01 jul 2025

Apresentamos oficialmente o Acadêmico Honorário Eduardo Emrich Soares

Apresentamos oficialmente o Acadêmico Honorário Eduardo Emrich Soares

Incorporado em 27.06.2025 – Auditório FCF Unesp – Araraquara

Patrono: Guilherme Caldas Emrich

Saudação realizada pelo Acadêmico Titular Paulo Afonso Granjeiro

Indicação: Acad. Henry Jun Suzuki, Acad. Hilton Oliveira Dos Santos Filho e Acad. Lauro Domingos Moretto.

 

Biólogo com especialização em bioquímica e biologia molecular pela UFMG, Eduardo Emrich Soares é um dos principais articuladores do ecossistema de biotecnologia e inovação em saúde no Brasil. É Diretor Presidente da Biominas Brasil desde 2003, tendo contribuído decisivamente para a projeção nacional e internacional da instituição. Atuou em fundos de investimento voltados à ciência e inovação, como os fundos FIR Fundotec, FIR Biotec e o fundo Zentynel. Fundador de startups inovadoras, como Alvos, Oncologics e Nextrial, também exerceu cargos de governança e consultoria em diversas entidades públicas e privadas ligadas à biotecnologia. Foi membro do Conselho da FUNED, do Comitê de Bioindústria de Minas Gerais e da INTERFARMA. Com forte atuação em políticas públicas e articulação institucional, é uma figura-chave no avanço da bioeconomia brasileira.

Discurso de Saudação realizada pelo Acadêmico Titular Paulo Afonso Granjeiro

Discurso de Posse realizado pelo Acadêmico Honorário Eduardo Emrich Soares

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30 jun 2025

Apresentamos oficialmente a Acadêmica Honorária Maria José Soares Mendes Giannini

Acadêmica Honorária Maria José Soares Mendes Giannini
Incorporada em 27.06.2025 – Auditório FCF Unesp – Araraquara
Patrono: Carlos da Silva Lacaz ( biografia Patrono – Carlos da Silva Lacaz)
Saudação proferido pelo Acadêmico Titular Anselmo Gomes de Oliveira
Indicação: Acad. Henry Jun Suzuki Acad. Sílvia Stanisçuaski Guterres e Acad. Adriana Raffin Pohlmann.

Apresentamos oficialmente a Acadêmica Honorária
Maria José Soares Mendes Giannini

Professora titular da UNESP e pesquisadora 1A do CNPq, Maria José possui graduação em Farmácia Bioquímica pela USP, onde também realizou seu mestrado em Microbiologia e Imunologia e seu doutorado em Ciências Biológicas. Foi Vice-Diretora da FCF de 1994 a 1997 e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biociências e Biotecnologia Aplicadas à Farmácia (Análises Clínicas) da Faculdade em quatro gestões (2000-02; 2002-04; 2007-09). Faz parte do corpo de consultores da CAPES, FAPESP, FINEP e CNPq e participou de avaliações trienais – CAPES dos programas de Pós-Graduação da área da Farmácia no Brasil. Foi Pró-reitora de Pesquisa da Unesp em duas gestões, no período de 2009 a 2017.

Discurso de Posse 27.06.2025 Disurso Posse Honoraria Maria Jose Soares M Giannini

Discurso de Saudação ACFB Saudacao Academica Honoraria Maria Jose Mendes Giannini 27.06.2025

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27 jun 2025

Incorporação de Novos Membros Honorários em Solenidade na UNESP-Araraquara

Araraquara, 27 de junho de 2025 – Em um encontro marcado pela reverência à ciência e pela celebração da excelência profissional e humana, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil realizou a Solenidade de Incorporação de Membros Honorários, homenageando três personalidades de destaque nacional e internacional nas áreas da saúde, inovação e pesquisa.

O evento ocorreu na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP – Araraquara e reuniu cerca de 70 convidados, entre acadêmicos, autoridades universitárias, pesquisadores e representantes de instituições científicas e de saúde. A cerimônia também foi transmitida ao vivo pelo canal da FCF-UNESP no YouTube.

Foram incorporados à Academia como Membros Honorários:

  • Professora Dra. Maria José Soares Mendes Giannini – referência mundial em micologia médica, atua no estudo de fungos de interesse clínico e no desenvolvimento de antifúngicos;
  • Professora Dra. Vanderlan da Silva Bolzani – cientista entre os 2% mais citados do mundo, especialista em química de produtos naturais e química medicinal;
  • Dr. Eduardo Emrich Soares – figura-chave no avanço da bioeconomia no Brasil, com larga atuação na biotecnologia e no empreendedorismo científico.

A cerimônia, conduzida pelo acadêmico Henrique Suzuki, titular da Cadeira nº 2 como Mestre de Cerimônias, que ao saudar os homenageados, destacou:

“Ao recebê-los, temos plena consciência de seus méritos e a segurança de estarmos incorporando não apenas três excepcionais pesquisadores, mas também três seres humanos de altíssima grandeza.”

A solenidade foi aberta com a composição da mesa diretora: Nilce Cardoso Barbosa, Diretora Oradora, representando o presidente da Academia, Dante Alario Junior; Professora Maysa Furlan, Magnífica Reitora da Universidade Estadual Paulista – Júlio de Mesquita Filho; Professora Maria Valnice Boldrin, Pró-Reitora de Pós-Graduação da UNESP; Acadêmico Lauro Domingos Moretto, Presidente Emérito e Primeiro Secretário da Academia; Professora Márcia Graminha, Diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas – UNESP/Araraquara.

Em seguida, o Mestre de Cerimônias anunciou a entrada dos novos membros honorários, conduzidos por acadêmicos da instituição:
Maria José Soares Mendes Giannini, conduzida pelo Acad.  Anselmo Gomes de Oliveira

Vanderlan da Silva Bolzani, conduzida pelo Acad. Benedito Barraviera

Eduardo Emrich Soares, conduzido pelo Acad. Paulo Granjeiro

Em sua fala de abertura, a acadêmica Nilce Cardoso Barbosa relembrou seu vínculo com a casa:

“Quero registrar minha imensa alegria de estar mais uma vez de volta a esta casa, que sempre terei como minha, pois aqui pude, de 1978 a 1982, realizar minha graduação e viver os mais ricos anos da minha juventude.”

Ela também contextualizou historicamente o papel das academias como estruturas voltadas à promoção do conhecimento, da ética e da cooperação científica:

“A gênese das Academias está associada à Europa dos séculos X e XVII e baseia-se na reunião de homens e mulheres para partilhar ideias, promover debates, publicar e estabelecer redes de cooperação.”

A diretora da FCF-UNESP, Márcia Graminha, destacou a honra institucional de receber a cerimônia na FCF-UNESP e ressaltou o simbolismo da cerimônia:

“A farmácia, como ciência e como prática, está no centro dos grandes desafios que enfrentamos: da inovação terapêutica ao enfrentamento das emergências sanitárias, da garantia do acesso a medicamentos até o combate à desinformação.”

Concluiu com um chamado à valorização da ciência como ferramenta de transformação:

“Que possamos seguir juntos – universidade, academia, indústria, sociedade – na construção de um Brasil mais justo, mais saudável e mais informado.”

A Reitora da UNESP, Maysa Furlan, expressou em seu discurso institucional a importância da solenidade:

“É uma honra e um privilégio participar da outorga feita pela Academia às professoras Dra. Maria José Mendes Giannini, Dra. Vanderlan Bolzani e ao Dr. Eduardo Emrich. Falar de academia é falar de um espaço onde se desenvolve o pensar. Uma universidade que olha para as necessidades da sociedade e, consequentemente, vive a produção do conhecimento para o bem coletivo.”

O primeiro ato  de incorporação foi dedicado à Professora Dra. Maria José Soares Mendes Giannini, saudada pelo acadêmico Anselmo Gomes de Oliveira, que destacou sua contribuição fundamental para a estruturação da pesquisa e pós-graduação na UNESP, e sua liderança científica no campo da micologia médica.

“A professora Maria José pertence àquela geração que construiu os pilares da FCF e da pesquisa na UNESP. Sua atuação vai da pesquisa básica à inovação em antifúngicos, com reconhecimento internacional – foi apontada como a quinta melhor cientista mundial em micologia.”

A Aposição do Colar Acadêmico foi realizada pelo acadêmico Benedito Barravieira, e a entrega do Diploma, por Anselmo Gomes de Oliveira.

Em seu discurso de posse, a Acadêmica Honorária Maria José Soares Mendes Giannini com a voz embargada expressa que

“Ser indicada como Membro Honorária desta Academia é um privilégio que me enche de orgulho e me dá a certeza de poder contribuir para que ela ocupe um lugar cada vez mais destacado no cenário nacional e internacional.”

E mencionou sobre a escolha de seu Patrono e destacou a influência do Professor Lacaz na formação de inúmeros cientistas e seu reconhecimento internacional.

“Ter o Professor Carlos da Silva Lacaz como patrono me emociona. Sem sombra de dúvida, muito do que sou hoje devo a ele”

 

 

 

 

 

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23 jun 2025

O Eixo Temático Pesquisa Farmacêutica, Toxicológica e Clínica apresenta a Mesa Redonda Primeiros passos da Escola DCI/OMS-Brasil

Mesa Redonda destaca primeiros passos da Escola DCI/OMS-Brasil e integração das Denominações Comuns Internacionais no ensino farmacêutico

Brasília, 23 de junho de 2025 – A Academia Brasileira de Ciências Farmacêuticas realizou, nesta segunda-feira, uma mesa-redonda telemática dedicada à integração da Escola de Denominações Comuns Internacionais das Substâncias Farmacêuticas (DCI) no ensino superior farmacêutico, centrada no desenvolvimento curricular e em iniciativas de investigação.

Inserido no Eixo Temático de Pesquisa Farmacêutica, Toxicológica e Clínica, o encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir os primeiros passos da Escola DCI/OMS-Brasil, o desenvolvimento de iniciativas educacionais, projetos de pesquisa e estratégias para a segurança do uso de medicamentos.

Os convidados da Mesa Redonda discutiram a implementação de conceitos de farmacovigilância, projetos de investigação em curso e os desafios da tradução de materiais educativos para estudantes brasileiros. O debate terminou com discussões sobre a importância dos nomes dos medicamentos genéricos nos cuidados de saúde e na segurança dos doentes, bem como planos para futuras colaborações e eventos no domínio das ciências farmacêuticas.

Leonardo Régis Leira Pereira, docente da FCFRP-USP e membro da Comissão INN da OMS, defendeu a inclusão da Denominação Comum Brasileira (DCB) nas atividades curriculares desde os primeiros anos da graduação. Segundo ele, familiarizar os estudantes com os princípios das denominações comuns é essencial para sua atuação ética e precisa na identificação, prescrição e dispensação de medicamentos.

Fabiana Rossi Varallo, também da FCFRP-USP e integrante da Câmara Técnica de Farmacovigilância da ANVISA, apresentou um panorama da evolução da farmacovigilância e sua transição para um enfoque ampliado, voltado à segurança do paciente e aos desfechos terapêuticos. Destacou os riscos envolvendo medicamentos LASA (sósias e sonoros), que podem levar a erros de medicação, e defendeu a integração formal da farmacovigilância nos currículos de graduação, com foco na prevenção, reconhecimento e notificação de eventos adversos.

Maria Olívia Barboza Zanetti, professora da FCFRP-USP e pesquisadora do grupo CEPAP (Centro de Estudos em Políticas e Assistência Farmacêutica), apresentou uma visão integrada das ações de ensino, extensão e pesquisa desenvolvidas na instituição. Destacou iniciativas como a Escola de Inverno, o podcast Código Farmacêutico, as pausas farmacêuticas e projetos de pesquisa centrados na análise de sinais de segurança, como o conduzido pela mestranda Lara Bortolato, em parceria com a Anvisa. Também ressaltou a importância da tradução dos materiais oficiais da Escola DCI para o português, como estratégia de inclusão e acessibilidade para o público acadêmico brasileiro.

Albert Figueras, professor da Universitat Autònoma de Barcelona e diretor do Centro Colaborador da OMS em Farmacoepidemiologia, reforçou a importância da acessibilidade linguística na formação global dos profissionais de saúde. Ele compartilhou experiências com a tradução de materiais educacionais sobre raízes e medicamentos farmacêuticos para diferentes idiomas — incluindo português, inglês e chinês —, visando atender à diversidade linguística de estudantes ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Sua fala evidenciou o valor da colaboração internacional para ampliar o alcance e a eficácia das estratégias de ensino.

A mesa-redonda foi encerrada com a reafirmação do compromisso dos participantes com a consolidação da Escola DCI/OMS-Brasil como um polo de referência na formação e capacitação técnica para a elaboração de diretrizes clínicas, nomenclatura farmacêutica, farmacovigilância e uso racional de medicamentos. A iniciativa busca promover uma atuação mais segura, científica e alinhada às necessidades da saúde pública nacional e global.

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17 jun 2025

Webinar sobre Cannabis Medicinal reúne 400 participantes. Realizado ontem, o evento “Da complexidade da planta à complexidade do tratamento com produtos da Cannabis” foi um Diálogo com a presença do Dr. Paulo Orlandi Mattos, Dr. Hilton Oliveira e a Drª Rachel Castilho

Complexidade da Cannabis Medicinal é Tema de Debate em Evento da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

Na tarde desta segunda-feira, 16 de junho de 2025, foi realizada mais uma atividade educacional do programa promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, com foco no eixo temático “Biodiversidade, Plantas Medicinais e Inovação”. O encontro, que reuniu especialistas e interessados em terapias baseadas em fitocomplexos, abordou os desafios científicos, clínicos e regulatórios do uso da cannabis sativa como planta medicinal.

Os palestrantes Dr. Hilton Oliveira dos Santos Filho e Dr. Paulo Eduardo Orlandi Matos conduziram reflexões sobre a complexidade da planta e os obstáculos enfrentados desde o cultivo até a prescrição clínica de produtos derivados da cannabis.

Segundo Dr. Hilton, é essencial compreender que, ao contrário de outros neurotransmissores, os canabinoides não estão armazenados em vesículas, mas são produzidos sob demanda pelo organismo — o que já sugere uma peculiaridade no seu mecanismo de ação.

Dr. Paulo Orlandi destacou a intricada composição fitoquímica da cannabis e a dificuldade em garantir a padronização dos seus derivados. “A planta é complexa, os produtos também são. E os médicos querem prescrever algo que conheçam bem, com mecanismos de ação definidos. Mas ainda faltam muitos estudos”, afirmou o especialista, ressaltando que até o dia da colheita pode impactar na concentração dos canabinoides e terpenos presentes.

Durante a atividade, também foi discutida a distinção entre fitoterápicos e medicamentos sintéticos, evidenciando que a produção de medicamentos à base de plantas requer um olhar mais atento à variabilidade natural dos compostos. “É diferente trabalhar com uma única molécula sintética e lidar com um fito complexo”, completou Orlandi.

Os palestrantes enfatizaram ainda a importância da farmacologia clínica, da regulamentação atualizada e de protocolos bem definidos para garantir segurança e eficácia na prescrição. Também citaram experiências internacionais, como o uso tradicional de fitoterápicos na Alemanha, contrastando com a preferência norte-americana por fármacos sintéticos — influência que ainda permeia o modelo brasileiro.

Ao fim da sessão, ficou clara a mensagem de que o debate sobre a cannabis medicinal está apenas começando e precisa ser conduzido com base em evidências científicas, respeitando a complexidade da planta, a diversidade dos pacientes e os princípios éticos da medicina.

gravação disponível a partir de 23.06.2025 no Canal ACFB no YouTube. Siga-nos no Canal.

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09 jun 2025

Painel Debate os Impactos da Nova Regulamentação do EaD na Formação em Saúde

São Paulo, 09 de junho de 2025 – Em um momento decisivo para o futuro da formação dos profissionais da saúde no Brasil, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil promoveu nesta segunda-feira o painel “A Nova Regulamentação do EaD e seus Efeitos nos Cursos na Área da Saúde”, como parte das atividades do eixo temático Educação em Ciências Farmacêuticas sob a coordenação da Acadêmica Silvia Storpirtis.

Com moderação do Acadêmico Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi – titular da Cadeira nº 48 da Academia e Diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie – o encontro teve como pano de fundo a recente publicação do Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025, que institui a Nova Política Nacional de Educação a Distância (EaD). O novo marco legal reacendeu discussões sobre os limites da formação remota para profissões com alto grau de responsabilidade assistencial, como as da área da saúde.

O painel contou com a participação de especialistas de destaque no campo educacional e da saúde:

  • Prof.ª Dra. Amouni Mourad – Assessora Técnica do CRF-SP e Coordenadora do Curso de Farmácia do Mackenzie
  • Prof. Dr. Marcelo Fernandes – Vice-Coordenador da Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia (Regional São Paulo)
  • Prof.ª Zilamar Fernandes – Coordenadora do Fórum dos Conselhos Profissionais da Área da Saúde (FCPAS)

Os convidados trouxeram perspectivas críticas sobre o decreto, que, embora reconheça a necessidade de formação presencial para cursos como Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia, excluiu o curso de Farmácia dessa exigência. Essa omissão provocou um alerta entre os especialistas quanto à possível fragilização da formação técnica e ética dos farmacêuticos.

A Prof.ª Amouni Mourad destacou a degradação da qualidade na formação farmacêutica, alertando para a superficialidade dos processos educacionais mediados unicamente pela tecnologia. “Tecnologia deve ser meio, não fim. Saúde não se brinca. Precisamos de profissionais que entendam o corpo humano e a seriedade da responsabilidade que assumem”, afirmou.

O Prof. Dr. Marcelo Fernandes reforçou a importância da prática e da escuta ativa na formação em Fisioterapia, alertando que o distanciamento entre aluno e paciente provocado pelo EaD pode comprometer significativamente a qualidade do atendimento em saúde.

Já a Prof.ª Zilamar Fernandes expôs dados alarmantes: entre 2018 e 2025, o número de vagas em cursos da saúde cresceu 601%, sem o devido controle de qualidade, o que representa um grave risco à segurança sanitária nacional. “Estamos diante de um modelo de expansão descontrolada, impulsionado por interesses comerciais. Isso precisa ser enfrentado com responsabilidade social e compromisso ético”, declarou.

 

Questionados sobre os caminhos possíveis para mitigar os impactos negativos do novo decreto, os participantes apontaram a mobilização conjunta da sociedade civil organizada, a pressão política por revisão da norma, e ações de conscientização pública como prioridades. A Prof.ª Zilamar destacou a campanha de esclarecimento em andamento pelo FCPAS, com foco em sensibilizar tanto gestores públicos quanto a sociedade sobre os riscos do atual modelo.

 

A fala do moderador, Acad. Jan Carlo Delorenzi, sintetizou a necessidade de união entre educação e saúde: “Educação em saúde precisa caminhar alinhada e com qualidade. Se elas se dissociam, o prejuízo é de toda a sociedade.” Delorenzi também defendeu a aplicação de metodologias ativas e o fortalecimento do papel do professor como provocador e mediador do conhecimento.

 

gravação disponível – Assista a gravação no Canal ACFB no Youtube

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07 jun 2025

Apresentamos o Correspondente Estrangeiro Dr. José Manuel Correia de Sousa Lobo (Portugal), incorporado à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil em 5 de junho de 2025.

O Dr. José Manuel Correia de Sousa Lobo é Professor Catedrático da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (Portugal), onde leciona e investiga desde 1974, sendo uma das figuras mais proeminentes da área de Tecnologia Farmacêutica no país. Sua trajetória profissional se caracteriza pelo rigor científico, dedicação ao ensino superior e contribuição técnica à indústria farmacêutica.

Graduou-se em Ciências Farmacêuticas em 1973 e, em 1989, obteve o título de Doutor em Farmácia, com especialidade em Tecnologia Farmacêutica, pela mesma universidade. Em 1999, obteve o título de Agregado, consolidando sua excelência acadêmica. Desde 1997, atua como Professor Catedrático da Universidade do Porto, onde é responsável por disciplinas como Farmácia Galênica, Tecnologia Farmacêutica, Biofarmácia e Farmacocinética.

No campo da gestão universitária, ocupa, desde 2015, o cargo de Diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Antes disso, presidiu tanto o Conselho Científico quanto o Conselho Executivo da instituição em diferentes mandatos. É também Chefe do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica desde 2009 e Diretor do grupo de pesquisa MedTech, ligado à unidade UCIBIO do consórcio REQUIMTE — um dos maiores polos de investigação em Ciências Químicas e Biológicas em Portugal.

Sua atuação extrapola o ambiente universitário. Desde 1992, é consultor do Laboratório de Desenvolvimento Farmacêutico dos Laboratórios Bial, uma das principais indústrias farmacêuticas de Portugal. Tem presença marcante na regulamentação de medicamentos, sendo Membro da Comissão Europeia da Farmacopeia (EDQM) desde 1992 e Presidente da Comissão da Farmacopeia Portuguesa (Infarmed) desde 2012, após 19 anos como Vice-Presidente.

Como pesquisador e formador, orientou alunos de mestrado e doutorado, coordenou projetos científicos e foi convidado a lecionar em programas de formação especializada, como o Curso de Medicina Farmacêutica da Universidade de Aveiro, em colaboração com a autoridade reguladora portuguesa.

Além de sua sólida produção acadêmica e técnica, destaca-se também por sua atuação como Presidente do Conselho de Qualificação e Admissão da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, contribuindo ativamente para a valorização da profissão farmacêutica no país.

Sua incorporação à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, como Correspondente Estrangeiro, representa o reconhecimento de uma trajetória acadêmica, científica e regulatória exemplar, e reforça o intercâmbio entre instituições ibero-americanas comprometidas com o avanço das ciências farmacêuticas, da formação profissional e da inovação em saúde.

José Manuel Correia de Sousa Lobo – Correspondente Estrangeiro (Portugal) da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

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06 jun 2025

Apresentamos a Correspondente Estrangeira Pilar Aranda Ramírez (Espanha), incorporada à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil em 5 de junho de 2025.

A Dra. Pilar Aranda Ramírez, Doutora em Farmácia, é uma destacada pesquisadora e professora espanhola, que fez história ao se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de Reitora da Universidade de Granada — uma das mais antigas da Europa, com mais de cinco séculos de tradição acadêmica.

Atualmente, é Catedrática do Departamento de Fisiologia da Universidade de Granada, onde leciona há quase quarenta anos na Faculdade de Farmácia, na Faculdade de Ciências do Esporte e no Aula Permanente de Formação Aberta. Também desenvolve atividades docentes em outras universidades e instituições acadêmicas da Espanha — como a Universidade Autônoma de Madrid, a Universidade Autônoma de Barcelona e a Universidade Carlos III — e da América Hispânica, como a Universidade de Guadalajara (México), Universidade de Antioquia (Colômbia) e Universidade de Quito (Equador).

Sua atuação como pesquisadora concentra-se no Grupo de Pesquisa “Fisiologia Digestiva e Nutrição” e no Instituto Universitário de Nutrição e Tecnologia dos Alimentos da Universidade de Granada. Suas linhas de investigação incluem as interações entre fármacos e nutrientes, a avaliação do estado nutricional em populações em situações patológicas e a promoção de hábitos de vida saudável. Desde 2002, atua como Investigadora Principal em oito projetos e contratos de pesquisa.

No decorrer de sua carreira, acumulou uma expressiva produção científica, com diversas publicações em editoras e periódicos de prestígio e impacto internacional, além de ampla participação em congressos científicos nacionais e internacionais. A relação completa de sua produção pode ser consultada em seu Currículo Vitae.

Além de sua trajetória acadêmica, destaca-se também pela atuação em cargos de gestão universitária e políticas de pesquisa. Participou de Conselhos Diretores de importantes institutos e centros de investigação da Andaluzia, como o Centro Andaluz de Biologia do Desenvolvimento, o Centro Andaluz de Meio Ambiente e a Agência Andaluza do Conhecimento. Foi, ainda, secretária executiva da Comissão do Plano Andaluz de Pesquisa e da Fundação Euroárabe de Altos Estudos.

É Membro Titular da Academia Ibero-Americana de Farmácia, da Real Academia Veterinária da Andaluzia Oriental, da Academia Andaluza de Ciências Sociais e Ambientais e Membro Honorário da Real Academia de Medicina e Cirurgia da Andaluzia Oriental. Foi eleita Acadêmica Institucional da Real Academia Nacional de Farmácia da Espanha (RANF) e integra o Conselho Acadêmico da Academia Ibero-Americana de Farmácia.

Como Investigadora Principal, liderou nove projetos no âmbito do Plano Nacional de I+D da Espanha e dois voltados à Cooperação para o Desenvolvimento, com destaque para os estudos sobre qualidade de vida e hábitos nutricionais, psicosociais e de atividade física em mulheres perimenopáusicas, além de dois projetos de cooperação com associações de mulheres no Marrocos. Também colaborou em dois projetos europeus no âmbito do Programa-Quadro da União Europeia e em oito projetos do Plano Nacional de Pesquisa Científica e Técnica.

Sua incorporação à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, como Correspondente Estrangeira, representa não apenas o reconhecimento de sua trajetória científica e institucional, mas também o fortalecimento dos laços entre comunidades acadêmicas ibero-americanas, em favor do avanço do conhecimento em saúde, farmácia e nutrição.

Pilar Aranda Ramírez – Correspondente Estrangeira (Espanha) da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

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06 jun 2025

Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil realiza solene de posse de membros correspondentes estrangeiros

São Paulo, 5 de junho de 2027 – Em uma sessão solene telemática realizada na tarde de hoje, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil recebeu oficialmente dois novos membros correspondentes estrangeiros: a professora Pilar Aranda Ramírez, reitora da Universidade de Granada, na Espanha, e o professor José Manuel Correia de Sousa Lobo, respeitado docente e regulador da área farmacêutica, nascido em Moçambique e radicado em Portugal.

A cerimônia, conduzida pelo acadêmico Henrique Suzuki, titular da Cadeira nº 2 e Mestre de Cerimônias, contou com uma mesa diretora composta por lideranças da área farmacêutica: o presidente da Academia, Dante Alario Júnior; os presidentes eméritos Acácio Alves de Souza Lima Filho, Lauro Domingos Moretto e Michel Kfouri Filho; além de autoridades internacionais como Félix Carvalho (Portugal) presidente da Seção Regional Norte da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, Agustin García Asuero (Espanha), presidente da Academia Iberoamericana e Agostinho Franklim Pinto Marques (Portugal), presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas de Portugal.

Em sua fala de abertura, Dante Alario Júnior ressaltou o fortalecimento dos vínculos acadêmicos entre Brasil, Espanha e Portugal:

“Os laços fraternos que nos unem às entidades acadêmicas ibéricas têm propiciado um intercâmbio cordial e profícuo. Queremos fortalecer essas conexões por meio de contribuições científicas e sociais nas ciências farmacêuticas.”

Pilar Aranda Ramírez: reitora, cientista e referência ibérica em nutrição

Apresentada em discurso de Saudação pelo acadêmico Lauro Domingos Moretto, a professora Pilar Aranda Ramírez teve sua trajetória exaltada como um exemplo de liderança feminina na ciência e na gestão universitária. Licenciada em Farmácia e Ciências Biológicas e doutora em Farmácia pela Universidade de Granada, Pilar atua ativamente em instituições científicas, como a Sociedade Espanhola de Nutrição.

“Dra. Pilar Aranda representa uma liderança ibérica nas ciências farmacêuticas. Estamos honrados com sua incorporação e certos de que contribuirá com nossa missão de promoção científica”, afirmou Moretto.

A entrega do colar e diploma acadêmico foi feita por Agustin García Asuero, em nome da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

Na sequência, Pilar apresentou a mini-conferência “La dieta mediterránea: Clave para una vida saludable”, em que destacou os benefícios comprovados do padrão alimentar mediterrâneo na prevenção de doenças crônicas e promoção do bem-estar. Ela ressaltou a importância da educação nutricional e da valorização dos hábitos culturais alimentares como ferramentas de saúde pública.

Sousa Lobo: da farmácia em Moçambique à regulação em Portugal

O segundo homenageado foi o professor José Manuel Correia de Sousa Lobo, cuja saudação foi feita pela Acadêmica Nilce Cardoso Barbosa. Nascido em Lourenço Marques (atual Maputo, Moçambique), Sousa Lobo tem raízes familiares profundas na farmácia e construiu uma sólida carreira como educador e regulador de medicamentos.

“Sua trajetória conecta Brasil, Portugal e África de maneira exemplar. Que sua entrada nesta Academia represente o início de uma colaboração frutífera em prol das ciências farmacêuticas dos países lusófonos”, declarou Nilce Barbosa.

Com a transmissão realizada da Academia de Ciências Farmacêuticas de Portugal, o Dr. Franklim Marques, realizou a aposição do colar acadêmico, e do professor Félix Carvalho, responsável pela entrega do diploma, ambos m nome da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

O Professor Sousa Lobo ministrou a mini-conferência “Regulamentação de Medicamentos – Um Contributo”, abordando os novos desafios da regulação farmacêutica diante das rápidas transformações tecnológicas e científicas. Ele defendeu critérios claros e rigorosos, com base interdisciplinar, para assegurar medicamentos seguros e eficazes, destacando o papel emergente da inteligência artificial nesse processo.

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03 jun 2025

Empreendedorismo e Inovação em Foco: Palestra do Professor Carlos Alberto Tagliati para Eixo Temático de Análises Clínicas e Toxicológicas

Na noite de 2 de junho de 2025, o Eixo Temático de Análises Clínicas e Toxicológicas promoveu palestra “Empreendedorismo e Inovação: desafios à vista”, ministrada pelo professor Carlos Alberto Tagliati, docente titular de Toxicologia na Faculdade de Farmácia da UFMG. O evento telemático reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais interessados nas transformações do mercado e no papel estratégico da inovação nas ciências farmacêuticas.

Com um currículo de destaque — mestrado e doutorado pela USP, pós-doutorado em Harvard, além de experiência como empreendedor e coordenador do mestrado profissional ITPI — Tagliati trouxe uma análise crítica e abrangente sobre o cenário atual do empreendedorismo científico no Brasil.

A palestra começou com uma reflexão sobre como o empreendedorismo deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma necessidade tanto para os profissionais do mercado quanto para pesquisadores acadêmicos. “Hoje, o empreendedorismo é cultura. É mudança de mentalidade”, destacou o palestrante, reforçando a urgência de inserir esse pensamento desde a formação básica até o ensino superior.

Tagliati pontuou o avanço institucional no tema, lembrando que, desde 2021, o Senado aprovou a inclusão formal do empreendedorismo e da inovação nos currículos escolares. No entanto, alertou para alguns retrocessos, como a queda do Brasil no ranking global de produção científica — que passou da 11ª para a 13ª posição entre 2021 e 2024 —, e ressaltou a importância de transformar conhecimento em soluções aplicáveis à sociedade.

 

Durante a apresentação, o professor também destacou a força das universidades brasileiras no campo do empreendedorismo. Segundo ele, a USP, Unicamp, Viçosa e UFMG lideram o ranking das instituições mais empreendedoras do país, demonstrando que a academia tem se esforçado para reduzir a distância entre pesquisa e mercado. No caso da UFMG, salientou a existência de programas e disciplinas voltadas exclusivamente para a inovação e o empreendedorismo tecnológico, o que mostra um comprometimento crescente com a formação transdisciplinar dos alunos.

 

“O desenvolvimento da bioinformática, por exemplo, só foi possível pela união entre diferentes áreas, como matemática, estatística, ciência da computação e biologia. A palavra-chave hoje é transdisciplinaridade”, reforçou.

 

Ao fim da palestra, o professor Carlos Tagliati reforçou que, especialmente na área farmacêutica, as oportunidades são vastas para aqueles que souberem unir ciência, criatividade e visão de mercado. “O exemplo da Unicamp mostra que é possível transformar pesquisa de ponta em negócios de impacto. A inovação nasce da capacidade de conectar ideias, pessoas e propósitos.”

O evento foi mais uma iniciativa relevante dentro do Eixo Temático de Análises Clínicas e Toxicológicas, promovendo debates sobre os rumos da ciência brasileira e incentivando uma nova geração de profissionais a pensar de forma empreendedora.

 

Assista a gravação no Canal ACFB no YouTube

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