05 maio 2026

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil celebra com grande satisfação mais uma conquista de destaque entre seus membros.

Parabenizamos o Acadêmico Titular da Cadeira nº 115, Ricardo Pinheiro de Souza Oliveira, por assumir o cargo de Professor Titular de caráter supradepartamental junto à Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Universidade de São Paulo.
Este importante reconhecimento reforça sua trajetória de excelência, dedicação à ciência e contribuição significativa para o avanço das Ciências Farmacêuticas no país.
Receba nossos cumprimentos por essa merecida conquista.
comissão julgadora: Silvya Stuchi Maria-Engler, Ana Campa, Leticia Costa Veras Lotufo, Jorg Kobarg, Carmen Verissima Ferreira Halder.

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28 abr 2026

Avanços Científicos e Tecnológicos em Fotoproteção e Protetores Solares Multifuncionais

No dia 27 de abril de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou o webinar do Eixo Temático de Tecnologia Farmacêutica e Cosmética de tema Fotoproteção e Protetores Solares Multifuncionais: Desenvolvimento e Avaliação da Eficácia, o encontro reuniu especialistas e estudantes para debater o futuro da fotoproteção.

A atividade foi moderada pela Acadêmica Eliana Martins Lima (titular da Cadeira nº 52 da ACFB e professora titular da Universidade Federal de Goiás), que conduziu o debate e destacou a importância da formação de novas gerações de pesquisadores na área. O palestrante convidado, Prof. Dr. André Rolim Baby (FCF-USP), apresentou uma visão abrangente que conectou o histórico da fotoproteção às tecnologias de ponta.

 

Evolução e Complexidade do Desenvolvimento

O Prof. André Rolim Baby situou a fotoproteção como uma ciência em constante evolução. O que começou no século XX com o foco restrito na prevenção de queimaduras solares (eritema) expandiu-se, ao longo das décadas, para o conceito de “amplo espectro” e, hoje, para a era dos fotoprotetores bioativos multifuncionais.

 

O pesquisador enfatizou que desenvolver um protetor solar é um desafio de “extrema complexidade”, exigindo que o formulador garanta não apenas a eficácia (FPS e proteção UVA), mas também:

  • Estabilidade físico-química e microbiológica;
  • Fotoestabilidade: garantir que o sistema não se degrade sob a radiação;
  • Segurança irrefutável: evitando a penetração cutânea indesejada de filtros, por exemplo;
  • Sensorial e Cosmética: fatores cruciais para a adesão do usuário ao produto.

 

A Era da Fotoproteção Bioativa e Multifuncional

O grande diferencial da palestra foi a discussão sobre a nova geração de produtos: os fotoprotetores bioativos. Segundo o Prof. André, a tendência é associar filtros (orgânicos e inorgânicos) a moléculas bioativas capazes de oferecer benefícios adicionais, como ação antioxidante e anti-inflamatória, protegendo ainda mais a pele.

 

 

Pesquisas e Resultados do Grupo

Foram apresentados estudos conduzidos pelo laboratório do palestrante utilizando diversas substâncias para potencializar a eficácia dos sistemas:

  • Rutin (0,1%): Demonstrou eficácia na doação de propriedades antioxidantes e aumento do FPS, mantendo a segurança no uso tópico.
  • Cafeína (2,5%): Além do aumento do FPS, atuou na redução do eritema (vermelhidão), sugerindo atividade anti-inflamatória e melhora na fotoestabilidade.
  • Resíduos Agroindustriais: O aproveitamento de subprodutos, como o bagaço de uva e o lúpulo (proveniente da indústria cervejeira), revelou resultados surpreendentes. Estes extratos não apenas aumentaram o FPS, mas também conferiram atividade antioxidante às formulações, alinhando a cosmética ao conceito de sustentabilidade e economia circular.

 

Inovação Metodológica e Inclusividade: O Protocolo “HPLC-TBARS-EVSC”

Foi abordada a lacuna existente em alguns estudos: os critérios de inclusão para testes de eficácia de FPS, que tradicionalmente priorizam peles de fototipos mais claros.

Para superar essa limitação, o grupo de pesquisa desenvolveu o protocolo HPLC-TBARS-EVSC (um ensaio ex vivo utilizando tape stripping). Este método:

  1. É Inclusivo: Permite avaliar o dano oxidativo (peroxidação lipídica) em peles de diferentes fototipos, inclusive peles negras, independentemente do fator eritema visível.
  2. Mede o Dano Real: Identificou que a pele negra sofre dano oxidativo significativo sob radiação UV, mesmo quando o eritema não é aparente, reforçando a necessidade urgente de desenvolver produtos específicos e mais diversos.
  3. Refina a Eficácia: Complementa os ensaios in vitro e in vivo, oferecendo uma visão biológica integrada do dano e da proteção.

 

Considerações Finais e o Futuro

O Prof. André concluiu reforçando que a fotoproteção moderna deve ser vista como uma plataforma tecnológica multifatorial. A segurança e a eficácia não são mais negociáveis e devem caminhar junto com a sustentabilidade e a democratização do acesso a produtos adequados para todos(as) os(as) brasileiros(as).

 

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.…

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27 abr 2026

I Semana da Propriedade Intelectual, com o tema “Da ideia ao impacto” da Universidade Federal de Santa Maria

A Universidade Federal de Santa Maria promove, entre os dias 27 e 30 de abril, a I Semana da Propriedade Intelectual, com o tema “Da ideia ao impacto”. A programação se estende por diferentes campi da instituição e reúne especialistas, pesquisadores e a comunidade acadêmica em torno de debates estratégicos sobre inovação, proteção do conhecimento e transferência de tecnologia.

Um dos destaques do evento é a participação de Henry Suzuki, Secretário-Geral da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil. Ele ministrará a palestra “Construção de patentes relevantes na era da IA”, abordando os desafios e oportunidades trazidos pela inteligência artificial no desenvolvimento de ativos de propriedade intelectual. A apresentação será realizada em diferentes campi ao longo da semana, ampliando o acesso ao conteúdo.

A abertura oficial ocorre na segunda-feira (27), no campus Santa Maria, com atividades no auditório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. A programação inclui ainda a apresentação do Programa de Propriedade Intelectual da UFSM, reconhecimento ao trabalho do comitê institucional da área e uma oficina voltada à prospecção tecnológica com uso da ferramenta Orbit.

Ao longo da semana, os campi de Frederico Westphalen, Palmeira das Missões e Cachoeira do Sul recebem dinâmicas, palestras e discussões sobre empreendedorismo, inovação e gestão da propriedade intelectual. Entre os temas abordados estão estratégias de transferência de tecnologia, valoração de ativos e formalização de parcerias entre universidade e setor produtivo.

Paralelamente, de 27 a 29 de abril, será realizada a 1ª Mostra de Tecnologias Protegidas da UFSM, também no INPE, em Santa Maria. A iniciativa dá visibilidade a patentes, softwares, cultivares e desenhos industriais desenvolvidos na instituição, reforçando o papel da universidade como agente de inovação.

A I Semana da Propriedade Intelectual consolida-se como um espaço de integração entre pesquisa, mercado e sociedade, incentivando a transformação de ideias em soluções de impacto econômico e social.

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14 abr 2026

Inovação sustentável com bioativos da Caatinga é destaque em webinar da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

No dia 13 de abril de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil realizou mais uma atividade do eixo temático Pesquisa Farmacêutica Toxicológica e Clínica de seu Programa Educacional, reunindo especialistas em torno de soluções inovadoras para desafios contemporâneos da saúde.

A sessão foi moderada por Hilton Oliveira dos Santos Filho, titular da Cadeira nº 44 da Academia e curador do Prêmio Pio Corrêa de Inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira.

A palestra principal foi ministrada por Fabiana Olena Kotwiski, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Federal da Bahia, integrante do grupo BioTecNan, doutora em Biotecnologia e especialista em nanotecnologia aplicada a sistemas avançados de liberação de fármacos (drug delivery). A pesquisa recebeu Menção Honrosa na categoria Revelação do III Prêmio Pio Corrêa.

Trabalho Menção Honrosa do III Prêmio Pio Corrêa – Categoria Revelação
TítuloInovação Sustentável para desenvolvimento de fitoterápico tópico: uma formulação nanoestruturada com bioativos da Caatinga e atividade antimicrobiana.

 

 

Resistência microbiana impulsiona inovação farmacêutica

Durante a apresentação, a palestrante destacou o avanço preocupante da resistência microbiana, considerada uma das principais ameaças à saúde global. Infecções bacterianas e fúngicas, incluindo aquelas causadas por Candidíase associada à Candida albicans, têm apresentado aumento de incidência e complexidade terapêutica.

Além disso, doenças dermatológicas, embora geralmente não letais, impactam significativamente a qualidade de vida, exigindo tratamentos mais eficazes, acessíveis e com melhor adesão por parte dos pacientes.

 

Biodiversidade brasileira como fonte estratégica

A pesquisa evidencia o potencial da biodiversidade nacional, especialmente do bioma Caatinga, como fonte de compostos bioativos. A espécie do gênero Lippia, conhecida como alecrim-pimenta ou alecrim-boiadeiro, foi selecionada por seu óleo essencial rico em carvacrol — composto com reconhecidas propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e antioxidantes.

Segundo a pesquisadora, fitoterápicos apresentam uma vantagem estratégica: a atuação por múltiplos mecanismos, o que pode reduzir o desenvolvimento de resistência microbiana em comparação a fármacos sintéticos de alvo único.

 

 

Nanotecnologia potencializa eficácia terapêutica

Um dos principais diferenciais do estudo foi a aplicação da Nanotecnologia para superar limitações dos óleos essenciais, como volatilidade e baixa estabilidade.

A formulação desenvolvida consiste em uma nanoemulsão óleo-em-água, combinando o óleo essencial da Lippia com óleo vegetal de licuri, também originário da Caatinga. Essa abordagem proporcionou:

  • maior estabilidade físico-química;
  • aumento da biodisponibilidade;
  • melhora da permeação cutânea;
  • potencial redução da toxicidade e da dose necessária.

Os sistemas foram obtidos por métodos de baixa energia, com uso de tensoativos não iônicos, priorizando biocompatibilidade e segurança para aplicação tópica.

Espuma farmacêutica melhora adesão e desempenho

A nanoemulsão foi incorporada a uma formulação em espuma, sem uso de gás propelente, representando um avanço tecnológico relevante. Essa forma farmacêutica favorece a adesão ao tratamento por oferecer:

  • aplicação prática e confortável;
  • toque seco e não oleoso;
  • rápida absorção e espalhabilidade.

Além disso, a espuma promove supersaturação local do ativo após sua aplicação, aumentando a concentração do fármaco na pele e potencializando sua eficácia terapêutica.

Resultados experimentais e desafios

Os resultados demonstraram que a nanoestruturação elevou significativamente a atividade antimicrobiana e a permeação cutânea em comparação ao óleo essencial livre, além de apresentar tamanho de partículas adequado (<200 nm) e boa estabilidade sob condições controladas.

A palestrante também ressaltou a importância do equilíbrio na formulação, destacando que concentrações elevadas de tensoativos podem impactar negativamente a citotoxicidade, exigindo ajustes para garantir segurança e eficácia.

Impacto socioeconômico e perspectivas

O estudo reforça o papel da inovação baseada em recursos naturais como estratégia para o desenvolvimento sustentável. A utilização de espécies da Caatinga pode impulsionar cadeias produtivas locais, fortalecer a agricultura familiar e gerar novas oportunidades econômicas no semiárido brasileiro.

A pesquisa já apresenta desdobramentos práticos, com desenvolvimento de produto voltado ao mercado biomédico e veterinário, por meio de uma startup. O projeto avança com apoio de agências de fomento e perspectivas de realização de ensaios clínicos.

Integração entre ciência e biodiversidade

Resultado da colaboração entre grupos de pesquisa da UFBA, o trabalho integra conhecimentos em produtos naturais e nanotecnologia, evidenciando o potencial da ciência brasileira em gerar soluções inovadoras.

O webinar destacou, assim, a importância da articulação entre pesquisa científica, inovação tecnológica e valorização da biodiversidade nacional, apontando caminhos promissores para o futuro das ciências farmacêuticas no Brasil.

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.

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07 abr 2026

Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil promove atividade sobre biodescoberta a partir de cianobactérias

No dia 6 de abril de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou mais uma atividade de seu Programa Educacional, no âmbito do eixo temático “Insumos Farmacêuticos”. A sessão foi moderada pelo Acadêmico Titular Leoberto Tavares, docente da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), e contou com a palestra da professora Camila Manoel Crnkovic, também docente da mesma instituição.

Intitulada “Tecnologia e biodiversidade: cianobactérias como fonte de compostos bioativos”, a apresentação abordou, de forma integrada, conceitos de farmacognosia, biotecnologia e inovação em descoberta de fármacos, destacando o papel estratégico da biodiversidade brasileira na prospecção de novas moléculas bioativas.

Produtos naturais e inovação farmacêutica

A palestrante iniciou sua exposição contextualizando a relevância dos produtos naturais no desenvolvimento de medicamentos. Dados recentes indicam que aproximadamente 67% das pequenas moléculas aprovadas como fármacos entre 1981 e 2019 são direta ou indiretamente derivadas de produtos naturais, reforçando sua importância não apenas como entidades químicas finais, mas também como inspiração estrutural para o desenvolvimento de novos compostos.

Historicamente associada às plantas, a descoberta de moléculas bioativas expandiu-se significativamente com o advento da microbiologia, especialmente após a descoberta da penicilina. Nesse contexto, a exploração de microrganismos pouco estudados surge como uma estratégia promissora para ampliar o repertório químico disponível à terapêutica.

Cianobactérias: diversidade, adaptação e potencial bioativo

As cianobactérias, microrganismos procarióticos fotossintetizantes, foram destacadas como um grupo de elevado interesse. Consideradas uma das formas de vida mais antigas do planeta, desempenharam papel crucial na oxigenação da atmosfera terrestre e apresentam ampla capacidade adaptativa, sendo encontradas em ambientes extremos e diversos biomas, incluindo os brasileiros.

Embora frequentemente associadas a florações tóxicas, essas espécies produzem uma vasta gama de metabólitos secundários com funções ecológicas, como proteção contra radiação ultravioleta, defesa contra predadores e competição por recursos. Do ponto de vista farmacêutico, tais compostos demonstram potencial em diversas atividades biológicas, incluindo ações antiproliferativa, antibacteriana, antifúngica e antiviral.

Um exemplo emblemático apresentado foi o da dolastatina 10, um peptídeo inicialmente isolado de um molusco marinho, posteriormente identificado como produto de cianobactérias. A partir dessa molécula, foram desenvolvidos derivados que culminaram em um conjugado anticorpo-fármaco atualmente utilizado na prática clínica, evidenciando o potencial translacional desses metabólitos.

Do ambiente ao fármaco: estratégias de biodescoberta

A professora detalhou o fluxo de trabalho adotado em seu grupo de pesquisa, que envolve etapas desde a coleta de amostras ambientais, isolamento e cultivo de linhagens, até a extração, fracionamento guiado por bioatividade e elucidação estrutural dos compostos.

Um dos desafios centrais nesse processo é evitar a redescoberta de moléculas já conhecidas. Para isso, são empregadas estratégias de desreplicação, que utilizam técnicas espectrométricas e bases de dados para identificação rápida de compostos previamente descritos, permitindo priorizar amostras com maior potencial de ineditismo.

Integração de tecnologias: metabolômica e genômica

A apresentação destacou o uso integrado de ferramentas avançadas, como metabolômica baseada em espectrometria de massas (LC-MS), redes moleculares e plataformas bioinformáticas, que permitem a análise de grandes volumes de dados e a correlação entre estrutura química e atividade biológica.

Em um dos estudos apresentados, a análise de 19 linhagens de cianobactérias brasileiras resultou na identificação de quatro novos compostos, denominados esquizotrinas, com atividade antibiótica promissora, incluindo ação contra Bacillus anthracis. O trabalho envolveu colaboração internacional e utilização de biorreatores para produção em escala.

Outro projeto combinou redes moleculares com a ferramenta DAF Discovery, baseada em análise de covariância, permitindo associar sinais espectrais à bioatividade observada e identificar famílias de compostos com potencial inédito, incluindo policetídeos ainda em processo de caracterização.

Mineração genômica e o futuro da descoberta de fármacos

Avançando para a abordagem genômica, a palestrante apresentou estratégias de mineração de genomas para identificação de biosynthetic gene clusters (BGCs), responsáveis pela produção de metabólitos secundários.

Utilizando a ferramenta AntiSMASH e um algoritmo desenvolvido pelo próprio grupo, denominado BGCpri, foram analisados 106 genomas de cianobactérias brasileiras, resultando na identificação de 768 clusters biossintéticos. O sistema de pontuação desenvolvido permite priorizar clusters com maior potencial de gerar compostos inéditos, orientando de forma mais eficiente os esforços experimentais.

Os resultados indicaram que a biodiversidade brasileira apresenta potencial biossintético comparável ou superior a organismos já amplamente estudados, reforçando a relevância estratégica de investimentos em ciência e tecnologia no país.

Ciência, colaboração e formação

Além dos avanços científicos, a professora destacou o papel da formação de recursos humanos e da colaboração interdisciplinar, com participação de estudantes de iniciação científica, pós-graduação e parcerias nacionais e internacionais.

O grupo mantém atualmente uma coleção significativa de linhagens e extratos de cianobactérias, disponíveis para triagens biológicas, e desenvolve também iniciativas de divulgação científica e mentoria, com foco na promoção da diversidade e inclusão na ciência.

Considerações finais

A atividade evidenciou como a integração entre biodiversidade, tecnologia e conhecimento interdisciplinar pode impulsionar a descoberta de novos insumos farmacêuticos. A exploração de cianobactérias brasileiras, aliada a ferramentas modernas de análise, posiciona-se como uma fronteira promissora para a inovação em fármacos.

 

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.

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30 mar 2026

Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil realizada webinar com destaque para avanços em medicina regenerativa.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil iniciou, no dia 30 de março de 2026, as atividades do eixo temático Pesquisa Farmacêutica, Toxicológica e Clínica, parte integrante de seu programa educacional. A abertura foi conduzida pelo Acadêmico Leonardo Teixeira, coordenador do eixo e moderador da sessão, que destacou o compromisso da instituição com a difusão do conhecimento científico de forma acessível, por meio de iniciativas gratuitas viabilizadas por seus mantenedores.

A palestra intitulada “Biocomplexo e fotobiomodulação: novas fronteiras na medicina regenerativa”, reuniu dois especialistas com atuação na área: o médico ortopedista Dr. Carlos Henrique Bertone Reis e a pesquisadora Dra. Daniela Vieira Buchaim. O encontro apresentou resultados de um estudo pré-clínico inovador, que recebeu com menção honrosa no III Prêmio Pio Corrêa de Inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira, na categoria Master.

Em sua exposição, o Dr. Carlos Henrique Reis contextualizou os desafios da regeneração óssea, especialmente em defeitos críticos — lesões de grande extensão que não apresentam regeneração espontânea completa. Embora o tecido ósseo possua elevada capacidade regenerativa, esses casos exigem o uso de substitutos ósseos e estratégias terapêuticas que favoreçam a neoformação tecidual.

 

Nesse cenário, o estudo teve como objetivo avaliar o efeito da fotobiomodulação, por meio da laserterapia de baixa potência, no processo de reparo de defeitos ósseos preenchidos com um biomaterial cerâmico bifásico — composto por hidroxiapatita e fosfato tricálcico — associado a um biopolímero de fibrina heterólogo. Esse biopolímero, desenvolvido pelo Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (CEVAP/Unesp), atua como um scaffold, ou seja, um arcabouço tridimensional que favorece a adesão celular e a organização do tecido em regeneração.

O delineamento experimental envolveu 56 ratos divididos em quatro grupos: biomaterial isolado; biomaterial associado ao biopolímero; biomaterial associado à fotobiomodulação; e a combinação dos três elementos — denominada pelos autores como biocomplexo associado à fotobiomodulação. Os defeitos ósseos foram induzidos em calvária, com avaliações realizadas após 14 e 42 dias.

Dando continuidade, a Dra. Daniela Vieira Buchaim aprofundou o conceito de biocomplexo, termo introduzido pelo grupo de pesquisa em 2020, que descreve a associação funcional entre biomaterial e biopolímero de fibrina. Segundo a pesquisadora, essa combinação forma uma estrutura gelatinosa capaz de estabilizar o material no leito cirúrgico, promover a aglutinação das partículas e facilitar a invasão celular, desempenhando papel fundamental na regeneração tecidual. Além disso, destacou o potencial desse sistema como estratégia de drug delivery, ampliando suas aplicações na bioengenharia.

A caracterização do biomaterial evidenciou propriedades relevantes para a regeneração, como alta porosidade e estrutura compatível com a osteocondução, permitindo a migração celular e a formação de novo tecido ósseo. Associado ao biopolímero e à fotobiomodulação, esse sistema demonstrou potencial sinérgico.

A terapia por fotobiomodulação, realizada com laser de baixa potência, foi aplicada em protocolo específico desenvolvido pelo grupo, com parâmetros controlados de comprimento de onda, potência e densidade de energia. Entre seus efeitos biológicos, destacam-se o aumento da produção de ATP, estímulo à proliferação e diferenciação celular, promoção da angiogênese, modulação inflamatória e aceleração da síntese e organização de fibras colágenas.

Os resultados obtidos por meio de microtomografia computadorizada revelaram maior formação óssea nos grupos submetidos à terapia combinada, com evidência de trabéculas ósseas mais organizadas e maior maturidade tecidual ao longo do tempo. As análises histológicas confirmaram esses achados, demonstrando evolução do tecido ósseo imaturo para um padrão mais lamelar e mineralizado, especialmente no grupo tratado com o biocomplexo associado à fotobiomodulação.

A análise de birrefringência com coloração por picrosirius red evidenciou a transição de fibras colágenas tipo III (imaturas) para tipo I (maduras), indicando progressão adequada do processo regenerativo. Já a análise histomorfométrica demonstrou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, com maior percentual de formação de novo osso e menor presença de tecido não mineralizado na terapia combinada.

Os resultados também evidenciaram que a regeneração ocorreu de forma centrípeta, partindo das bordas para o centro do defeito, padrão esperado em processos fisiológicos de reparo ósseo, porém intensificado pela abordagem terapêutica adotada.

Outro aspecto relevante discutido foi o papel do biopolímero de fibrina, que se mostrou mais do que um agente adesivo, atuando como um biofármaco capaz de criar um microambiente favorável à regeneração. Estudos prévios do grupo já indicam sua eficácia também em reparo de lesões nervosas periféricas, ampliando seu potencial de aplicação clínica.

Os palestrantes destacaram ainda a importância das parcerias institucionais no desenvolvimento da pesquisa, envolvendo universidades como USP e Unesp, além da colaboração com centros especializados e indústria, evidenciando o caráter interdisciplinar e translacional do estudo.

Como conclusão, o trabalho demonstrou que a associação entre biomaterial cerâmico, biopolímero de fibrina e fotobiomodulação promove efeitos positivos e sinérgicos na regeneração óssea, consolidando o conceito de biocomplexo como uma estratégia promissora na medicina regenerativa.

Por fim, foi ressaltado o desafio de transpor os resultados da pesquisa experimental para a prática clínica — o chamado “vale da morte” da inovação —, reforçando a importância da medicina translacional. Com o avanço dos estudos regulatórios do biopolímero de fibrina, atualmente em fases avançadas de avaliação, abre-se perspectiva concreta para sua aplicação em terapias humanas no futuro próximo.

 

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Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

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26 mar 2026

Laboratório liderado pela Dra. Eliana Martins Lima é credenciado pela EMBRAPII e amplia capacidade de inovação em fármacos e biotecnologia

26 de março de 2026

A Acadêmica titular da cadeira nº 52, Dra. Eliana Martins Lima, anunciou que o laboratório sob sua coordenação foi oficialmente credenciado pela EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial). A nova unidade passa a integrar a rede nacional de centros de excelência voltados ao desenvolvimento tecnológico com forte interação com o setor produtivo.

O credenciamento reconhece a expertise do grupo na área de desenvolvimento de formulações e avaliação biológica de fármacos, biomoléculas e biofármacos. A unidade reúne competências consolidadas em nanotecnologia farmacêutica e sistemas avançados de liberação de fármacos, incluindo a produção de formulações em nanoescala, como lipossomas, nanopartículas poliméricas e sistemas biomiméticos.

Além disso, o laboratório dispõe de infraestrutura para caracterização físico-química avançada, estudos de estabilidade e desempenho, bem como avaliação biológica em modelos in vitro, ex vivo e in vivo. Também se destaca o uso de sistemas microfisiológicos, fortalecendo a interface translacional entre pesquisa básica e aplicação clínica.

Segundo a Dra. Eliana Martins Lima, a atuação da unidade também se estende ao desenvolvimento de produtos inovadores voltados a terapias avançadas, vacinas e doenças negligenciadas, com foco na aplicabilidade e na transferência de tecnologia.

A estrutura organizacional foi planejada para operar de forma integrada, com governança orientada a projetos e capacidade de interação com a indústria. O laboratório está apto a conduzir projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) em diferentes níveis de complexidade, incluindo demandas regulatórias.

A pesquisadora destacou ainda o interesse em ampliar a colaboração com membros da Academia, colocando a unidade à disposição para o desenvolvimento conjunto de projetos, soluções tecnológicas e parcerias estratégicas.

Com o novo credenciamento pela EMBRAPII, o laboratório reforça seu papel como polo de inovação científica e tecnológica, contribuindo para o avanço da pesquisa aplicada e para o fortalecimento do ecossistema nacional de inovação.…

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26 mar 2026

Acordo UE–Mercosul reposiciona debate sobre soberania sanitária e indústria farmacêutica, apontam especialistas

O impacto do Acordo de Associação entre União Europeia e Mercosul sobre a produção e comercialização de fármacos e medicamentos esteve no centro do debate promovido pelo eixo temático “Insumos Farmacêuticos” da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, no dia 23 de março de 2026. Realizado de forma virtual, o encontro reuniu especialistas para analisar os efeitos de um dos mais relevantes tratados comerciais das últimas décadas sobre o setor farmacêutico.

A atividade foi aberta e moderada pelo acadêmico Jorge Carlos Santos da Costa, titular da Cadeira nº 25 da ACFB e assessor da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. Em sua introdução, Dr. Jorge Costa destacou a atualidade do tema, lembrando que o acordo foi recentemente promulgado pelo Congresso Nacional brasileiro, no dia 17 de março, o que reforça a urgência de discutir seus desdobramentos para a saúde pública e a indústria farmacêutica.

A palestra foi ministrada pelo Dr. Frederico Tobar, assessor global do Fundo de População das Nações Unidas, que apresentou uma análise abrangente e crítica sobre as implicações do acordo. Segundo Dr. Tobar, o tratado não deve ser interpretado apenas como um instrumento comercial, mas como um movimento estratégico inserido em um contexto global marcado por reconfiguração das cadeias produtivas, tensões geopolíticas e busca por maior autonomia tecnológica.

Um acordo além do comércio

Para o especialista, reduzir o acordo a uma simples troca de commodities por produtos industrializados é uma visão limitada. Ele destacou que, no cenário pós-pandemia e diante de instabilidades internacionais, o tratado assume papel central na segurança das cadeias de suprimento e na reorganização da produção farmacêutica em escala regional.

Com um mercado potencial de cerca de 720 milhões de habitantes, o acordo pode representar até 30% do comércio global de fármacos. Projeções da União Europeia indicam que, até 2040, o volume de trocas entre os blocos poderá dobrar, tanto em bens quanto em serviços, ampliando significativamente a integração econômica.

No entanto, Dr. Tobar ressaltou que essa expansão não ocorrerá de forma equilibrada. Enquanto o Mercosul apresenta superávit na exportação de bens, impulsionado pelo agronegócio, o cenário se inverte no setor farmacêutico. A União Europeia exporta aproximadamente 11 vezes mais medicamentos para o Mercosul do que importa, evidenciando forte assimetria comercial.

Assimetrias estruturais e desafios regulatórios

A diferença de competitividade entre os blocos foi apontada como um dos principais desafios. A União Europeia lidera globalmente em pesquisa, desenvolvimento e inovação farmacêutica, investindo até 30 vezes mais que o Mercosul. Por outro lado, países como Brasil e Argentina possuem indústrias consolidadas, capazes de atender grande parte da demanda interna, mas ainda com limitações para competir em mercados altamente tecnologizados.

Outro ponto crítico é a fragmentação regulatória no Mercosul. Enquanto a Europa consolidou um mercado único com registro centralizado por meio da Agência Europeia de Medicamentos, os países sul-americanos mantêm sistemas independentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil. Essa falta de harmonização dificulta a integração produtiva e limita ganhos de escala.

Dr. Frederico Tobar destacou que o Mercosul, ao longo de quase três décadas, adotou uma postura mais defensiva, priorizando a soberania regulatória em detrimento da integração. Como resultado, o bloco apresenta maior dependência de fornecedores externos e déficit comercial no setor farmacêutico.

 

Propriedade intelectual e acesso a medicamentos

O acordo também levanta preocupações relacionadas à propriedade intelectual. O especialista alertou para o risco de adoção de medidas mais restritivas, como padrões TRIPS-Plus, que podem limitar a entrada de medicamentos genéricos e ampliar a proteção de patentes por meio de práticas como o evergreening.

Nesse contexto, mecanismos como licenças compulsórias e importações paralelas — importantes para garantir o acesso a medicamentos — podem sofrer restrições. Para países com sistemas públicos de saúde robustos, como o Brasil, essas mudanças podem impactar diretamente a sustentabilidade do acesso a tratamentos.

O papel estratégico do SUS

Um dos pontos mais sensíveis discutidos foi a possível abertura das compras públicas de saúde. Embora o Brasil tenha inicialmente buscado proteger as aquisições do Sistema Único de Saúde (SUS), Tobar avalia que, caso o acordo avance, haverá pressão para inclusão desse mercado.

Com sua dimensão e capacidade de compra, o SUS representa um ativo estratégico para o desenvolvimento da indústria nacional. Sua eventual abertura à concorrência internacional pode gerar impactos significativos sobre fornecedores locais e sobre a estrutura do setor.

Oportunidades: genéricos e inteligência de mercado

Apesar dos desafios, o acordo abre oportunidades importantes. Dr. Tobar destacou o potencial do Brasil para se posicionar de forma competitiva no mercado de medicamentos genéricos, especialmente no momento de expiração de patentes.

O especialista citou o caso da semaglutida, cuja demanda cresce exponencialmente no mundo. Com alta prevalência de obesidade e diabetes na região, o mercado potencial é bilionário, e a entrada rápida com genéricos de qualidade pode garantir vantagem competitiva.

Para isso, é fundamental desenvolver capacidade de monitoramento do pipeline global de inovação, antecipando o vencimento de patentes e estruturando respostas industriais e regulatórias.

Três cenários para o futuro

A análise apresentou três possíveis cenários para o setor farmacêutico no contexto do acordo:

  • Cenário defensivo: manutenção da estrutura atual, com baixa integração e preservação da autonomia regulatória. Embora reduza riscos imediatos, limita ganhos de escala e competitividade.
  • Cenário de submetimento: maior alinhamento com a regulação europeia, ampliando o mercado, mas aprofundando assimetrias e favorecendo empresas estrangeiras.
  • Cenário ofensivo (estratégico): fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com atuação coordenada do Estado, uso do poder de compra do SUS, incentivo à inovação e promoção da indústria nacional.

Este último foi apontado como o mais promissor, embora também o mais desafiador.

Caminhos para uma estratégia nacional

Para viabilizar uma inserção competitiva, Dr. Frederico Tobar propôs um conjunto de diretrizes estratégicas, incluindo:

  • monitoramento contínuo de mercados e tecnologias;
  • definição de medicamentos prioritários;
  • redesenho de modelos assistenciais;
  • fortalecimento da regulação de preços;
  • uso de garantias de demanda para estimular a produção;
  • incentivo às exportações;
  • investimento em pesquisa e desenvolvimento.

O especialista enfatizou que o Brasil possui vantagens relevantes, como a existência de um complexo industrial da saúde estruturado e a escala do SUS, que podem ser alavancadas para competir em um mercado ampliado.

Conclusão

Ao encerrar a apresentação, Dr. Tobar destacou que o futuro da indústria farmacêutica brasileira não será determinado automaticamente pelo acordo, mas pelas escolhas estratégicas do país.

“Oportunidades existem, mas não são inerciais”, afirmou. “A capacidade do Brasil de transformar esse acordo em vetor de desenvolvimento dependerá de coordenação entre políticas públicas, investimento em inovação e fortalecimento da produção nacional.”

O debate evidenciou que o acordo entre União Europeia e Mercosul representa tanto uma oportunidade histórica quanto um desafio estrutural para o setor farmacêutico. Seu impacto final dependerá da capacidade dos países do bloco, especialmente do Brasil, de articular soberania sanitária, competitividade industrial e acesso equitativo a medicamentos em um cenário global cada vez mais complexo.

Participe das próximas atividades

O programa educacional da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oferece atividades gratuitas ao longo do ano. Os interessados podem acompanhar a agenda de eventos e participar das próximas discussões promovidas pela instituição.

Além disso, todas as edições dos webinars e eventos já realizados estão disponíveis para acesso no Canal ACFB da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil no YouTube, permitindo rever conteúdos e acompar os debates promovidos pela Academia.

As atividades educacionais da ACFB são viabilizadas graças ao apoio institucional de seus mantenedores: EMS, Sindusfarma, Eurofarma, HyperaPharma, Abafarma, Abifina, BD, FCE Pharma, Hypofarma, ICF, Sincamesp, Stevanato Group e Wheaton Brasil.…

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26 mar 2026

Dra. Maria Rita Carvalho Garbi Novaes, Acadêmica Titular da Cadeira nº 33, recebeu Moção de Louvor

24 de março de 2026

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil celebra com grande satisfação a homenagem concedida à Dra. Maria Rita Carvalho Garbi Novaes, Acadêmica Titular da Cadeira nº 33, que recebeu Moção de Louvor em sessão solene realizada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal em comemoração ao Dia do Farmacêutico.

A cerimônia realizada em 24 de março de 2026, promovida em alusão à data celebrada em 20 de janeiro, reuniu autoridades, profissionais da saúde e representantes da área farmacêutica, destacando a relevância estratégica da profissão para a promoção da saúde pública e o bem-estar da população. A iniciativa foi proposta pelo deputado distrital Jorge Vianna, que ressaltou o papel essencial dos farmacêuticos no sistema de saúde, muitas vezes desempenhado de forma discreta, porém fundamental.

A homenagem reconhece a trajetória e as contribuições da Dra. Maria Rita para o fortalecimento das ciências farmacêuticas e sua atuação reflete a importância do farmacêutico no contexto do sistema de saúde, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população.

O reconhecimento em um espaço institucional como o Legislativo do Distrito Federal reforça o impacto positivo de sua atuação na sociedade, especialmente no desenvolvimento de políticas públicas e práticas voltadas à saúde coletiva.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil parabeniza a Dra. Maria Rita de Carvalho Garbi Novaes pela honraria recebida, destacando seu mérito e dedicação à ciência farmacêutica no país.

Maria Rita de Carvalho Garbi Novaes
Acadêmica Titular da Cadeira nº 33
Farmacêutica graduada pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (1987), com sólida formação acadêmica que inclui doutorado em Ciências da Saúde (Farmacologia) pela Universidade de Brasília (1999), mestrado em Química Orgânica pela mesma instituição (1991) e mestrado em Educação de Profissionais de Saúde pela Maastricht University, na Holanda (2011). Realizou pós-doutorado em Ética em Pesquisa Clínica na Universidade do Chile (2007) e possui diversas especializações nas áreas de Farmácia Hospitalar, Clínica, Oncológica e Terapia Nutricional.

Com ampla experiência na assistência, gestão, ensino e pesquisa, atuou por mais de três décadas como farmacêutica hospitalar na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, além de docente nos cursos de Medicina da ESCS/FEPECS e Farmácia da UnB. Exerceu funções de liderança, incluindo presidência da Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (SBRAFH), coordenação de comitês de ética em pesquisa e gestão acadêmica.

Atualmente, dedica-se à orientação em programas de pós-graduação em Ciências da Saúde (mestrado e doutorado), além de atuar como consultora em instituições nacionais e internacionais.

Sua atuação concentra-se nas áreas de ética em pesquisa, farmácia hospitalar e clínica, saúde do idoso e educação de profissionais da saúde.

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25 mar 2026

Acadêmicos da ACFB recebem Moção de Louvor em sessão solene pelo Dia do Farmacêutico no DF

Em celebração ao Dia do Farmacêutico, comemorado em 20 de janeiro, a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou, na noite da última terça-feira (24), uma sessão solene em seu plenário para homenagear profissionais que se destacam na promoção da saúde pública. O evento reuniu autoridades, representantes da área da saúde e farmacêuticos, ressaltando a importância estratégica da profissão para a qualidade de vida da população.

A iniciativa foi proposta pelo deputado distrital Jorge Vianna, que destacou o papel essencial, embora muitas vezes pouco visível, desempenhado pelos farmacêuticos no sistema de saúde. Segundo o parlamentar, a solenidade teve como objetivo reconhecer a dedicação e a competência desses profissionais, além de sua contribuição para um sistema de saúde mais eficiente, seguro e humanizado.

Durante a cerimônia, dois membros da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil foram agraciados com Moção de Louvor pelos relevantes serviços prestados ao Distrito Federal. Receberam a honraria o Acadêmico Tarcísio José Palhano, titular da Cadeira nº 54, e o Acadêmico Nilton Luz Netto Júnior, titular da Cadeira nº 24.

O reconhecimento público, em um espaço institucional como o Legislativo do Distrito Federal, evidencia o impacto das contribuições desses profissionais para a sociedade, especialmente no fortalecimento das políticas de saúde e na promoção do uso racional de medicamentos.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil parabeniza seus membros pela honraria recebida.

 

 

 

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