17 mar 2026

Nanotecnologia com planta amazônica mostra potencial no tratamento da artrite diabética

ESTUDO FARMACOLÓGICO E HISTOPATOLÓGICO DA AÇÃO DA NANODISPERSÃO INJETÁVEL DE Bixa orellana SOBRE ARTRITE DIABÉTICA EM RATOS WISTAR.

Trabalho vencedor do III Prêmio Pio Corrêa é destaque em webinar da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

A inovação terapêutica a partir da biodiversidade brasileira foi o centro das discussões no webinar promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, realizado em 16 de março de 2026. O evento marcou a abertura do eixo temático “Biodiversidade, Plantas Medicinais e Inovação”, sob a coordenação da Acad. Rachel Oliveira Castilho e trouxe como destaque o estudo vencedor do III Prêmio Pio Corrêa na categoria acadêmica.

A pesquisa, apresentada pela médica Lauana Gomes, investigou os efeitos farmacológicos e histopatológicos de uma nanodispersão injetável derivada da planta amazônica Bixa orellana no tratamento da artrite diabética em modelo experimental com ratos Wistar.

A mediação foi conduzida pelo Acad. José Carlos Tavares Carvalho, que destacou o caráter inovador da pesquisa ao integrar biodiversidade, farmacologia e nanotecnologia.

Uma complicação silenciosa do diabetes

A artrite diabética, foco central do estudo, é uma condição inflamatória decorrente do estado crônico de hiperglicemia. Segundo a pesquisadora, alterações microvasculares levam à neuropatia, perda de propriocepção e redução da perfusão sanguínea, especialmente nas extremidades.

Esse cenário favorece microtraumas repetitivos e desencadeia um processo inflamatório intenso, mediado por citocinas como interleucina-1β, interleucina-6 e TNF-alfa, resultando em degeneração articular progressiva.

Biodiversidade amazônica como fonte terapêutica

O estudo explorou o potencial farmacológico da Bixa orellana, planta tradicionalmente utilizada desde civilizações antigas. Seus principais compostos bioativos — geranilgeraniol e delta-tocotrienol — apresentam propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e moduladoras do metabolismo ósseo.

O geranilgeraniol atua na via do mevalonato, interferindo na síntese de mediadores inflamatórios, enquanto o tocotrienol, uma forma mais lipofílica da vitamina E, favorece a penetração celular e reduz o estresse oxidativo.

Nanotecnologia para maior eficácia terapêutica

O diferencial da pesquisa está na formulação inovadora: uma nanodispersão injetável denominada Chronic-in®. O sistema utiliza nanopartículas para otimizar a entrega do fármaco, garantindo:

  • maior estabilidade do composto
  • liberação prolongada
  • direcionamento aos tecidos-alvo
  • redução de efeitos adversos

Com partículas entre 53 e 59 nanômetros e estabilidade físico-química comprovada, a formulação demonstrou características adequadas para uso terapêutico.

Resultados: redução da inflamação e preservação articular

Os achados experimentais foram consistentes e promissores. Entre os principais resultados observados:

  • Redução significativa do edema articular nos animais tratados com a nanodispersão, superior ao grupo tratado com anti-inflamatório convencional (indometacina)
  • Melhora funcional, evidenciada por maior atividade locomotora e exploratória
  • Preservação estrutural das articulações, com menor deformidade e degradação
  • Melhor desempenho radiológico, com menor progressão de lesões articulares
  • Redução de marcadores inflamatórios e modulação da resposta imune

Além disso, análises por microscopia eletrônica e histologia confirmaram menor destruição da cartilagem e redução da atividade inflamatória nos grupos tratados com o composto.

Benefícios sistêmicos e segurança

Outro destaque foi o perfil de segurança da nanodispersão. Diferentemente do grupo tratado com indometacina, os animais que receberam o Chronic-in® apresentaram:

  • menor comprometimento renal
  • menor toxicidade hepática
  • melhor equilíbrio metabólico

Também foram observados efeitos hipoglicemiantes e impacto positivo no metabolismo ósseo, com aumento do turnover ósseo e redução da reabsorção.

Impacto científico e perspectivas futuras

Para a pesquisadora, os resultados indicam que a formulação tem potencial para atuar não apenas na inflamação articular, mas também em aspectos sistêmicos do diabetes.

“O Chronic-in® demonstrou um papel promissor no manejo da artrite diabética, com impacto na qualidade de vida e potencial para novas abordagens terapêuticas”, destacou.

O estudo reforça o papel estratégico da biodiversidade brasileira no desenvolvimento de novos fármacos e evidencia como a integração com a nanotecnologia pode ampliar a eficácia terapêutica de compostos naturais.

Inovação que nasce da floresta

Ao abrir o ciclo de debates do eixo temático, a coordenadora Rachel Castilho ressaltou a relevância do trabalho premiado para o avanço científico nacional.

A pesquisa representa um exemplo concreto de como o conhecimento tradicional aliado à ciência de ponta pode gerar soluções inovadoras para doenças complexas.

O próximo passo, segundo os especialistas, será a ampliação dos estudos para validação clínica, aproximando a descoberta do uso em humanos.

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.…

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09 mar 2026

Debate sobre Exame de Proficiência reúne especialistas em webinar da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil promoveu, no dia 9 de março de 2026, mais uma atividade do seu programa educacional, no âmbito do Eixo Temático Educação em Ciências Farmacêuticas. O webinar “O Exame de Proficiência para o exercício profissional na área da saúde e suas implicações práticas” reuniu especialistas para discutir os fundamentos, desafios e possíveis impactos da adoção desse tipo de avaliação na formação e no exercício das profissões da saúde.

A abertura do encontro foi conduzida pelo Acadêmico Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi, Titular da Cadeira nº 48 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil e Diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Em sua fala inicial, o moderador destacou a importância de discutir mecanismos que permitam avaliar de forma mais precisa a formação dos profissionais que ingressam no mercado de trabalho.

Segundo ele, o tema tem provocado debates relevantes tanto no campo da formação acadêmica quanto no exercício profissional. “Precisamos refletir sobre que tipo de profissional estamos formando e se temos segurança em relação à qualidade daqueles que chegam ao mercado de trabalho, especialmente considerando que lidamos diretamente com a saúde da população e com a segurança do paciente”, afirmou.

O encontro contou com a participação do médico Alcindo Cerci Neto, Conselheiro Federal Titular pelo estado do Paraná no Conselho Federal de Medicina, professor adjunto da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e coordenador do Programa de Residência em Pneumologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), e do farmacêutico Alexandre Bechara, coordenador do Grupo Técnico de Trabalho em Educação Farmacêutica do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP).

Durante sua apresentação, Alcindo Cerci Neto apresentou a experiência do Conselho Federal de Medicina na discussão sobre a implementação de um exame de licenciamento para médicos. Ele destacou que o debate surge diante de desafios estruturais na formação médica no país, especialmente em razão da expansão acelerada do número de cursos de medicina nas últimas décadas.

De acordo com o especialista, o Brasil registra atualmente um crescimento expressivo no número de profissionais formados anualmente, o que reforça a necessidade de mecanismos adicionais de avaliação. Nesse contexto, ele ressaltou a importância de distinguir dois processos distintos: a avaliação das instituições de ensino e a avaliação dos profissionais egressos.

“Quando avaliamos cursos, analisamos estrutura, corpo docente e projeto pedagógico. Já a avaliação do egresso busca verificar se o profissional que concluiu sua formação possui as competências necessárias para atender a população com segurança”, explicou.

O palestrante também destacou que exames de licenciamento profissional são amplamente utilizados em outros países, como Estados Unidos e Canadá, onde os processos avaliativos incluem tanto provas teóricas quanto avaliações práticas, voltadas para a análise de habilidades clínicas e da tomada de decisão em situações reais.

Segundo Cerci Neto, a lógica central de um exame de proficiência não é punitiva, mas sim voltada à proteção da sociedade. “A questão principal é garantir que o profissional que chega ao paciente esteja devidamente preparado. Trata-se de uma medida de responsabilidade com a população”, afirmou.

Na sequência, Alexandre Bechara apresentou a perspectiva da área farmacêutica, destacando que os cursos de Farmácia também passaram por uma expansão significativa nos últimos anos. De acordo com ele, o crescimento da oferta de cursos — especialmente na modalidade a distância — tem gerado preocupações quanto à qualidade da formação dos profissionais da saúde.

O farmacêutico ressaltou que a formação em saúde exige o desenvolvimento de competências práticas, além do domínio teórico, o que torna a presencialidade um elemento fundamental no processo formativo. Segundo ele, a expansão desordenada do ensino superior pode gerar lacunas na formação profissional e impactos na qualidade da assistência prestada à população.

Bechara também destacou que diferentes setores do mercado farmacêutico têm manifestado preocupações com a qualificação dos profissionais recém-formados, especialmente em áreas mais especializadas, como a indústria farmacêutica e o desenvolvimento tecnológico.

Nesse contexto, ele explicou que o debate sobre a criação de um exame de avaliação de egressos já ocorre há anos dentro do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. A proposta discutida no âmbito da entidade prevê um modelo de avaliação que permita gerar indicadores sobre a formação dos profissionais e contribuir para o aprimoramento do ensino.

“O objetivo não é punir o estudante, mas compreender como está a formação do profissional que chega ao mercado. Avaliar o egresso pode servir como um importante indicador da qualidade da educação superior”, destacou.

Durante o debate, os participantes também abordaram questões relacionadas à revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais e aos desafios de adaptar a formação profissional às transformações tecnológicas e às demandas do sistema de saúde. Entre os pontos discutidos esteve a necessidade de maior articulação entre instituições de ensino, conselhos profissionais e formuladores de políticas públicas.

Ao responder perguntas do público, os palestrantes também discutiram os obstáculos políticos e institucionais para a implementação de exames de proficiência no Brasil, bem como a importância da cooperação entre diferentes conselhos de classe da área da saúde para fortalecer iniciativas voltadas à melhoria da formação profissional.

No encerramento do webinar, os especialistas destacaram que o principal objetivo das propostas de avaliação profissional deve ser a proteção da sociedade e a garantia de que os cidadãos sejam atendidos por profissionais qualificados.

Para Alcindo Cerci Neto, a sociedade precisa compreender que a qualificação profissional é uma questão de respeito ao paciente. “Quando alguém procura atendimento em um hospital, em uma farmácia ou em qualquer serviço de saúde, espera encontrar um profissional preparado. Garantir essa qualidade é uma forma de respeito à população”, afirmou.

Alexandre Bechara reforçou que educação e saúde são direitos fundamentais da população e que a qualificação dos profissionais é parte essencial desse compromisso social. Segundo ele, é necessário ampliar o debate público sobre a formação em saúde, envolvendo estudantes, docentes, profissionais e a sociedade.

A atividade reafirma o compromisso da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil em promover espaços qualificados de diálogo sobre temas estratégicos para a educação e para o exercício das profissões da saúde.

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04 mar 2026

Lançamento do livro “Dos Venenos aos Remédios” reúne comunidade científica no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil

No dia 4 de março de 2026, o Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, sede da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, foi palco do lançamento da obra Dos Venenos aos Remédios: Trinta Anos de Resiliência, Empreendedorismo & Inovação. O evento, realizado das 17h às 20h30, reuniu acadêmicos, pesquisadores, estudantes e representantes do setor farmacêutico em uma celebração marcada por emoção, memória e reconhecimento à ciência brasileira.

A obra é assinada por Ana Sílvia Sartori Barraviera Seabra Ferreira, Benedito Barraviera, Leandro Rocha, Letícia Araújo da Cunha e Rui Seabra Ferreira Jr.. Destaca-se que os professores Benedito Barraviera e Rui Seabra Ferreira Jr. são Acadêmicos Titulares da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, conferindo à publicação um significado ainda mais especial para a instituição.

O livro reúne depoimentos de quase uma centena de colaboradores e resgata a trajetória e o legado de mais de três décadas de atuação do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap), centro de pesquisa e inovação vinculado à Universidade Estadual Paulista.

O evento contou ainda com a presença e o prestígio dos Acadêmicos Lauro Domingo Moretto e Acácio Lima, Presidentes Eméritos da Academia, além do Acadêmico Celso Caricati e o Tesoureiro Geral, Academico Marco Antonio Stephano, reforçando a relevância institucional do evento.

Os autores destacaram os desafios enfrentados desde a criação do Cevap, nascido no interior de uma universidade pública, e sua consolidação como referência nacional e internacional na pesquisa translacional, no desenvolvimento de produtos estratégicos e na geração de conhecimento de impacto global. Em um país que ainda depende da importação da maioria dos seus medicamentos, a história do Cevap demonstra que é possível produzir ciência de fronteira, com inovação, empreendedorismo e compromisso social.

Mais do que um registro histórico institucional, a publicação se apresenta como um verdadeiro manual de persistência, resiliência e coragem. A narrativa evidencia como a combinação entre visão científica, gestão estratégica e dedicação coletiva pode transformar limitações estruturais em oportunidades de crescimento e protagonismo.

Durante o evento, os participantes puderam interagir com os autores, compartilhar memórias e refletir sobre os caminhos da ciência farmacêutica no Brasil.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil parabeniza os autores pela relevante contribuição à memória científica nacional

 

 

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03 mar 2026

Webinar abre calendário de 2026 com debate aprofundado sobre o papel do laboratório clínico no diagnóstico das leucemias agudas

No dia 2 de março de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil deu início ao seu calendário anual de atividades com um webinar do eixo temático de Análises Clínicas e Toxicológicas. O encontro, realizado de forma virtual, reuniu acadêmicos, profissionais e estudantes para discutir o tema “O papel do laboratório clínico no diagnóstico das leucemias agudas: uma visão atualizada da OMS e ICC”.

A moderação foi conduzida pelo Acadêmico Titular Adilson Kleber Ferreira, coordenador do eixo temático, que destacou a importância do programa educacional da Academia — iniciativa gratuita viabilizada pelo apoio de mantenedores do setor farmacêutico — e reforçou o compromisso institucional com a atualização científica contínua.

A palestra principal foi ministrada pelo Acadêmico Titular Raimundo Antônio Gomes Oliveira, professor associado da Universidade Federal do Maranhão, pesquisador em onco-hematologia e referência nacional em mielograma, imunofenotipagem e citometria de fluxo.

 

Integração diagnóstica: morfologia, imunofenotipagem e genética molecular

Ao longo de sua exposição, o professor Raimundo apresentou uma análise abrangente e didática sobre os fundamentos e as atualizações das classificações das leucemias agudas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a International Consensus Classification (ICC).

Um dos pontos centrais abordados foi a mudança de paradigma no diagnóstico das leucemias agudas. Tradicionalmente, o critério morfológico de ≥20% de blastos na medula óssea ou no sangue periférico definia a doença. Contudo, a partir das atualizações de 2022, determinadas alterações genéticas recorrentes permitem o diagnóstico de leucemia aguda mesmo com percentual inferior a 20% de blastos — e, segundo a ICC, em alguns casos com limite reduzido para 10%.

O palestrante enfatizou que:

  • A morfologia continua indispensável, especialmente para a contagem de blastos;
  • A imunofenotipagem define a linhagem celular (mieloide, linfoide B, linfoide T ou fenótipo misto);
  • A genética molecular estratifica prognóstico e direciona terapias-alvo;
  • A integração com dados clínicos é determinante, sobretudo na distinção entre leucemias primárias e secundárias.

Segundo o especialista, “não existe diagnóstico isolado por técnica única”. O laboratório moderno deve operar sob uma lógica multivariada, integrando clínica, morfologia, citometria de fluxo e biologia molecular.

Leucemia aguda: conceito biológico e desafios diagnósticos

Durante o webinar, foi reforçado que, na onco-hematologia, o conceito de “agudo” não está necessariamente relacionado à velocidade de evolução clínica, mas ao bloqueio maturativo na hematopoese.

O professor também alertou para equívocos frequentes na rotina laboratorial:

  • Nem toda leucemia aguda cursa com leucocitose importante;
  • Pancitopenia sem blastos circulantes não exclui diagnóstico;
  • O mielograma permanece essencial quando há citopenias inexplicadas;
  • A contagem morfológica de blastos não deve ser substituída pela citometria de fluxo, conforme orientam OMS e ICC.

Foi discutida ainda a importância da avaliação de possíveis discrepâncias entre sangue periférico e medula óssea, especialmente em casos de hemodiluição do aspirado medular.

 

Leucemia Promielocítica Aguda: urgência diagnóstica

Um dos momentos de maior ênfase da apresentação foi a discussão da Leucemia Promielocítica Aguda (LPA), associada ao rearranjo PML-RARA.

O professor destacou a necessidade de reconhecimento morfológico rápido dos promielócitos neoplásicos — inclusive nas bordas do esfregaço — devido ao risco de complicações hemorrágicas graves e morte precoce. A identificação precoce permite início imediato de terapias específicas, como ATRA e trióxido de arsênio.

Também foram abordadas variantes moleculares menos comuns, reforçando que a ausência do rearranjo clássico não exclui o diagnóstico e exige investigação genética ampliada.

 

Classificação atual: evolução histórica e aplicação prática

O palestrante contextualizou que as classificações atuais são resultado de décadas de avanços científicos, incorporando descobertas citogenéticas desde a década de 1970, como:

  • Translocação t(8;21);
  • Inversão do cromossomo 16;
  • Cromossomo Filadélfia;
  • Rearranjos envolvendo KMT2A.

Ele destacou que a antiga classificação FAB permanece como base morfológica quando não há alterações genéticas definidoras, mas que, sempre que uma alteração molecular específica é identificada, o diagnóstico passa a ser definido geneticamente — com implicações diretas no prognóstico e no tratamento.

Interação e discussão de casos

Na sessão de perguntas, foram debatidos encaminhamentos diante de hemogramas com anemia, leucopenia com neutropenia e plaquetopenia. O professor reforçou que pancitopenias devem sempre ser investigadas com estudo medular completo, incluindo correlação obrigatória com o hemograma, conforme preconizam OMS e ICC.

Foi ressaltada a importância do controle pré-analítico e da análise crítica de possíveis discrepâncias entre sangue periférico e aspirado medular.

 

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O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no canal da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.

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02 mar 2026

Apresentamos oficialmente o Acadêmico Honorário Spartaco Astolfi

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oficializou a incorporação do Dr. Spartaco Astolfi Filho como Acadêmico Honorário da instituição. A cerimônia foi realizada em 27 de fevereiro de 2026, no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, no Auditório Lauro Domingos Moretto, na sede da entidade, em São Paulo (SP).

O título de Acadêmico Honorário é concedido a personalidades de reconhecida contribuição para o avanço das Ciências Farmacêuticas no país, destacando trajetórias de excelência acadêmica, científica e profissional. A incorporação do Dr. Spartaco Astolfi Filho reforça o compromisso da Academia com a valorização de pesquisadores que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

 

Acadêmico Honorário Spartaco Astolfi Filho

Patrono: Josef Ernest Thiemann
Saudação realizada pelo Orador Acad. Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi

Conduzente: Acad. Ana Cláudia Camargo Miranda
Indicação: Acad. Henry Jun Suzuki, Acad. Acácio Alves de Souza Lima Filho e Acad. Lauro Domingos Moretto.

 

Natural de Oswaldo Cruz (SP), Alta Paulista, onde todo ensino fundamental ocorreu em instituições públicas em sua cidade natal. Contribuíram em sua alfabetização suas queridas irmã Genicley e tia Noely, excelentes professoras normalistas (técnicas em educação). Já desde essa época colecionava pequenos animais e plantas, fascinado pela beleza da natureza. Seu gosto pela genética veio via seu irmão mais velho Gutenberg que era dentista e professor de genética. Cursou o segundo grau na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEX) onde recebeu ensino de excelência, em especial na área exata. As vezes se lembra que nessa escola calculou, na prática da disciplina de química, usando Ampola de Crookes, relação carga/massa do elétron. No ano que concluiu o segundo grau foi o primeiro colocado de um concurso de bolsas de estudos para universidade organizado pelo curso preparatório ao vestibular: Adolfo Lutz-Regente e Exato realizado em toda região de Campinas (SP).

Não seguiu a carreira militar e ingressou na Universidade de Brasília em 1972 concluindo o curso de bacharelado em Ciências Biológicas, Habilitação Molecular em 1975. Teve o privilégio de estudar com professores cientistas de excelência as disciplinas da área de bioquímica e biologia molecular do Departamento de Biologia Celular e fazer a iniciação científica sob orientação do Professor Dr. Waldenor Barbosa de Cruz e tendo como sua orientadora acadêmica a Professora Dra. Celina de Oliveira Martin. Integrou na iniciação científica um grupo que purificava hormônio de crescimento humano (hGH), a partir de hipófises coletadas no IML, para estudar ligação do hormônio com membranas de diferentes células e tecidos e entender o seu mecanismo de ação, porém quando demandado a desenvolver a tecnologia de produção do hGH pela Central de Medicamentos, para tratamento do nanismo, o fez com presteza e competência Em outras palavras era um grupo dedicado a desenvolver ciência mas também contribuir com o desenvolvimento tecnológico brasileiro. No final de seu curso de bacharelado participou de dois concursos, no âmbito da UnB, denominados de “Desafios de Matemática” e foi campeão dos dois, recebendo uma coleção de livros e um quantia em dinheiro como prêmio e foi convidado pelos professores do programa de pós-graduação em matemática em mudar de área, mas nesse momento estava já consolidado sua paixão pela biologia molecular. Em 1976 ingressou no Mestrado em Biologia Molecular na UnB onde sob orientação do Dr. Eugen Gander defendeu sua dissertação intitulada “Estudos sobre o núcleo do Trypanosoma cruzi” em 1978, tendo descrito a estrutura da cromatina desse microrganismo patógeno.

No final de seu Curso de Mestrado foi contratado pelo Departamento de Biologia Celular (UnB) como Auxiliar de Ensino para lecionar Biologia Molecular, quando iniciou então sua carreira como docente universitário. Em seguida começou  a implantação das recentes técnicas de “Engenharia Genética” na UnB, passando também a lecionar a disciplina com o mesmo nome.  Em dezembro de 1981, já como Professor Assistente foi estagiar por 3 meses no Instituto Suíço de Pesquisas Experimentais sobre o Câncer (ISREC), no grupo do Dr. Ueli Schibler, quando clonou e analisou a expressão de diferentes genes de alfa-amilases de camundongo e reforçou seu conhecimento sobre extração e manipulação de sequências de ácidos nucleicos, bem como de regulação da expressão gênica.

De volta ao Brasil foi convidado pela Professora Dra. Ana Clara Guerrini Schenberg da USP, para participar do projeto Mandiol, que visava a construção de leveduras de cerveja capazes de hidrolisar e fermentar substratos amiláceos. Dessa interação resultou em uma levedura recombinante capaz de expressar alfa-amilase de camundongo (publicado no periódico Nature Bio/technology 4: 311-316, 1986), o que foi considerado um marco por ter sido a primeira expressão em nosso País de um gene eucariótico em uma hospedeira também eucariótica, a partir dessa colaboração foi criada uma profícua linha de pesquisa que se estende até os dias de hoje.

No período de 1979 a 1987 foi coordenador do curso de Graduação em Ciências Biológica e iniciou a orientação de mestrandos pelo curso de Mestrado em Biologia Molecular da UnB, sendo que em 1987 concluiu seu doutorado pelo Instituto de Biofísica da UFRJ, sob a orientação do Professor Dr. João Lúcio de Azevedo e Professora Dr. Ana Clara G. Schenberg, defendendo tese intitulada “Construção de um clone de Saccharomyces cerevisiae capaz de sintetizar e secretar alfa-amilase pancreática de camundongo”. Em seguida realizou pós-doutoramento no “Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade de Manchester – UMIST” sob mentoria do Professor Dr S. G. Oliver, quando isolou e caracterizou o cDNA do gene de glicoamilase de Aspergillus awamori”, que foi também clonado e expresso na levedura de cerveja.

Em 1988 a convite da BIOBRÁS – Bioquímica do Brasil S.A estabeleceu-se um Acordo de Cooperação entre a UnB e a BIOBRÁS para o “Desenvolvimento da Tecnologia de Produção de Insulina Humana por Engenharia Genética e Fermentação Microbiana”, dessa interação foi desenvolvido o primeiro biofármaco brasileiro por esse tipo moderno de biotecnologia (Patente  USA nº 6.068.993).

Em 1992 atuou em um projeto de colaboração entre a UnB e o Centro de Biotecnologia da UFRS que resultou na tecnologia de produção de Taq DNA Polimerase, a enzima mais usada em diagnóstico molecular e engenharia genética. Essa enzima passou ser produzida pelo CenBiot e isso ajudou muito a disseminação da técnica de PCR no Brasil como consequência da disponibilidade da enzima e a diminuição drástica doseu preço devido à concorrência.

Em 1995 a convite da UFAM, com intuito de desenvolver a biotecnologia no Estado do Amazonas, passou seu período de licença sabática como Professor Visitante do Instituto de Ciências Biológicas e do Centro de Apoio Multidisciplinar dessa universidade. Em 1997 ingressou no quadro da UFAM, via concurso público, como Professor Titular de Biotecnologia. Lá chegando juntamente com inúmeros colaboradores, atuou dentre outras, nas seguintes vertentes:

– Melhoria das disciplinas das áreas moleculares, introduzindo atividades práticas;
– Oferecendo  4 vezes o Curso de Especialização em Biotecnologia;
– Criando o Curso de Técnico de Nível Superior em Biotecnologia;
– Criando o Curso de Graduação Tecnológica em Biotecnologia;
– Organizando e coordenando a Rede Genômica da Amazônia Legal (REALGENE);
– Idealizando e criando o Programa Multi-Institucional de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBIOTEC – Mestrado e Doutorado);
– Implantando o Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte (PPG-BIONORTE – Doutorado em toda Amazônia Legal).
– Idealizando e implantando o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), hoje denominado de Centro de Bionegócios da Amazônia.

Em 2005 foi convidado pela Cristália – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda, para como assessor/consultor planejar a Divisão de Biotecnologia Farmacêutica e integrar o Conselho Científico da empresa. Em 2007 foi assinado um Acordo de Desenvolvimento Tecnológico entre a Cristália e UFAM para desenvolver a “Tecnologia de Produção do Hormônio de Crescimento Humano (hGH) por Engenharia Genética e Fermentação Microbiana”.  Esse biossimilar nacional teve seu registro aprovado pela ANVISA em 2019 e no mesmo ano chegou ao mercado com o nome de Criscy.  Em colaboração com a FIOCRUZ via PDP praticamente todo hGH distribuído pelo SUS provém deste nosso produto. Concomitantemente a Cristália desenvolveu a Tecnologia de Produção da enzima Colagenase a partir de um microrganismo isolado de solo brasileiro, atuando desde o isolamento do microrganismo, desenvolvimento da tecnologia, até a obtenção da autorização da ANVISA e lançamento no mercado (Patente USA nº 010.597.632B2). No momento a empresa desenvolve outros bioprodutos visando inovação radical para questões de grande relevância para a saúde pública.

Durante a pandemia, para atuar no seu combate, construiu na UFAM um Laboratório de nível 2B2 de biossegurança,  para que o grupo pudesse colaborar no desenvolvimento e aplicação de metodologias de diagnóstico do SARS CoV-2 baseadas tanto em procedimentos de biologia molecular como imunológicos.

Orientou até o momento 80 dissertações, 50 teses e publicou 150 artigos científicos. Obteve a concessão de 13 patentes de invenção e recebeu diversas distinções, prêmios e horarias.

Aposentou-se em 2017 como Professor Titular de Engenharia Genética do Departamento de Genética e recebeu em seguida o honroso título de Professor Emérito. Continua atuando até o momento na UFAM como Professor Titular Visitante, Docente do PPGBIOTEC e do PPG-BIONORTE e membro do seu Conselho Diretor, na Cristália continua como membro do Conselho Científico. Recentemente ingressou na área empresarial atuando na criação e consolidação de 2 startups: a Norte Genômica – Soluções Moleculares e a EteRNA Biotech.

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01 mar 2026

Apresentamos oficialmente o Acadêmico Honorário João Batista Calixto – Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oficializou a incorporação do Dr. João Batista Calixto como Acadêmico Honorário da instituição. A cerimônia foi realizada em 27 de fevereiro de 2026, no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, no Auditório Lauro Domingos Moretto, na sede da entidade, em São Paulo (SP).

O título de Acadêmico Honorário é concedido a personalidades de reconhecida contribuição para o avanço das Ciências Farmacêuticas no país, destacando trajetórias de excelência acadêmica, científica e profissional. A incorporação do Dr. João Batista Calixto reforça o compromisso da Academia com a valorização de pesquisadores que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

Acadêmico Honorário João Batista Calixto 

Patrono: Sérgio Henrique Ferreira
Saudação realizada pelo Orador Acad. Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi

Conduzente: Acad. Ingrid Dragan Taricano
Indicação: Acad. Henry Jun Suzuki, Acad. Sílvia Stanisçuaski Guterres e Acad. Lauro Domingos Moretto.

João B. Calixto nasceu no município de Coromandel, Minas Gerais, em 10 de outubro de 1949. Foi o segundo de cinco filhos de pais agricultores. Cursou até o terceiro ano do ensino primário em escola pública rural e, posteriormente, mudou-se para Patrocínio, MG, onde deu continuidade aos seus estudos em escola pública estadual, até a conclusão do segundo ano do curso científico. Em 1968, transferiu-se para Belo Horizonte, onde concluiu o terceiro ano científico no Colégio Estadual de Minas Gerais. Ainda em 1968, foi aprovado no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), graduando-se em Ciências Biológicas- modalidade Biomédico-  pela UnB em 1973.

Concluiu o curso de Mestrado em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, em 1976 sob a orientação do Professor José Ribeiro do Valle. Realizou o doutorado em Farmacologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto em 1984 sob a orientação do Professor Abílio Antônio.

Em 1976, foi contratado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde teve papel central na criação do Departamento de Farmacologia. Em 1982, tornou-se o primeiro coordenador do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC. Atualmente, é Professor Titular (aposentado) do Departamento de Farmacologia da UFSC, Pesquisador Nível IA do CNPq e Diretor do Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP). Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) por dois mandatos consecutivos.

Ao longo de sua trajetória acadêmica e científica, recebeu muitos prêmios e distinções no Brasil e no exterior, entre os quais se destacam: em 2001, foi eleito Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências; em 2002, foi agraciado pelo Presidente da República com a Comenda de Grão-Mestre da Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe de Comendador; no mesmo ano, recebeu o Prêmio Mérito Universitário da UFSC. Em 2006, foi laureado com o Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica, categoria Inventor Inovador, Regional Sul, além de receber reconhecimento do Centro de Ciências Biológicas da UFSC pela contribuição científica nos 30 anos da UFSC. Em 2007, recebeu o Prêmio SCOPUS™ – CAPES pelo destaque na produção científica e o Prêmio de Inovação Tecnológica Natura Campus. Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Professor Gaspar Erich Stemmer da Inovação, na categoria Protagonista da Inovação do Estado de Santa Catarina, e com o Prêmio Destaque Pesquisador – 50 anos da UFSC. Em 2014, recebeu a Medalha Professor João Davi Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Em 2015, foi homenageado com o Colar Cândido Fontoura do Mérito Industrial Farmacêutico, pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, e com o Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM). Em 2017, recebeu o 1º Prêmio Farmacologista Sênior da SBFTE – Aché Laboratórios Farmacêuticos, o II Prêmio Cientistas e Empreendedor do Ano do Instituto Nanocell, foi eleito Fellow da British Pharmacological Society em reconhecimento por sua contribuição  à Farmacologia. Em 2018, foi agraciado com a Láurea João Florentino Meira Vasconcelos de Inovação Farmacêutica da Academia Nacional de Farmácia e com a Comenda da Ordem do Mérito Científico, na categoria Grã-Cruz, pelo Presidente da República. Em 2019, recebeu o Prêmio Péter Murányi – Ciência e Tecnologia e o Prêmio CBMM – Categoria Inovação Tecnológica. Em 2024, foi agraciado com o Prêmio SINOVA-UFSC pelo desenvolvimento do medicamento Acheflan®, em parceria com o Laboratório Aché, e recebeu certificado de reconhecimento pela dedicação à pesquisa biomédica e sua aplicação na saúde, concedido pela Frente Parlamentar Mista do Congresso Nacional.

Possui mais de 450 trabalhos científicos publicados em revistas especializadas de circulação internacional que receberam mais de 35 mil citações. Ao longo de sua carreira, orientou 40 dissertações de mestrado, 38 teses de doutorado, 55 pesquisadores de pós-doutorado e mais de 100 alunos de iniciação científica. Atuou como membro de comitês editoriais de diversas revistas científicas internacionais, foi editor de três periódicos científicos internacionais e colaborou como assessor científico de dezenas de revistas internacionais.

Há mais de 30 anos desenvolve pesquisas em estreita colaboração com importantes indústrias farmacêuticas nacionais e internacionais. É inventor ou co-inventor de cerca de 30 patentes depositadas no Brasil e no exterior, muitas já concedidas, e participou diretamente do desenvolvimento de 04 produtos atualmente disponíveis no mercado. Foi membro do Comitê Assessor BF do CNPq por dois mandatos, atuou como subcoordenador e posteriormente coordenador da área de Ciências Biológicas II da CAPES. Em 2005, foi nomeado membro do Comitê Gestor do Fundo de Biotecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em 2006, integrou a Comissão Técnica de Medicamentos (CATEME) da ANVISA e atuou como coordenador geral da Rede Nacional sobre Ensino de Ciências, financiada pela FINEP e CAPES, no programa “Novos Talentos da Rede Pública”, envolvendo pesquisadores e estudantes de pós-graduação de 17 universidades brasileiras. Entre 2015 e 2022, exerceu o cargo de Vice-Presidente da Academia Brasileira de Ciências para a Região Sul. De 2016 a 2019, foi membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), órgão presidido pelo Presidente da República.

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20 fev 2026

Homenagem ao Acadêmico Titular Prof. Dr. Benedito Barraviera em Botucatu

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) marcou presença na homenagem ao Acadêmico Titular Prof. Dr. Benedito Barraviera, realizada na manhã de 20 de fevereiro de 2026, na Sala da Congregação da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Botucatu.

O evento celebrou a aposentadoria do Professor Titular e destacou sua notável trajetória acadêmica, docente e científica, reunindo colegas, alunos, colaboradores e representantes da comunidade científica. Ao longo de sua carreira, o Prof. Dr. Benedito Barraviera consolidou-se como uma das grandes referências nacionais na área da saúde, contribuindo de forma expressiva para o avanço da pesquisa e para a formação de gerações de profissionais.

Acadêmico Titular da Cadeira nº 88 da ACFB, o Prof. Barraviera ocupa posição que reconhece sua contribuição magistral às Ciências Farmacêuticas e à pesquisa no Brasil, refletindo seu compromisso com a excelência científica e com o desenvolvimento do conhecimento.

Na ocasião, a Academia foi representada por membros de sua Diretoria: o Secretário-Geral, Dr. Henry Jun Suzuki, e o Tesoureiro-Geral, Dr. Marco Antonio Stephano, que prestigiaram a cerimônia e manifestaram, em nome da instituição, reconhecimento e gratidão pelos relevantes serviços prestados pelo homenageado ao ensino, à pesquisa e à formação de profissionais da saúde.

foto: Dr. Marco Antonio Stephano, Dr. Benedito Barraviera, Dr. Henry Suzuki e a Professora Silvia Regina Catharino Sartori Barraviera.

A homenagem constituiu um momento de celebração, respeito e agradecimento pela trajetória exemplar do Prof. Dr. Benedito Barraviera, cuja dedicação deixa um legado duradouro para a ciência brasileira.…

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07 jan 2026

O Acadêmico José Carlos Tavares é agraciado com o Prêmio da Academia Iberoamericana de Farmacia 2025

A Academia Iberoamericana de Farmacia divulgou, em 30 de dezembro de 2025, os vencedores dos Prêmios Academia Iberoamericana de Farmacia – Ano 2025. A decisão foi tomada por unanimidade pelos membros do Júri da Convocatória, reunidos de forma telemática, após análise criteriosa da documentação apresentada e amplo processo de debate e deliberação.

Entre os premiados, destaca-se o Dr. José Carlos Tavares Carvalho, agraciado com o Prêmio Academia Iberoamericana de Farmacia, uma das mais elevadas distinções concedidas pela instituição, em reconhecimento à sua expressiva trajetória acadêmica, científica e institucional no campo das Ciências Farmacêuticas.

Além do Dr. José Carlos Tavares Carvalho, foram contemplados:

  • Prêmio “Jóvenes Investigadores” – Dra. Rocío Ríos Reina
  • Prêmio Consejo General de Colegios Oficiales de Farmacéuticos – Dra. Mariana Ortiz Reynoso
  • Prêmio da Fundação “Prof. Vicente Callao Fabregat” da Academia Iberoamericana de Farmacia – Dra. María del Mar Orta Cuevas

Nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, o Dr. José Carlos Tavares Carvalho, pesquisador da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e Acadêmico Titular da Cadeira nº 47 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, recebeu, em Granada, Espanha, o Prêmio da Academia Iberoamericana de Farmácia – Ano 2025, reunindo autoridades acadêmicas e representantes das academias ibero-americanas. O reconhecimento reafirma o protagonismo da ciência brasileira no cenário internacional.

O prêmio possui caráter altamente competitivo, reunindo pesquisadores indicados pelas 16 Academias Nacionais que compõem a Academia Iberoamericana de Farmácia, entre elas a própria Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) manifesta especial orgulho e satisfação em parabenizar o Dr. José Carlos Tavares Carvalho, Acadêmico Titular da ACFB, por esta relevante distinção internacional, que reafirma a excelência da ciência farmacêutica brasileira no cenário ibero-americano.

 

O Dr. José Carlos Tavares Carvalho é farmacêutico, professor e pesquisador de reconhecida atuação nacional e internacional. Doutor em Fármacos e Medicamentos pela Universidade de São Paulo (USP), em 1998, realizou estágio de pós-doutoramento no IFP, em Berlim, Alemanha.

É Professor Titular da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), onde atua como Gerente de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário, além de coordenar o Laboratório de Pesquisa em Fármacos. Foi Reitor da UNIFAP no período de 2006 a 2014, destacando-se pela contribuição ao fortalecimento institucional da universidade e à interiorização da ciência na Região Norte do Brasil.

É Acadêmico Titular da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Membro Titular da Academia Nacional de Farmácia (Cadeira nº 47) e Membro Titular Correspondente Estrangeiro da Real Academia Nacional de Farmácia da Espanha, reforçando sua projeção internacional.

 

Atuação institucional e liderança científica

Ao longo de sua carreira, o Dr. José Carlos Tavares Carvalho integrou importantes instâncias de assessoramento científico e regulatório, tendo sido membro do Comitê de Assessoramento da área de Farmácia do CNPq, do Comitê Deliberativo da Farmacopeia Brasileira, da Câmara Técnica de Fitoterápicos da ANVISA (CATEF) e coordenador de comitês estratégicos relacionados a plantas medicinais e fitoterápicos no país.

Atualmente, coordena relevantes redes de pesquisa, entre elas a Rede Amazônica de Nanotecnologia Aplicada a Fármacos (RANAF), a Rede Amazônica de Pesquisa em Biofármacos (RAPBioFar) e o INCT RENNORFITO – Rede Norte-Nordeste de Fitoprodutos (CNPq), promovendo a integração científica e o aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica.

No âmbito internacional, atuou como Professor Visitante Sênior na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) e como Pesquisador Visitante na Huazhong Agricultural University, na China.

 

Produção científica e reconhecimento

O homenageado é autor de 265 artigos científicos, 5 livros e 3 capítulos de livros, com expressiva participação em eventos científicos nacionais e internacionais. Orientou 42 dissertações de mestrado, 24 teses de doutorado, além de trabalhos de iniciação científica, contribuindo de forma decisiva para a formação de novos pesquisadores.

Entre as diversas distinções recebidas ao longo de sua carreira, destaca-se como Vencedor – Categoria Acadêmicos do III Prêmio Pio Corrêa, com o trabalho “The action of injectable nanodispersion of Bixa orellana (Chronic-in®) on arthritis in diabetic rats: pharmacological and histopathological studies”, evidenciando sua atuação inovadora na interface entre nanotecnologia, farmacologia e produtos naturais.

Atua na área de Farmácia, com ênfase em ensaios biológicos, farmacologia e fitoterápicos, sendo membro de diversas sociedades científicas nacionais e internacionais. Sua produção científica tem forte impacto em temas como atividade anti-inflamatória, analgésica e antiúlcera gástrica, farmacognosia e desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade brasileira.

Premio 2025

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18 dez 2025

ACFB realiza lançamento do livro Cientista Empreendedor com ampla participação do público

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou, no dia 17 de dezembro de 2025, o lançamento do livro Cientista Empreendedor: Transformando pesquisa em impacto, de autoria do Prof. Rui Seabra Ferreira Junior, diretor científico do Parque Tecnológico de Botucatu e Acadêmico Titular da ACFB.

O evento aconteceu no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil e reuniu mais de 40 participantes, entre acadêmicos, pesquisadores, profissionais da área farmacêutica, estudantes e convidados, interessados na temática da inovação científica e do empreendedorismo baseado em conhecimento.

A programação contou com uma sessão de autógrafos e um bate-papo com o autor, que compartilhou reflexões, experiências pessoais e exemplos práticos sobre o papel do pesquisador empreendedor na sociedade contemporânea. Durante o diálogo, o Prof. Rui destacou os desafios e as oportunidades para transformar resultados de pesquisa em soluções concretas, capazes de gerar impacto social, econômico e tecnológico.

A obra apresentada propõe uma visão inspiradora e prática sobre como cientistas podem atuar além do ambiente acadêmico tradicional, fortalecendo a conexão entre ciência, inovação e desenvolvimento. O livro também reforça a importância de ecossistemas de inovação, como parques tecnológicos e startups de base científica, para ampliar o alcance do conhecimento produzido nas universidades e centros de pesquisa.

Para a ACFB, o lançamento reforça seu compromisso institucional com a valorização da ciência farmacêutica, a formação de lideranças científicas e a promoção da cultura de inovação e empreendedorismo no Brasil.

O evento foi marcado por intensa interação com o público, troca de ideias e pelo fortalecimento de redes de relacionamento, consolidando-se como um momento relevante para a reflexão sobre os novos caminhos da ciência e seu papel transformador na sociedade.

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17 dez 2025

Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Indústria Farmacêutica é instalada no Senado Federal16

16 de dezembro de 2025

Foi realizada, no Senado Federal, a reunião de instalação da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Indústria Farmacêutica e da Produção de Insumos Farmacêuticos Ativos no Brasil (FPFARMA), na 57ª Legislatura. A iniciativa, conduzida pelo senador Astronauta Marcos Pontes, representa um marco estratégico para o fortalecimento do complexo industrial da saúde, da soberania sanitária e do desenvolvimento científico e tecnológico do país.

A reunião teve como pauta a instalação formal da Frente Parlamentar, a aprovação do estatuto, a eleição da Comissão Executiva e a designação do Conselho Consultivo, etapas fundamentais para o início das atividades do colegiado. O estatuto foi aprovado por unanimidade e, diante da fase inicial de adesão parlamentar, o senador Astronauta Marcos Pontes foi designado presidente da Comissão Executiva, até a ampliação da participação de outros parlamentares.

Ciência, tecnologia e desenvolvimento nacional

Em sua fala, o senador destacou que desenvolver ciência e tecnologia é condição direta para desenvolver o país, ressaltando a correlação entre investimento em pesquisa, inovação e crescimento econômico. Defendeu uma estratégia nacional baseada não apenas no aumento do orçamento público, mas na articulação entre governo, setor privado e terceiro setor, com estímulos estruturantes para o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Nesse contexto, destacou a PEC nº 31, conhecida como PEC da Ciência, que propõe elevar gradualmente o investimento nacional em P&D dos atuais cerca de 1%–1,2% do PIB para 2,5% do PIB em um horizonte de dez anos, por meio de instrumentos de incentivo, como a Lei do Bem, a Lei de TICs e políticas que ampliem a participação do setor privado. O senador também ressaltou a importância de assegurar a plena utilização dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), defendendo medidas para impedir seu contingenciamento e garantir sua aplicação exclusiva em ciência, tecnologia e inovação.

Produção farmacêutica, IFAs e soberania sanitária

Ao declarar oficialmente instalada a FPFARMA, o senador ressaltou que a capacidade de produzir medicamentos, vacinas, biofármacos e insumos farmacêuticos ativos (IFAs) é um componente essencial da segurança sanitária, da soberania nacional e do desenvolvimento econômico. Ele relembrou a experiência adquirida durante sua atuação como ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando foi instituído o Grupo de Trabalho da Indústria Farmacêutica (GT Farma) para identificar gargalos e propor soluções para o fortalecimento da produção nacional.

A Frente Parlamentar nasce, segundo o senador, com o objetivo de transformar essas lições em uma atuação permanente no Congresso Nacional, promovendo o diálogo entre o Parlamento, o setor produtivo, a academia, os órgãos reguladores e o Poder Executivo, com foco na construção de um marco regulatório moderno, previsível e indutor de investimentos.

Integração de capacidades científicas e industriais

O senador destacou avanços importantes na infraestrutura científica nacional, como o fortalecimento do Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas), que atua em parceria com universidades, INCTs, Instituto Butantan e Fiocruz no desenvolvimento de vacinas no Brasil. Também ressaltou o papel do Centro Nacional de Produção de Biofármacos e Biomoléculas da UNESP, em Botucatu, que integra pesquisa, desenvolvimento pré-clínico, boas práticas laboratoriais, interação regulatória e conexão direta com a indústria.

Outro ponto enfatizado foi a ampliação da infraestrutura de biossegurança, com a implantação de laboratórios de níveis 3 e 4, essenciais para o enfrentamento de agentes de alta letalidade. O senador destacou que o Brasil avança na construção de um laboratório de biossegurança nível 4, inédito na América Latina, considerado estratégico para a proteção da população e para a inserção do país em redes internacionais de pesquisa de alta complexidade.

Segundo o parlamentar, o Brasil reúne condições únicas — como biodiversidade, base científica qualificada, capacidade industrial e recursos naturais — para se consolidar como um hub de desenvolvimento de medicamentos, vacinas e biotecnologia no Hemisfério Sul, reduzindo a dependência tecnológica externa e fortalecendo a soberania nacional.

Conselho Consultivo reúne indústria e academia

Na reunião, foi designado o Conselho Consultivo da FPFARMA, composto por representantes de entidades estratégicas do setor produtivo e científico, reforçando o caráter técnico, plural e colaborativo da Frente. Integram o Conselho instituições como SindusFarma, Grupo FarmaBrasil, Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIFI), Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC), ABIFINA, CT-Vacinas/UFMG e o Centro Nacional de Produção de Biofármacos e Biomoléculas da UNESP, entre outras.

 

Representando o SindusFarma, o diretor de Relações Institucionais Renato Benini destacou que a entidade, com 92 anos de atuação e cerca de 630 associados, representa a diversidade da indústria farmacêutica instalada no país, incluindo empresas de inovação, inovação incremental e produtoras de genéricos e similares. Segundo ele, a Frente Parlamentar é um espaço estratégico para a construção de políticas públicas e marcos regulatórios que conciliem inovação, acesso dos pacientes aos melhores tratamentos e sustentabilidade dos sistemas de saúde, com previsibilidade e segurança jurídica.

A vice-presidente executiva do Grupo FarmaBrasil, Adriana de Aféria Marwell, reforçou o apoio da entidade à Frente Parlamentar, destacando a continuidade do diálogo iniciado no âmbito do GT Farma e a importância do Congresso Nacional na consolidação de marcos legais que sustentem políticas públicas estruturantes para o setor farmacêutico.

Já o presidente executivo da ABIQUIFI, Norberto Prestes, alertou para a elevada dependência externa do Brasil na produção de IFAs. Segundo dados apresentados, o país produz apenas cerca de 5% dos IFAs utilizados na fabricação de medicamentos, sendo que a maior parte dos intermediários é importada, principalmente da China e da Índia. O dirigente contextualizou esse cenário no processo de reorganização da economia global, no qual fatores como soberania, segurança e resiliência das cadeias produtivas passaram a ter papel central, reforçando a necessidade de uma estratégia nacional de reindustrialização do setor.

O professor Rui Seabra Ferreira Júnior, representante do Centro Nacional de Produção de Biofármacos e Biomoléculas da Universidade Estadual de São Paulo, reforçou que o Brasil possui competência científica global, mas enfrenta uma pandemia silenciosa: a dependência tecnológica.

Ele apontou que o país importa 95% dos insumos farmacêuticos, mesmo sendo o sexto maior mercado farmacêutico do mundo. Para mudar esse cenário, propôs três pilares estratégicos:

  1. Marco legal da inovação radical – segurança jurídica para que a indústria invista em projetos de risco dentro das universidades sem entraves burocráticos.

  2. Foco em biotecnologia – desenvolvimento de biofármacos de alto valor agregado, reduzindo dependência externa.

  3. Compras públicas estratégicas – priorizar produtos inovadores e de tecnologia nacional, fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Ferreira Júnior destacou ainda a necessidade de otimizar processos regulatórios, oferecer incentivos fiscais à inovação conjunta universidade-indústria e mapear cadeias de suprimentos estratégicas, garantindo a produção nacional de IFAs.

O professor concluiu afirmando que a ciência brasileira está pronta para transformar conhecimento em nota fiscal, empregos e soberania farmacêutica, consolidando a Frente Parlamentar como um marco na independência tecnológica e estratégica do país.

O senador Marcos Pontes agradeceu a participação de todos e enfatizou a importância de planejamento estratégico de longo prazo, baseado em dados e na biodiversidade brasileira. Destacou que integração entre governo, indústria e ciência é fundamental para impulsionar a produção nacional de medicamentos, fortalecer a soberania e garantir autonomia tecnológica.

Ao encerrar a reunião, o senador Astronauta Marcos Pontes ressaltou que a FPFARMA não pertence a um partido, governo ou setor específico, mas ao Brasil, e que seu compromisso é contribuir para um ambiente favorável à inovação, à produção nacional de medicamentos e insumos estratégicos, à geração de empregos qualificados e ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Assista a íntegra da Instalação da Frente Parlamentar da Indústria Farmacêutica – 16/12/25

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