovendo regulação do humor, analgesia natural e neuroplasticidade positiva.

Resultados Clínicos e o Alerta do Coping Negativo

Estudos e ensaios clínicos randomizados confirmam que intervenções de base espiritual correlacionam-se com a redução de até 70% na chance de eventos cardiovasculares, maior sobrevida pós-cirúrgica e melhora na qualidade de vida de pacientes oncológicos e renais crônicos.

Por outro lado, a palestrante alertou para o coping religioso/espiritual negativo, verificado em cerca de 15% dos casos. Ocorre quando sentimentos de culpa ou punição divina levam ao sofrimento psíquico, piores desfechos clínicos ou ao abandono de tratamentos convencionais, exigindo discernimento e sensibilidade da equipe de saúde.

Instrumentos Clínicos e o Cenário Acadêmico

O webinar abordou o uso de ferramentas validadas, como o módulo WHOQOL-SRPB da OMS e modelos simplificados de anamnese espiritual (ex.: Spirit). Foi destacada a atuação de entidades como a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), que vêm incorporando a espiritualidade em suas diretrizes e comissões. Para que o Cuidado Farmacêutico cumpra com as diretrizes do Cuidado Integral no SUS são necessárias ações que qualifiquem a formação e a educação permanente dos farmacêuticos clínicos, para que a abordagem da pessoa ocorra de forma ética e sem proselitismo.

Referências

Livros publicados por autores brasileiros

– Santos LFS, Serafim A, Cardoso CA. Medicina e Espiritualidade Baseada em Evidências. Rio de Janeiro: Ed. Atheneu, 2021. 198p.

– Felipe MT Pereira, Camila C Braguetta, Paulo Antonio S Andrade, Tiago P Branco (Editores). Tratado de Espiritualidade e Saúde. Rio de Janeiro: Atheneu. 2021. 552p.

– Marcelo Saad e Fábio Nasri (Editores). Apoio Espiritual em Saúde: Manual Prático. Barueri/SP: Manole. 2024. 253p.

Bibliografia

PINHEIRO R, FERLA A, SILVA JÚNIOR A. Integrality in the population’s health care programs. Ciênc. Saúde Coletiva [Internet]. 2007;12(2):343-9.http://www.scielo.br/pdf/csc/v12n2/a10v12n2.pdf 

LUCCHETTI, G. “Saúde e Espiritualidade”: das evidências científicas para a prática clínica. Editorial. Horizonte, Belo Horizonte, v. 20, n. 62, e206202, maio/ago. 2022 – ISSN 2175-5841

KOENIG, H. G. (2012). Religion, spirituality, and health: the research and clinical implications. ISRN Psychiatry, 2012, 278730. doi:10.5402/2012/278730

LUCCHETTI, G., KOENIG, H. G., & LUCCHETTI, A. L. G. (2021). Spirituality, religiousness, and mental health: A review of the current scientific evidence. World J Clin Cases, 9(26), 7620-7631. doi:10.12998/wjcc.v9.i26.7620

LUCCHETTI, G., DE ARAUJO ALMEIDA, P.O., MARTIN, E.Z.et al.The current status of “spirituality and health” teaching in Brazilian medical schools: a nationwide survey.BMC Med Educ23, 172 (2023).https://doi.org/10.1186/s12909-023-04153-z

SANTOS, ALF. Aspectos Gerais sobre Medicina e Espiritualidade – Uma Revisão Sistematizada. In: Serafim A, Cardoso CA. Medicina e EspiritualidadeBaseadaemEvidências. Cap. 1. Rio de Janeiro: Ed. Atheneu, 2021. 198p.

HEBERT, R., ZDANIUK, B., SCHULZ, R., & SCHEIER, M. (2009). Positive and negative religious coping and well-being in women with breast cancer. J PalliatMed, 12(6), 537-545. doi:10.1089/jpm.2008.0250

PARGAMENT, K. I., et al.. Religious struggle as a predictor of mortality among medically ill elderly patients: a 2-year longitudinal study. Arch Intern Med, 2001. 161(15), 1881-1885. doi:10.1001/archinte.161.15.1881

MARQUES-DEAK, A.; STERNBERG, E. Psiconeuroimunologia: a relação entre o sistema nervoso central e o sistema imunológico. Editorial. Braz. J. Psychiatry 26 (3), Set2004 https://doi.org/10.1590/S1516-44462004000300002

PANZINI RG, MAGANHA C, ROCHA NS, BANDEIRA DR, FLECK MP.Validação brasileira do Instrumento de Qualidade de Vida/espiritualidade, religião e crenças pessoais.Revista de Saúde Pública. 2011;45(1):153-165.

DANTZER R, O’CONNOR JC, FREUND GG, JOHNSON RW, KELLEY KW.From inflammation to sickness and depression: when the immune system subjugates the brain.Nat Rev Neurosci.2008;9(1):46-56.

KOENIG, H. G.Religion, spirituality, and health: the research and clinical implications.ISRN Psychiatry, v. 2012, art. 278730, 2012.

PUCHALSKI, C., FERRELL, B., VIRANI, R., OTIS-GREEN, S., BAIRD, P., Bull, J., . . . SULMASY, D. (2009). Improving the quality of spiritual care as a dimension of palliative care: the report of the Consensus Conference. J PalliatMed, 12(10), 885-904. doi:10.1089/jpm.2009.0142.

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18 ago 2026

A Biodiversidade como Fonte de Inovação Farmacêutica

No dia 17 de agosto, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) deu continuidade ao seu calendário do Programa Educacional com um webinar sob a moderação da Acadêmica Rachel Castilho, coordenadora do eixo de Biodiversidade, o evento recebeu o Acadêmico Jan Carlo Delorenzi para discutir sobre as Novas aplicações do óleo de Alpinia zerumbet: do tratamento da espasticidade muscular ao alívio da disfunção têmporomandibular.

O Prof. Dr. Jan Carlo Delorenzi, que além de acadêmico da ACFB é diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde do Mackenzie e consultor científico do Grupo Hebron, apresentou como uma planta tradicionalmente usada na culinária e ornamentação evoluiu para um insumo farmacêutico com eficácia comprovada no tratamento da espasticidade muscular e, agora, desponta como uma solução promissora para a odontologia.

 

Da Ilha de Okinawa ao Nordeste Brasileiro

A jornada da Alpinia zerumbet (família Zingiberaceae) inicia-se no Sudeste Asiático. Conhecida em Okinawa como o “chá da longevidade”, a planta foi introduzida no Brasil com fins ornamentais, mas encontrou no Nordeste um ambiente fértil para sua disseminação e incorporação à etnofarmacologia popular.

Popularmente chamada de “Colônia”, seu uso tradicional envolve banhos antitérmicos e chás hipotensores. No entanto, o Dr. Jan Carlo destacou que a ciência moderna permitiu identificar sua “Assinatura Molecular”: o óleo essencial das folhas é rico em Terpinen-4-ol (32-38%), 1,8-cineol (14-22%) e Sabineno (8-22%). Esse perfil lipofílico garante alta permeabilidade dérmica, tornando a via tópica transdérmica a estratégia terapêutica ideal.

 

Dualidade Farmacodinâmica: O Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação do óleo essencial, que se sustenta em dois pilares:

  1. Foco Muscular (Miorrelaxamento): O óleo inibe seletivamente o acoplamento excitação-contração ao bloquear canais de cálcio do tipo L e suprimir o extravasamento de cálcio pelos receptores de rianodina (RyR1). Isso resulta na desativação das pontes cruzadas de actina-miosina, promovendo o relaxamento muscular basal.
  2. Foco Imunológico (Anti-inflamatório): Através do eixo TLR4/NF-kB, o óleo atua em nível de transcrição genética, impedindo a produção de citocinas pró-inflamatórias (IL-6, TNF-α) e óxido nítrico. Esse bloqueio é a chave para a redução da hiperalgesia térmica e mecânica.

Translação Clínica: Espasticidade e Qualidade de Vida

O Dr. Jan Carlo revisou estudos realizados desde 2008, com destaque para o trabalho com crianças com paralisia cerebral espástica. O uso do óleo como coadjuvante na fisioterapia permitiu:

  • Redução significativa do tônus muscular (Escala de Ashworth);
  • Ganhos diretos em funções estáticas (sentar, ajoelhar) e dinâmicas (marcha e engatinhar);
  • Melhora na qualidade de vida de pacientes pós-AVC e com esclerose múltipla.

A Nova Fronteira: Disfunção Temporomandibular (DTM)

Os resultados mostraram que a aplicação tópica da formulação reduziu severamente a dor miofascial e a hiperalgesia térmica, sem causar sedação central ou alteração no controle motor. Este avanço abre caminho para ensaios clínicos randomizados em humanos portadores de DTM muscular crônica e aguda.

Referências

BARCELOS, F.F. et al. Estudo químico e da atividade biológica cardiovascular do óleo essencial de folhas de Alpinia zerumbet (Pers.) B.L.Burtt & R.M.Sm. em ratos. Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.12, n.1, p.48-56, 2010.

Nishidono, Y.; Tanaka, K. Phytochemicals of Alpinia zerumbet: A Review. Molecules 202429, 2845. https://doi.org/10.3390/molecules29122845.

Azevedo, M.V.M.P.S.; Lins, S.R.O. Aplicações terapêuticas da Alpinia Zerumbet (colônia) baseado na medicina tradicional: uma revisão narrativa (2010-2020). Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 11, p.84222-84242, nov. 2020.

SANTOS, B. A. et al. Cardiodepressive effect elicited by the essential oil of Alpinia speciosa is related to L-type Ca²⁺ current blockade. Phytomedicine, v. 18, n. 7, p. 539-543, 2011.

Hummig W, et al. Antinociceptive and anti-inflammatory effects of a formulation based on Alpinia zerumbet essential oil: an in vivo and in vitro approach. J Oral Facial Pain Headache. 2025 Dec;39(4):207-217. doi: 10.22514/jofph.2025.077. Epub 2025 Dec 12. PMID: 41436117; PMCID: PMC12727173.

CANDIDO, E.A.F.; XAVIER-FILHO, L. Viabilidade do uso do óleo essencial da Alpinia zerumbet, Zingiberaceae, na otimização do tratamento fisioterapêutico em paralisia cerebral espástica. Arq Bras Neurocir 31(3): 110-5, 2012.

MAIA, M.O.N. et al. The Effect of Alpinia zerumbet Essential Oil on Post-Stroke Muscle Spasticity. Basic & Clinical Pharmacology & Toxicology, 2016, 118, 58–62

Formighieri, R. et al. Efeitos do Ziclague na espasticidade e seu impacto sobre a força muscular e cinemática da marcha: estudo de caso. Saúde (Santa Maria). 2020, v. 46, n. 2: e55384.

Martins, J.S.; Golin, M.O. Effects of ziclague phytotherapic associated with kinesitherapy on the equine foot of children with spastic cerebral palsy. MTP&RehabJournal 2020, 18: 800.

REIS, C.N. et al. AVALIAÇÃO DA AÇÃO DO Z/CLAGUE® NA ESPASTICIDADE DE PACIENTES COM PARAPLEGIA ESPÁSTICA HEREDITARIA. Anais 2019. 21ª Semana de Pesquisa da Universidade Tiradentes “Bioeconomia e Transformação Social”. 04 a 08 de novembro de 2019  ISSN: 1807-2518

LENCINA, P.C.O. Uso do óleo essencial derivado da Alpinia Zerumbet na espasticidade decorrente de lesão nervosa central – Uma revisão sistemática. Vittalle – Revista de Ciências da Saúde v. 32, n. 3 (2020) 214-224.

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10 ago 2026

ACFB Marca Presença no 10º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) participou do 10º Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica (10º SNCTAF), realizado nos dias 10 e 11 de agosto de 2026, na sede da Fiocruz Brasília.

Com o tema “Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica para cuidar das pessoas e do Brasil”, o simpósio integrou o conjunto de atividades preparatórias para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, promovendo um debate estratégico sobre o papel da inovação e da Assistência Farmacêutica no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na soberania nacional.

O evento é uma iniciativa do Projeto Integra, promovido pelo Instituto Escola Nacional dos Farmacêuticos (ENFar), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Ministério da Saúde, contando com o apoio da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/Brasil).

A diretoria da ACFB esteve amplamente representada no encontro: o Acad. Dante Alario Junior, Presidente, marcou presença e integrou um dos painéis de debate, trazendo a visão da Academia sobre os caminhos para a inovação e o avanço científico e tecnológico no setor produtivo e de saúde, e o Acad. Henry Suzuki, Secretário-Geral, representou a instituição nos momentos de articulação institucional.

A ACFB registra a expressiva atuação do Acadêmico Jorge Costa (Fiocruz), titular da Cadeira nº 25 da ACFB, que participou da comissão organizadora do Simpósio. Sua dedicação foi fundamental para a estruturação do programa científico.

A programação do 10º SNCTAF contou com mesas de abertura, Talk Shows focados em temas centrais como a “Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo” e o “Financiamento da Política Nacional de Assistência Farmacêutica no SUS”, além de Grupos de Trabalho. Os debates culminaram na harmonização de propostas dos seis eixos temáticos e na leitura da Carta do 10º SNCTAF ao final do encontro.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil parabeniza a comissão organizadora, os realizadores e os apoiadores pelo sucesso do simpósio, reafirmando seu compromisso de colaborar na construção de políticas públicas que fortaleçam a ciência, a tecnologia e a saúde no Brasil.

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04 ago 2026

Estatuto do Direito do Paciente e seus impactos práticos e jurídicos

No dia 3 de agosto de 2026, das 18h às 19h30, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) abriu o seu calendário do segundo semestre do Programa Educacional com o webinar “Estatuto do Direito do Paciente”, promovido pelo eixo temático de Análises Clínicas e Toxicológicas.

O evento foi moderado pelo Acad. Adilson Kleber Ferreira (Titular da Cadeira nº 105 da ACFB e coordenador do eixo temático), que destacou o apoio fundamental dos mantenedores institucionais da Academia: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.

A palestra principal foi ministrada pelo Acad. Marcos Machado Ferreira (Titular da Cadeira nº 104 da ACFB, referência em análises clínicas, gestão em saúde e ex-presidente do CRF-SP), com a participação e considerações jurídicas do Dr. Benedito Macedo (Perito Judicial Farmacêutico do TJSP e Advogado no Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo – CREMESP).

Um novo paradigma na relação entre pacientes e serviços de saúde

Em vigor desde abril de 2026, a Lei nº 13.578 — que instituiu o Estatuto do Direito do Paciente — representa um dos marcos regulatórios mais importanes da saúde brasileira desde a criação do SUS. Conforme destacado pelo Acad. Marcos Machado, a legislação transformou recomendações que antes eram éticas em obrigações legais vinculantes, aplicáveis ao SUS, à saúde suplementar e a todos os serviços privados (hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios de análises clínicas e farmácias).

Principais pilares apresentados:

  1. Decisão Compartilhada e Autodeterminação: O profissional de saúde deixa de deter o protagonismo unilateral. As decisões sobre cuidados e planos terapêuticos passam a ser divididas com o paciente.
  2. Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV): Registro escrito com força de lei em que o paciente define os tratamentos e intervenções que aceita ou recusa para momentos em que estiver impossibilitado de expressar sua vontade, protegendo também os profissionais contra pressões de familiares.
  3. Representante Designado: Indicação formal de um porta-voz exclusivo para autorizar ou vetar procedimentos caso o paciente fique incapacitado.
  4. Cuidados Paliativos: Assistência integral prestada por equipe multidisciplinar para pacientes com doenças ativas e progressivas.
  5. Consentimento Livre e Esclarecido: Documentação obrigatória e acessível sobre diagnósticos, prognósticos, riscos e potenciais efeitos adversos de medicamentos.

Direitos dos Pacientes e a Prática Farmacêutica

Durante o webinar, foram detalhados os impactos diretos da nova lei na rotina farmacêutica e laboratorial:

  • Informação sobre Insumos e Medicamentos: O paciente passa a ter o direito explícito de questionar a procedência, dosagens, interações e reações adversas dos medicamentos destinados ao seu tratamento, transformando a orientação farmacêutica em cumprimento de dever civil.
  • Privacidade e Acompanhante: Garantia de atendimento em ambiente privativo , direito a acompanhante em consultas/exames e recusa a visitas ou à presença de acadêmicos/estagiários.
  • Acesso ao Prontuário: Dever de criar rotinas claras e gratuitas para a entrega de cópias e acesso às informações de saúde do paciente.

Equilíbrio e Responsabilidades do Paciente (Artigo 22)

Um ponto enfatizado foi o Artigo 22, que estabelece as obrigações do paciente, como: compartilhar seu histórico médico completo, informar o uso de medicamentos contínuos, seguir as prescrições e notificar a desistência de tratamentos. O preenchimento correto da anamnese e a assinatura de termos atuam como excludentes de responsabilidade civil e técnica do profissional de saúde caso ocorra omissão de dados por parte do usuário.

Visão Jurídica e Análise Prática com o Dr. Benedito Macedo

Complementando a exposição, o Dr. Benedito Macedo trouxe ponderações jurídicas e alertas práticos cruciais para a classe farmacêutica:

  • Inexigibilidade de Conduta Adversa: Em drogarias onde a rotina comercial ou de metas impeça o farmacêutico de documentar o atendimento clínico, o Dr. Benedito orientou que o profissional registre essa limitação formalmente no seu Conselho Regional de Farmácia (CRF). Esse registro serve como prova jurídica em eventual processo criminal ou cível por reação adversa do paciente.
  • Bula vs. Consentimento Informado: A bula perde o caráter de prova suficiente de orientação. O que valida a proteção legal é a informação prestada e documentada diretamente ao paciente.
  • Clareza nos Termos e Atendimento Adaptado: Termos de consentimento não podem ser genéricos (“contratos de adesão”). Em casos de pacientes analfabetos, a recomendação é realizar a leitura verbal do termo na presença de duas testemunhas idôneas ou providenciar a gravação do consentimento.
  • Procuradores de Saúde: Alerta sobre a importância de o paciente não nomear procuradores que sejam seus dependentes financeiros, evitando conflitos de interesse éticos ou distanásia.
  • Tripla Responsabilização e Doses Unitárias: O descumprimento da lei pode acarretar sanções nas esferas administrativa (Conselhos de Classe), cível (indenizações) e criminal. Além disso, rotinas como a unitarização de doses hospitalares ou manipulação devem fornecer informações claras equivalentes à bula para cada fração destinada ao paciente.

Recomendações e Próximos Passos

Para os profissionais e estabelecimentos que buscam adequação imediata, os palestrantes sugeriram o uso das diretrizes do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP/Anvisa) — instituído pela Portaria MS 529/2013 e RDC Anvisa 36/2013 —, que servem como base estrutural para a elaboração de Protocolos e Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) alinhados ao Estatuto do Direito do Paciente.

 

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.…

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28 jul 2026

Avanço Científico | Nanotecnologia: uma nova esperança no tratamento da artrite reumatoide

Pesquisadores do IEN e de Farmanguinhos/Fiocruz desenvolveram um inovador nanofármaco capaz de combater a inflamação e regenerar a cartilagem articular com apenas duas aplicações anuais. O estudo, publicado no European Journal of Nuclear Medicine, é coordenado pelo Dr. Ralph Santos-Oliveira, Acadêmico Titular da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB).

A inovação promete transformar o manejo da doença, substituindo o uso diário de múltiplos medicamentos por uma terapia local, potente e sem os efeitos colaterais tradicionais.

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Fonte: FAPERJ…

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03 jul 2026

ACFB prestigia celebração dos 40 anos da Abifina em solenidade especial

Hoje, dia 3 de julho de 2026, o Presidente da ACFB participou da solenidade oficial em comemoração aos 40 anos da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina).

O evento reuniu lideranças governamentais, cientistas, empresários e entidades do setor para celebrar quatro décadas de dedicação da Abifina ao desenvolvimento da química fina, da biotecnologia e da soberania sanitária do país.

Uma parceria estratégica para o desenvolvimento nacional

A presença da ACFB reforça os laços históricos e a sinergia entre as duas instituições. O Presidente da Academia, que também integra o Conselho Deliberativo da Abifina, destacou a importância de unir a excelência da produção acadêmica e científica com a força da base industrial de saúde.

“Celebrar os 40 anos da Abifina é celebrar a história da inovação e da resiliência da indústria nacional. “, declarou o Presidente da ACFB durante a solenidade.

Fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde

Durante o encontro, foram debatidos os avanços históricos do setor e as diretrizes estratégicas para o futuro da saúde e da biotecnologia no Brasil. A governança e a cooperação entre as entidades foram apontadas como pilares fundamentais para garantir o acesso a medicamentos essenciais, insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e novas terapias para a população.

A Diretoria e o corpo de Acadêmicos da ACFB parabenizam a Abifina por sua trajetória e reafirmam o compromisso de continuar trabalhando em conjunto pelo fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação farmacêutica no Brasil.

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01 jul 2026

ACFB prestigia a Sessão Solene dos 197 anos da Academia Nacional de Medicina

No dia 30 de junho de 2026, a Academia Nacional de Medicina (ANM) celebrou seus 197 anos de história em uma Sessão Solene Comemorativa. O evento reuniu acadêmicos, autoridades, pesquisadores e lideranças setoriais para homenagear quase dois séculos de dedicação ininterrupta à ciência, ao conhecimento e à saúde pública do Brasil.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil esteve presente nesta importante celebração. Representando o Presidente da ACFB, Acad. Dante Alario Junior, o Acad. Eduardo Leal levou os cumprimentos e o reconhecimento da nossa instituição à coirmã. A solenidade também contou com a prestigiada presença do Acad. Marcelo Morales, que partilha o mérito de ser membro de ambas as Academias (ACFB e ANM).

Acad. Eduardo Leal e Acad. Marcelo Morales durante a Solenidade Comemorativa dos 197 anos da ANM.

Reconhecimento à Ciência e à Inovação

Como parte da tradicional cerimônia, o evento foi palco do anúncio e da entrega dos prestigiados Prêmios ANM. A honraria reconhece anualmente a excelência, a inovação e o impacto do trabalho de profissionais e pesquisadores que fortalecem o desenvolvimento da medicina e das ciências da saúde no país.

“A celebração de quase dois séculos da ANM reforça a solidez das instituições científicas brasileiras. Para a ACFB, é uma honra caminhar lado a lado com uma academia que tanto contribui para o progresso da saúde e da soberania científica nacional.”

A Diretoria da ACFB parabeniza a Diretoria e todos os Membros da Academia Nacional de Medicina por este marco histórico, renovando os laços de cooperação e admiração mútua em prol da Ciência brasileira.…

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