27 out 2026

Da casca à semente: Webinar revela o valor biotecnológico do puçá-amarelo (Mouriri grandiflora)

Na última segunda-feira, 26 de outubro de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil realizou mais uma atividade de seu Programa Educacional. O evento encerrou a programação do eixo temático de Biodiversidade, Plantas Medicinais e Inovação, celebrando trabalhos de excelência premiados no III Prêmio Pio Corrêa de Inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira.

A moderação esteve a cargo da Acad. Profa. Rachel Castilho, Titular da Cadeira nº 41 da ACFB e docente da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, que destacou a importância de valorizar a biodiversidade brasileira como fonte inesgotável para o desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à saúde.

A conferência foi proferida pela Doutora Camila Mariane da Silva Soares, doutora em Ciências dos Alimentos, mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos, graduada em Engenharia de Alimentos e Tecnóloga em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e a sessão de perguntas e comentário conduzida pela Profa. Dra. Glêndara Aparecida de Souza Martins, coordenadora no grupo de pesquisa Modelagem Cinética e Avaliação de Sistemas Alimentares e Biotecnológicos e Vice-diretora do Câmpus de Palmas da Universidade Federal do Tocantins. (Universidade Federal do Tocantins – UFT).

Valorização de Espécies Nativas e Reaproveitamento Integral

A pesquisa apresentada foi laureada com Menção Honrosa na Categoria Master do III Prêmio Pio Corrêa (2025), iniciativa da Academia que estimula a inovação farmacêutica baseada na flora nacional.

O estudo centrou-se na caracterização integral do puçá-amarelo (Mouriri grandiflora), fruteira nativa dos biomas Cerrado e Amazônia — popularmente conhecida como a “jabuticaba do Cerrado”, encontrada com abundância na região de Palmas e Lajeado (Tocantins), mas ainda subutilizada pela indústria e pouco conhecida pelo grande público.

A pesquisadora enfatizou que, enquanto grande parte dos estudos agronômicos e industriais se restringe à análise da polpa, o trabalho avaliou de forma sistêmica a polpa, as cascas e as sementes. O objetivo foi demonstrar que frações frequentemente descartadas como resíduos agroindustriais possuem concentrações expressivas de compostos bioativos de alto valor agregado para os setores alimentício, farmacêutico e cosmético.

Metodologia Robusta e Simulação Gastrointestinal (In Vitro)

Um dos grandes diferenciais da pesquisa foi a aplicação do protocolo internacional de digestão gastrointestinal simulada Infogest (em modelo estático). O método permitiu mimetizar em laboratório as fases oral, gástrica e intestinal pelas quais o fruto passa no organismo humano, avaliando o comportamento real, a estabilidade e a bioacessibilidade dos compostos antioxidantes após o consumo.

Dentre os principais resultados físico-químicos e fitoquímicos apresentados destacam-se:

  • Composição Nutricional e Macromoléculas: A polpa apresentou expressivo teor de umidade e presença marcante de açúcares naturais (como frutose) e ácidos orgânicos (como o ácido málico e o ácido ascórbico/vitamina C). Já as sementes revelaram um notável teor lipídico (cerca de 17,35%) e proteico (21,56%), além de concentrações relevantes de aminoácidos essenciais.
  • Compostos Bioativos e Minerais: A casca e a semente destacaram-se como fontes riquíssimas de compostos fenólicos totais e minerais essenciais como ferro, zinco, boro, potássio e cobre, superando, em alguns aspectos, os teores encontrados na própria polpa.
  • Potencial Antioxidante e Comportamento Digestivo: Os ensaios demonstraram que, embora certas classes de compostos sofram degradação no ambiente ácido do estômago, frações lipofílicas e metabólitos protetores mantêm forte atividade antioxidante (comprovada por testes como DPPH, FRAP e inibição da peroxidação lipídica), assegurando elevada bioacessibilidade intestinal.

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.…

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20 out 2026

ACFB promove webinar sobre os desafios e potencialidades da implementação do novo currículo da Faculdade de Farmácia da UFMG

Em 19 de outubro de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou, no âmbito do eixo temático Educação e Ciências Farmacêuticas do seu Programa Educacional, o webinar “Implementando o Novo Currículo da Faculdade de Farmácia da UFMG: desafios e potencialidades de um curso centenário”.

A abertura foi realizada pelo moderador Prof. Dr. Roberto Malta, docente, mestre e doutor em Parasitologia, coordenador do curso de Farmácia do Centro Universitário de Votuporanga (UNIFEV) desde 2003. Em sua saudação inicial, o Prof. Roberto Malta ressaltou a relevância de discutir os rumos da formação acadêmica em uma das mais longevas e prestigiadas unidades de ensino farmacêutico do Brasil.

A mediação do bloco de perguntas e comentários ficou a cargo da Profa. Dra. Nazaré Alencar, Titular da Cadeira nº 7 da ACFB. Farmacêutica graduada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), especialista em Medicamento e em Pesquisa Aplicada às Ciências da Saúde e mestre em Doenças Tropicais pelo Núcleo de Medicina Tropical

A palestrante convidada foi a Profa. Dra. Mariana Martins Gonzaga do Nascimento, Professora Adjunta do Departamento de Produtos Farmacêuticos da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (PFA/FAFAR/UFMG) e membro do Conselho Científico do Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP Brasil). Atual presidente do seu Núcleo Docente Estruturante (NDE), a Profa. Mariana compartilhou a trajetória de reestruturação do curso, que em setembro completou 115 anos de história.

Transformação do ensino farmacêutico: do produto ao cuidado centrado no paciente

A palestra contextualizou a evolução da profissão farmacêutica, enfatizando a mudança de paradigma do foco exclusivo no produto e medicamento para uma abordagem centrada na pessoa, na segurança do paciente e no cuidado farmacêutico. Revisitando episódios históricos internacionais e nacionais — como a criação da Farmácia Clínica, a conceituação de Pharmaceutical Care, o relatório To Err is Human do Institute of Medicine, a criação do Consenso Brasileiro na Atenção Farmacêutica (2002) e a instituição da Política Nacional de Segurança do Paciente (2013) —, a palestrante evidenciou que a reforma curricular atende a um chamado global por serviços de saúde mais seguros e integrados.

Estrutura e eixos norteadores da nova matriz curricular

Durante a exposição, foram apresentados os pilares operacionais e conceituais que embasaram o novo Projeto Pedagógico do Curso (PPC) da UFMG, articulados com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de 2017 e com a Resolução nº 569/2017 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

  • Formação por Competências: Mapeamento e consolidação de 26 competências centrais — distribuídas entre as áreas de Cuidado em Saúde (13), Tecnologia e Inovação (10) e Gestão em Saúde (2) —, organizadas em níveis progressivos de complexidade (básico, intermediário e avançado).
  • Distribuição da Carga Horária: Ajuste para a carga horária total de 4.170 horas, contemplando 2.790 horas de disciplinas obrigatórias, 840 horas de estágios supervisados, 695 horas de disciplinas optativas e a inserção de 10% da carga horária dedicada à curricularização da extensão.
  • Inserção Precoce na Prática Profissional: Introdução de estágios supervisionados na Atenção Primária à Saúde a partir do 3º período, em cooperação com a rede municipal de saúde de Belo Horizonte.
  • Inovação e Tradição Tecnológica: Preservação da forte tradição em pesquisa e biotecnologia da FAFAR/UFMG com o fortalecimento das disciplinas de Farmacotécnica (divididas em três módulos de 75h), criação da disciplina de Medicamentos Biológicos como obrigatória, inserção de conteúdos de Radiofarmácia e disciplinas de apoio pedagógico, como a Orientação à Vida Acadêmica.

A Profa. Mariana Gonzaga detalhou a estratégia de articulação pedagógica em trios de disciplinas interligadas (por exemplo: Diagnóstico Laboratorial, Farmacoterapia e Semiologia/Habilidades Clínicas), promovendo a aprendizagem integrada e a redução dos índices de retenção e evasão acadêmica.

Participe das próximas atividades

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06 out 2026

ACFB Realiza Webinar sobre Biópsia Líquida e o Futuro do Diagnóstico Precoce em Oncologia

Em 05 de outubro de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou o webinar “Diagnóstico Precoce em Oncologia: O uso da Biópsia Líquida”. O evento faz parte do Programa Educacional da Academia, vinculado ao eixo temático de Análises Clínicas e Toxicológicas, e contou com o apoio de seus mantenedores.

A moderação foi conduzida pelo Acad. Adilson Kleber Ferreira, Titular da Cadeira nº 105 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e sócio-diretor da Alchemypet. A conferência foi ministrada pelo Prof. Dr. Roger Chammas, Professor Titular de Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Diretor do Centro de Investigação Translacional em Oncologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e Coordenador do Comprehensive Center for Precision Oncology (C2PO) da USP.

A Revolução do Diagnóstico Precoce e da Biópsia Líquida na Oncologia

Em sua apresentação, o Prof. Dr. Roger Chammas abordou as transformações trazidas pelo uso da biópsia líquida na medicina de precisão. O palestrante ressaltou que identificar a presença de tumores antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos deixou de ser uma perspectiva futura e tornou-se uma realidade transformadora na oncologia moderna.

A biópsia líquida surge como uma alternativa e um complemento minimamente invasivo às biópsias teciduais convencionais, permitindo a identificação de biomarcadores tumorais — como fragmentos de DNA tumoral circulante (ctDNA), células tumorais circulantes (CTCs) e vesículas extracelulares — diretamente na corrente sanguínea de forma rápida e precisa.

A partir do monitoramento desses biomarcadores, o método possibilita refinar a escolha de tratamentos personalizados, identificar mutações de resistência a medicamentos e avaliar a eficácia terapêutica em tempo real.

Aplicações na Prática Clínica e Personalização dos Tratamentos

Outro ponto de destaque da conferência foi a discussão sobre o papel atual da ferramenta na rotina dos cuidados oncológicos e no aumento das chances de cura dos pacientes. O professor explicou como a tecnologia atua no ciclo de cuidado do paciente em diferentes frentes:

  • Detecção Precoce e Rastreamento: Identificação de alterações genéticas moleculares indicativas de malignidade em estágios iniciais, antes da visualização por exames de imagem tradicionais.
  • Avaliação da Doença Residual Mínima (MRD): Monitoramento contínuo pós-tratamento para identificar micrometástases residuais e sinalizar riscos de recidiva precocemente.
  • Oncologia de Precisão e Acompanhamento de Resistências: Mapeamento dinâmico da heterogeneidade tumoral, permitindo adequar a conduta terapêutica frente ao surgimento de novas mutações genéticas.

O palestrante ressaltou que a incorporação dessa inovação exige integração com a rotina dos laboratórios de análises clínicas, assegurando padronização pré-analítica e rigor na interpretação dos exames moleculares.

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29 set 2026

Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil promove webinar sobre inovações em processos biotecnológicos.

Em 28 de setembro de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil realizou o webinar “As inovações em processos biotecnológicos”. O evento faz parte do Programa Educacional da Academia, vinculado ao eixo temático de Tecnologia Farmacêutica e Cosmética, e contou com o apoio de seus mantenedores.

A moderação foi conduzida pela Acad. Eliana Martins Lima, Titular da Cadeira nº 52 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e Professora Titular da Universidade Federal de Goiás (UFG). A palestra foi ministrada pelo Acad. Marco Antonio Stephano, Titular da Cadeira nº 17 da Academia, Professor Doutor do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) e responsável pelo Laboratório de Imunobiológicos e Biofármacos da instituição.

A Transformação da Biomanufatura Farmacêutica e a Biomanufatura 4.0

Em sua apresentação, o Acad. Marco Antonio Stephano abordou as transformações no setor de biomanufatura. O palestrante ressaltou que a biotecnologia vive uma transição do paradigma clássico para a Biomanufatura 4.0. Se no modelo tradicional a produção era focada em cultivos com amostragem pontual e análises de falha após o processamento, o paradigma atual exige bioprocessos contínuos, integração com inteligência artificial, robótica asséptica e uso de gêmeos digitais (digital twins).

Os gêmeos digitais usam modelos computacionais conectados a bioreatores físicos para prever o comportamento do cultivo. A partir do monitoramento em tempo real de parâmetros críticos como pH, temperatura, oxigênio dissolvido e, especialmente, a liberação de CO₂, o sistema realiza ajustes automáticos, otimizando o crescimento e a produtividade celular sem a necessidade de intervenções abruptas.

Tecnologias de Edição Gênica e Terapias Avançadas

Outro ponto de destaque da conferência foi o avanço das ferramentas de edição gênica. O professor explicou a evolução a partir do sistema CRISPR-Cas9 tradicional para abordagens de maior precisão, como:

  • Base Editing e Prime Editing: Permitem alterar bases nucleotídicas específicas ou trechos do DNA sem causar quebras duplas de fita descontroladas.
  • CRISPRa e CRISPRi: Sistemas de ativação e inibição gênica que regulam a expressão de RNA mensageiro sem deletar sequências.
  • Edição Multiplex: Possibilidade de editar múltiplos alvos genéticos simultaneamente em uma única célula.

Essas inovações impulsionam o desenvolvimento de terapias gênicas e celulares personalizadas. No entanto, o palestrante ressaltou que ainda há desafios importantes a serem superados, como o controle de efeitos fora do alvo (off-target), os métodos de entrega (delivery) de material genético in vivo e a consolidação de diretrizes regulatórias e de Boas Práticas de Fabricação (BPF) voltadas a esses produtos. Como exemplo dos avanços no setor, citou o recente uso clínico e aprovação de terapias baseadas em CRISPR para doenças genéticas, como a anemia falciforme e a beta-talassemia.

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28 set 2026

Academia realiza Conferência Magna e abre Exposição sobre os 230 anos da Farmacopeia Brasileira na PUC-Campinas

No dia 25 de setembro, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou a Conferência Magna “Farmacopeias: da tradição histórica à construção da Farmacopeia Brasileira”, no Auditório Monsenhor Salim, no Campus II da PUC-Campinas. O evento marcou também a abertura da Exposição “Farmacopeia Brasileira – 230 anos de uma trajetória em construção”.

A Conferência Magna foi ministrada pelo Prof. Dr. Lauro Domingos Moretto, Primeiro-Secretário e Presidente Emérito da ACFB, que apresentou uma rica reflexão sobre a evolução dos compêndios oficiais ao longo dos séculos e a importância da Farmacopeia Brasileira para a garantia da qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos no país.

A mesa diretora e de abertura do evento contou com a presença das seguintes autoridades:

  • Prof. Dr. Gustavo Henrique da Silva — Decano da Escola de Ciências da Vida, representando o Magnífico Reitor da PUC-Campinas, Prof. Dr. Victor de Barros Deantoni;
  • Prof. Dr. Lauro Domingos Moretto — Primeiro-Secretário e Presidente Emérito da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil;
  • Profa. Dra. Juliana Signori Baracat — Diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da PUC-Campinas;
  • Rodrigo Luiz dos Santos — Museólogo Responsável e Coordenador do Museu Universitário da PUC-Campinas.

 

 

 

Serviço | Exposição “Farmacopeia Brasileira – 230 anos de uma trajetória em construção”

A exposição convida o público a imergir na memória e no desenvolvimento do compêndio oficial do país.

  • Período de visitação: De 25 de setembro a 10 de outubro de 2026
  • Horários:
    • Segunda a sexta-feira: das 09h às 19h
    • Sábados: das 09h às 12h
  • Entrada: Gratuita
  • Visitas monitoradas (agendamento): museu@puc-campinas.edu.br

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil expressa seu agradecimento à Reitoria da PUC-Campinas, à Faculdade de Ciências Farmacêuticas e ao Museu Universitário pela parceria e apoio na realização deste importante evento cultural e científico.…

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22 set 2026

Encontro de Acadêmicos Celebra o Aniversário da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

No dia 19 de setembro de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) promoveu o Encontro de Acadêmicos Comemorativo ao Aniversário da ACFB. O evento reuniu confrades, confreiras e convidados no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, localizado na sede da instituição.

O encontro foi um momento especial de celebração, congraçamento e fortalecimento da nossa Academia, marcando a história da ACFB com a presença de Acadêmicos provenientes de diversas cidades do Estado de São Paulo, além de representantes do Pará e de Minas Gerais. A celebração ultrapassou fronteiras estaduais e internacionais com a participação remota de membros do Distrito Federal e da França.

Registros e Depoimentos para o Futuro

Como parte da programação, os Acadêmicos participaram da gravação de vídeos destinados a preservar a memória e registrar as perspectivas da instituição. Nos depoimentos, um importante registro histórico para o acervo da ACFB, cada membro compartilhou sua trajetória profissional, destacando sua cidade de origem, categoria acadêmica, cadeira, patrono e atuação atual. Além disso, teceu reflexões sobre o papel estratégico e a relevância da Academia para a saúde e as Ciências Farmacêuticas, compartilhando suas aspirações, objetivos e propostas para os projetos que almejam consolidar junto à instituição nos próximos anos.

Esses registros em vídeo integrarão o acervo histórico da Academia e serão compartilhados em breve em nossos canais oficiais.

 

Agradecimento Especial aos Participantes

A ACFB expressa seu profundo agradecimento a todos que prestigiaram e abrilhantaram este encontro. Estendemos nosso reconhecimento aos Acadêmicos presentes — Ana Cláudia Camargo Miranda (São Paulo), Benedito Barraviera (Botucatu), Celso Pereira Caricati (Botucatu), Giana Marcellini (Belo Horizonte – MG) Henry Suzuki (São Paulo), Hilton Oliveira (São Paulo), Ingrid Dragan Taricano (São Paulo), Jan Carlo Delorenzi (São Paulo), João Massud Filho (São José dos Campos), José Antônio de O. Batistuzzo (São Paulo), Lauro D. Moretto (São Paulo), Marco Antonio Stephano (São Paulo), Maria de Nazaré C. S. Alencar (Belém – PA) e Nelson de Franco (São Paulo), bem como àqueles que acompanharam a programação remotamente, Jocivânia Oliveira da Silva (Paris – França) e Maria Rita C. G. Novaes (Brasília – DF).

 

Agradecemos, de igual modo, aos Acadêmicos que, mesmo impossibilitados de comparecer, enviaram suas valiosas contribuições em vídeo José Jeová Freitas Marques (Macapá – AP), Micheline M. Milward de A. Meiners (Brasília – DF), Silvia Storpirtis (São Paulo), Tarcísio Palhano (Natal – RN) e Wagner Barbosa — e em áudio — Dirceu Raposo de Mello (São Paulo), Eduardo Chaves Leal (Rio de Janeiro) e Paulo Afonso Dimas Rios Ciruffo (Rio de Janeiro). A participação e o empenho de cada um, presencialmente ou a distância, reafirmam a união e o compromisso coletivo que impulsionam a nossa missão.…

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21 set 2026

Kefir: da fermentação tradicional às evidências da farmacologia translacional

Ciência de ponta resgata sabedoria ancestral: como o Kefir cruza a bancada do laboratório rumo à prática clínica.

No dia 21 de setembro de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou o webinar “Kefir: Da Fermentação Tradicional às Evidências da Farmacologia Translacional”, reunindo profissionais, pesquisadores e estudantes da área da saúde de diversas regiões do país. O evento contou com a moderação do Acad. Daniel Campos (Titular da Cadeira nº 112 da ACFB e criador do perfil @farmacocineticabr) e a conferência ministrada pelo renomado farmacologista e pesquisador Dr. Thiago de Melo Costa Pereira.

Professor, orientador de mestrado e doutorado, e líder do Laboratório de Fisiologia e Farmacologia Translacional da Universidade de Vila Velha (UVV-ES), o Dr. Thiago de Melo — também reconhecido nacionalmente pelos canais Farmacologia na Prática e agraciado em 2026 com a Comenda do Mérito Farmacêutico do Conselho Federal de Farmácia (CFF) — apresentou uma síntese de mais de uma década de investigações pré-clínicas e ensaios clínicos sobre o potencial terapêutico desse milenar simbiótico.

O Contexto Histórico e a Ciência do Eixo Intestino-Cérebro

A abertura da palestra resgatou a trajetória do estudo dos microrganismos na medicina. Desde as intuições de Hipócrates (“Toda doença começa no intestino”), passando pelo início da antissepsia com Joseph Lister no século XIX e pelas reflexões de Louis Pasteur e Ilya Mechnikov (Prêmio Nobel em 1908), a ciência evoluiu da simples tentativa de exterminar bactérias para o entendimento de que a microbiota desempenha papéis estruturais, imunológicos, metabólicos e endócrinos cruciais.

Conforme explicado pelo palestrante, a comunicação entre o sistema gastrointestinal e o sistema nervoso central (o eixo cérebro-intestino) ocorre fortemente via nervo vago — com cerca de 80% de vias aferentes (do intestino para o cérebro). Uma microbiota saudável favorece a produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), reduz citocinas pró-inflamatórias (como TNF-alfa, IL-6 e IL-1, IFN-gama) e estimula citocinas anti-inflamatórias (como a IL-10).

Originário das populações do Cáucaso conhecidas por sua alta longevidade, o kefir é um complexo simbiótico formado por uma rede biológica de bactérias e leveduras (ultrapassando por vezes 50 espécies diferentes).

Evidências Pré-Clínicas na Bancada de Laboratório

O grupo de pesquisa liderado pelo Dr. Thiago de Melo acumula publicações internacionais (em periódicos como Journal of Translational Medicine, Food Chemistry, Life Sciences, Journal of Functional Foods e Nutrition) demonstrando múltiplos mecanismos de ação do kefir e de seus constituintes:

  1. Ação Cardioprotetora e Anti-hipertensiva (Efeito Captopril-like): Em modelos animais espontaneamente hipertensos (SHR) e com hipertensão renovascular (modelo 2R1C), a administração do kefir demonstrou redução da pressão arterial e melhora da arquitetura endotelial. A análise proteômica realizada em parceria com a Universidade de Liège (Bélgica) isolou um peptídeo sintético de 7 aminoácidos (denominado KF1) capaz de inibir diretamente a Enzima Conversora de Angiotensina (ECA), reduzindo os níveis teciduais e plasmáticos de Angiotensina II.
  2. Propriedades Ateroprotetoras e Antioxidantes: Em camundongos deficientes do receptor de LDL (LDL knockout), o tratamento crônico atenuou substancialmente a formação de placas ateroscleróticas na aorta, devido à imunomodulação (redução de IL-6 e aumento de IL-10), independentemente do nível de colesterol plasmático.
  3. Gastroproteção, Ação Antigenotóxica e Integridade Intestinal: Em modelos de lesão gástrica induzida por AINEs (indometacina), o kefir exibiu efeito gastroprotetor e antigenotóxico (comprovado pelo ensaio do cometa). No intestino, testes de Western Blot evidenciaram que o kefir reverte a queda da expressão da proteína ocludina em quadros de colite, restaurando as junções de oclusão e prevenindo a permeabilidade intestinal (leaky gut).
  4. Ação Protetora contra Contaminantes: Em testes com exposição ao bisfenol A (BPA) em animais jovens, a suplementação com kefir atuou prevenindo e revertendo o aumento da pressão arterial sistólica e diastólica induzido pelo disruptor endócrino.

Transpondo a Lacuna: A Farmacologia Translacional na Prática Clínica

Superando o desafio de transpor os achados de bancada para o tratamento humano, o laboratório avançou para ensaios clínicos piloto e relatos inéditos:

  • Doença de Alzheimer: Em estudo publicado com idosos diagnosticados com Alzheimer, a suplementação com o simbiótico promoveu melhora nos escores de status cognitivo (memória, visão espacial e funções executivas/linguagem, avaliados por testes neuropsicológicos como o Clock Test), acompanhada da redução de estresse oxidativo e queda de citocinas inflamatórias (TNF-alfa, IL-8, IL-12).
  • Encefalite de Rasmussen e Crises Convulsivas: O grupo registrou o primeiro caso mundial de redução drástica nas crises convulsivas refratárias em um adolescente com Encefalite de Rasmussen suplementado com kefir. O tratamento associou-se à recuperação da microbiota benéfica (Bifidobacterium e Lactobacillus), além de efeitos antigenotóxicos e redução de citocinas inflamatórias.
  • Depressão Maior (Terapia Adjuvante): Em ensaio clínico com mulheres em tratamento com escitalopram que mantinham resposta insatisfatória, a adição de kefir como adjuvante reduziu significativamente os escores da escala de depressão de Hamilton, associando-se à queda de PCR, VHS, IL-6, cortisol e melhora da sensibilidade à insulina.
  • Doença do Refluxo Gastroesofágico e Novas Apresentações (Kefir Liofilizado): Em parceria com a gastroenterologia e em aliança com formulações tecnológicas (kefir liofilizado em cápsulas), pesquisas recentes comprovam o efeito sinérgico na aceleração da cicatrização da esofagite e redução do estresse oxidativo proteico e lipídico em pacientes sob uso de inibidores de bomba de prótons.

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As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.…

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16 set 2026

A nova era dos biológicos: como os Anticorpos Monoclonais estão reconfigurando a Terapêutica Moderna.

Em um cenário global onde a precisão molecular dita o ritmo da medicina de precisão, os anticorpos monoclonais (mAbs) consolidam-se como os protagonistas da revolução biotecnológica do século XXI. No último dia 14 de setembro, o Eixo Temático de Insumos Farmacêuticos do Programa Educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) reuniu especialistas de para debater a trajetória, os desafios regulatórios e o futuro dessas bioestruturas no webinar intitulado “Anticorpos Monoclonais: uma revolução na medicina moderna”.

Sob a coordenação do Acad. Lauro Moretto, Presidente Emérito da ACFB, e moderação do Acad. Rui Seabra, Titular da Cadeira nº 41 da ACFB e Diretor Executivo do CEVAP-UNESP, o evento trouxe no centro da discussão a palestra da Dra. Marjorie de Assis Golim, pesquisadora do CEVAP e docente do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia Médica da FMB-UNESP.

A gênese conceitual dos monoclonais remonta ao início do século XX, quando o bioquímico alemão Paul Ehrlich formulou o axioma da “Zauberkugel” (a bala mágica): um agente terapêutico ideal capaz de alvejar cirurgicamente a etiologia de uma patologia sem infligir toxicidade aos tecidos higidos do hospedeiro.

Essa premissa ganhou viabilidade técnica a partir de 1975, quando Georges Köhler e César Milstein desenvolveram a clássica tecnologia de hibridomas, marco biotecnológico que fundiu linfócitos B murinos sensibilizados a linhagens de mieloma, garantindo a produção contínua de imunoglobulinas com especificidade epitópica idêntica.

No entanto, como ressaltou a Dra. Marjorie Golim, o verdadeiro divisor de águas na aplicação clínica dos anticorpos deu-se com a evolução da engenharia de proteínas, que contornou o principal óbice das primeiras moléculas murinas: a imunogenicidade em humanos (efeito HAMA).

 

A palestra destacou que a biotecnologia farmacêutica superou o formato da molécula monomérica nativa de IgG. A terapêutica contemporânea transita por construções moleculares complexas.

No espectro econômico, os biológicos representam a fatia mais rentável e de maior crescimento da indústria farmacêutica global. Estima-se que os monoclonais respondam por cerca de 50% do segmento de biofármacos, com um mercado global avaliado em mais de US$ 320 bilhões e projeção de ultrapassar US$ 800 bilhões até 2034.

No mercado latino-americano, o Brasil desponta como o principal polo consumidor e de desenvolvimento. Avaliado em US$ 3,375 bilhões em 2024, o mercado nacional de monoclonais deve alcançar US$ 5,651 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 10,9%.

A fabricação de biossimilares e biofármacos em território nacional gera uma redução de 30% a 40% nos custos de aquisição do Estado, além de blindar o país contra o desabastecimento internacional. O setor de biossimilares no Brasil já ultrapassa a marca de R$ 6 bilhões em faturamento, impulsionado por marcos regulatórios atualizados pela Anvisa, como a RDC nº 875/2024 e a recente Nota Técnica nº 60/2026, que conferem maior celeridade e rigor científico às aprovações.

O Ecossistema de Botucatu: A V-BioPharma e o Encurtamento do “Vale da Morte”

A palestrante apresentou o modelo de inovação translacional consolidado no município de Botucatu (SP), onde a integração entre a UNESP (Faculdades de Medicina, Medicina Veterinária, Instituto de Biociências e FCA), a Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin), o CEVAP e o Parque Tecnológico deu origem a um hub biotecnológico integrado.

Nasce a V-BioPharma, o Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos (CCD-Fapesp) e o INCT– Instituto de Desenvolvimento e Produção de Biossimilares (apoiado pelo CNPq e FAPESP). O objetivo do centro é atuar como uma infraestrutura fabril piloto qualificada para escalar bioprocessos (upstream e downstream) sob diretrizes de Boas Práticas de Fabricação (GMP), produzindo lotes para ensaios clínicos de Fase I, II e III.

“A transição do conhecimento gerado na bancada acadêmica para o leito do paciente esbarra tradicionalmente no chamado Vale da Morte — a falta de escalonamento tecnológico e de infraestrutura GMP para validar o biofármaco clinicalmente”, pontuou o moderador Acad. Rui Seabra. A maturidade dessa estrutura translacional em Botucatu já é demonstrada por produtos que superaram essa barreira, como o soro antiapílico e o selante heterólogo de fibrina, ambos em fases avançadas de ensaios clínicos.

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.

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10 set 2026

Webinar da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil debate o uso da Nanorradiofarmácia no tratamento da Artrite Reumatoide

No dia 31 de agosto de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou o webinar “Radiofarmácia e Nanorradiofarmacia: Efeitos Terapêuticos em Processos Inflamatórios”. A atividade integrou o Programa Educacional da instituição, no âmbito do Eixo Temático de Tecnologia Farmacêutica e Cosmética.

A moderação do encontro foi conduzida pelo Acad. André Faraco, titular da Cadeira nº 108 da ACFB e Professor Titular da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em sua fala inicial, o moderador ressaltou a relevância das iniciativas educacionais gratuitas promovidas pela Academia para a atualização contínua dos profissionais farmacêuticos, destacando também o apoio vital das empresas e entidades mantenedoras do programa (Sindusfarma, Eurofarma, Hypera Pharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hipolabor, ICF, SINCAMESP, Stevanato Group e Witton Brasil).

Nanotecnologia e Medicina Nuclear no combate às doenças inflamatórias

O palestrante convidado foi o Acad. Ralph Santos-Oliveira, titular da Cadeira nº 43 da ACFB, Presidente da Associação Brasileira de Radiofarmácia (ABRF) e Coordenador do Laboratório de Nanorradiofarmácia do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN).

Durante a conferência, Santos-Oliveira apresentou panorama e avanços da interseção entre a medicina nuclear e a nanotecnologia voltados ao diagnóstico e tratamento de patologias crônicas e autoimunes, com foco especial na artrite reumatoide. A condição, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de incapacidade física no mundo, gera impactos socioeconômicos e expressivos custos diretos e indiretos aos sistemas de saúde pública e privada.

O palestrante explicou o racional biológico do uso de emissores de radiação alfa em doses baixas. Por possuir propriedade cálcio-mimética e atuação pontual, a radiação alfa apresenta a capacidade de poupar tecidos saudáveis circundantes enquanto reduz a migração de leucócitos, neutrófilos e a produção de mediadores inflamatórios (como IL-6 e TNF-alfa).

A solução nanomicelar para liberação local

Um dos grandes desafios na administração intra-articular de radiofármacos convencionais é o extravasamento rápido da substância para fora do líquido sinovial, devido ao tamanho molecular. Para contornar essa limitação, a equipe liderada pelo Acad. Ralph Santos-Oliveira desenvolveu uma estratégia para estruturar o radiofármaco (como o dicloreto de rádio-223) em nanomicelas com polímeros carreadores (como o Pluronic F-127).

Com tamanho aproximado de 400 nanômetros, as nanomicelas conseguem se reter com maior eficiência nas fenestrações teciduais provocadas pelo processo inflamatório da articulação, prolongando a ação terapêutica.

  • Benefícios para o paciente: Redução substancial da frequência de doses (com potencial de aplicações com intervalos de até seis meses a um ano), diminuição do uso contínuo de anti-inflamatórios e corticoides e menor incidência de efeitos colaterais sistêmicos.
  • Escalabilidade industrial: O pesquisador enfatizou a importância do desenvolvimento de processos simplificados, baratos e de alta reprodutibilidade no preparo dessas nanoestruturas, garantindo a viabilidade de produção em larga escala e o atendimento aos requisitos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Santos-Oliveira apresentou ainda dados preliminares de aplicações combinadas (terapia alfa-beta) desenvolvidas no laboratório para o tratamento de osteossarcoma, reforçando o papel promissor das plataformas nanorradiofarmacêuticas.

 

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.…

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03 set 2026

ACFB no 17º SIPID: Liderança e Inovação para o Futuro do Setor Farmacêutico.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil marca presença na 17ª edição do SIPID 2026 (Seminário Internacional Patentes, Inovação e Desenvolvimento), promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (ABIFINA) , em Brasília (DF).

Celebrando 20 anos de história, o SIPID traz como tema central “Inovação e Biodiversidade”, reunindo as principais lideranças do país para debater o avanço tecnológico e industrial da química fina, biotecnologia e saúde.

Destacamos a atuação relevante do nosso 2º Vice-Presidente, Walker Lahmman, também Vice-Presidente de Comércio Exterior da ABIFINA, como moderador do Painel 1: Cenário de inovação na América Latina.

O painel reuniu autoridades e nomes de peso do setor para discutir os caminhos e desafios da inovação regional: • Fernanda De Negri – Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (Ministério da Saúde) • Leandro Safatle – Diretor-Presidente da ANVISA • Juliana Megid – Diretora de Relações Institucionais do Grupo EMS • Thiago Rennó dos Mares Guia – Vice-Presidente Executivo da Bionovis.…

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