23 jun 2025

O Eixo Temático Pesquisa Farmacêutica, Toxicológica e Clínica apresenta a Mesa Redonda Primeiros passos da Escola DCI/OMS-Brasil

Mesa Redonda destaca primeiros passos da Escola DCI/OMS-Brasil e integração das Denominações Comuns Internacionais no ensino farmacêutico

Brasília, 23 de junho de 2025 – A Academia Brasileira de Ciências Farmacêuticas realizou, nesta segunda-feira, uma mesa-redonda telemática dedicada à integração da Escola de Denominações Comuns Internacionais das Substâncias Farmacêuticas (DCI) no ensino superior farmacêutico, centrada no desenvolvimento curricular e em iniciativas de investigação.

Inserido no Eixo Temático de Pesquisa Farmacêutica, Toxicológica e Clínica, o encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir os primeiros passos da Escola DCI/OMS-Brasil, o desenvolvimento de iniciativas educacionais, projetos de pesquisa e estratégias para a segurança do uso de medicamentos.

Os convidados da Mesa Redonda discutiram a implementação de conceitos de farmacovigilância, projetos de investigação em curso e os desafios da tradução de materiais educativos para estudantes brasileiros. O debate terminou com discussões sobre a importância dos nomes dos medicamentos genéricos nos cuidados de saúde e na segurança dos doentes, bem como planos para futuras colaborações e eventos no domínio das ciências farmacêuticas.

Leonardo Régis Leira Pereira, docente da FCFRP-USP e membro da Comissão INN da OMS, defendeu a inclusão da Denominação Comum Brasileira (DCB) nas atividades curriculares desde os primeiros anos da graduação. Segundo ele, familiarizar os estudantes com os princípios das denominações comuns é essencial para sua atuação ética e precisa na identificação, prescrição e dispensação de medicamentos.

Fabiana Rossi Varallo, também da FCFRP-USP e integrante da Câmara Técnica de Farmacovigilância da ANVISA, apresentou um panorama da evolução da farmacovigilância e sua transição para um enfoque ampliado, voltado à segurança do paciente e aos desfechos terapêuticos. Destacou os riscos envolvendo medicamentos LASA (sósias e sonoros), que podem levar a erros de medicação, e defendeu a integração formal da farmacovigilância nos currículos de graduação, com foco na prevenção, reconhecimento e notificação de eventos adversos.

Maria Olívia Barboza Zanetti, professora da FCFRP-USP e pesquisadora do grupo CEPAP (Centro de Estudos em Políticas e Assistência Farmacêutica), apresentou uma visão integrada das ações de ensino, extensão e pesquisa desenvolvidas na instituição. Destacou iniciativas como a Escola de Inverno, o podcast Código Farmacêutico, as pausas farmacêuticas e projetos de pesquisa centrados na análise de sinais de segurança, como o conduzido pela mestranda Lara Bortolato, em parceria com a Anvisa. Também ressaltou a importância da tradução dos materiais oficiais da Escola DCI para o português, como estratégia de inclusão e acessibilidade para o público acadêmico brasileiro.

Albert Figueras, professor da Universitat Autònoma de Barcelona e diretor do Centro Colaborador da OMS em Farmacoepidemiologia, reforçou a importância da acessibilidade linguística na formação global dos profissionais de saúde. Ele compartilhou experiências com a tradução de materiais educacionais sobre raízes e medicamentos farmacêuticos para diferentes idiomas — incluindo português, inglês e chinês —, visando atender à diversidade linguística de estudantes ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Sua fala evidenciou o valor da colaboração internacional para ampliar o alcance e a eficácia das estratégias de ensino.

A mesa-redonda foi encerrada com a reafirmação do compromisso dos participantes com a consolidação da Escola DCI/OMS-Brasil como um polo de referência na formação e capacitação técnica para a elaboração de diretrizes clínicas, nomenclatura farmacêutica, farmacovigilância e uso racional de medicamentos. A iniciativa busca promover uma atuação mais segura, científica e alinhada às necessidades da saúde pública nacional e global.

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17 jun 2025

Webinar sobre Cannabis Medicinal reúne 400 participantes. Realizado ontem, o evento “Da complexidade da planta à complexidade do tratamento com produtos da Cannabis” foi um Diálogo com a presença do Dr. Paulo Orlandi Mattos, Dr. Hilton Oliveira e a Drª Rachel Castilho

Complexidade da Cannabis Medicinal é Tema de Debate em Evento da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

Na tarde desta segunda-feira, 16 de junho de 2025, foi realizada mais uma atividade educacional do programa promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, com foco no eixo temático “Biodiversidade, Plantas Medicinais e Inovação”. O encontro, que reuniu especialistas e interessados em terapias baseadas em fitocomplexos, abordou os desafios científicos, clínicos e regulatórios do uso da cannabis sativa como planta medicinal.

Os palestrantes Dr. Hilton Oliveira dos Santos Filho e Dr. Paulo Eduardo Orlandi Matos conduziram reflexões sobre a complexidade da planta e os obstáculos enfrentados desde o cultivo até a prescrição clínica de produtos derivados da cannabis.

Segundo Dr. Hilton, é essencial compreender que, ao contrário de outros neurotransmissores, os canabinoides não estão armazenados em vesículas, mas são produzidos sob demanda pelo organismo — o que já sugere uma peculiaridade no seu mecanismo de ação.

Dr. Paulo Orlandi destacou a intricada composição fitoquímica da cannabis e a dificuldade em garantir a padronização dos seus derivados. “A planta é complexa, os produtos também são. E os médicos querem prescrever algo que conheçam bem, com mecanismos de ação definidos. Mas ainda faltam muitos estudos”, afirmou o especialista, ressaltando que até o dia da colheita pode impactar na concentração dos canabinoides e terpenos presentes.

Durante a atividade, também foi discutida a distinção entre fitoterápicos e medicamentos sintéticos, evidenciando que a produção de medicamentos à base de plantas requer um olhar mais atento à variabilidade natural dos compostos. “É diferente trabalhar com uma única molécula sintética e lidar com um fito complexo”, completou Orlandi.

Os palestrantes enfatizaram ainda a importância da farmacologia clínica, da regulamentação atualizada e de protocolos bem definidos para garantir segurança e eficácia na prescrição. Também citaram experiências internacionais, como o uso tradicional de fitoterápicos na Alemanha, contrastando com a preferência norte-americana por fármacos sintéticos — influência que ainda permeia o modelo brasileiro.

Ao fim da sessão, ficou clara a mensagem de que o debate sobre a cannabis medicinal está apenas começando e precisa ser conduzido com base em evidências científicas, respeitando a complexidade da planta, a diversidade dos pacientes e os princípios éticos da medicina.

gravação disponível a partir de 23.06.2025 no Canal ACFB no YouTube. Siga-nos no Canal.

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09 jun 2025

Painel Debate os Impactos da Nova Regulamentação do EaD na Formação em Saúde

São Paulo, 09 de junho de 2025 – Em um momento decisivo para o futuro da formação dos profissionais da saúde no Brasil, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil promoveu nesta segunda-feira o painel “A Nova Regulamentação do EaD e seus Efeitos nos Cursos na Área da Saúde”, como parte das atividades do eixo temático Educação em Ciências Farmacêuticas sob a coordenação da Acadêmica Silvia Storpirtis.

Com moderação do Acadêmico Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi – titular da Cadeira nº 48 da Academia e Diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Presbiteriana Mackenzie – o encontro teve como pano de fundo a recente publicação do Decreto nº 12.456, de 19 de maio de 2025, que institui a Nova Política Nacional de Educação a Distância (EaD). O novo marco legal reacendeu discussões sobre os limites da formação remota para profissões com alto grau de responsabilidade assistencial, como as da área da saúde.

O painel contou com a participação de especialistas de destaque no campo educacional e da saúde:

  • Prof.ª Dra. Amouni Mourad – Assessora Técnica do CRF-SP e Coordenadora do Curso de Farmácia do Mackenzie
  • Prof. Dr. Marcelo Fernandes – Vice-Coordenador da Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia (Regional São Paulo)
  • Prof.ª Zilamar Fernandes – Coordenadora do Fórum dos Conselhos Profissionais da Área da Saúde (FCPAS)

Os convidados trouxeram perspectivas críticas sobre o decreto, que, embora reconheça a necessidade de formação presencial para cursos como Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia, excluiu o curso de Farmácia dessa exigência. Essa omissão provocou um alerta entre os especialistas quanto à possível fragilização da formação técnica e ética dos farmacêuticos.

A Prof.ª Amouni Mourad destacou a degradação da qualidade na formação farmacêutica, alertando para a superficialidade dos processos educacionais mediados unicamente pela tecnologia. “Tecnologia deve ser meio, não fim. Saúde não se brinca. Precisamos de profissionais que entendam o corpo humano e a seriedade da responsabilidade que assumem”, afirmou.

O Prof. Dr. Marcelo Fernandes reforçou a importância da prática e da escuta ativa na formação em Fisioterapia, alertando que o distanciamento entre aluno e paciente provocado pelo EaD pode comprometer significativamente a qualidade do atendimento em saúde.

Já a Prof.ª Zilamar Fernandes expôs dados alarmantes: entre 2018 e 2025, o número de vagas em cursos da saúde cresceu 601%, sem o devido controle de qualidade, o que representa um grave risco à segurança sanitária nacional. “Estamos diante de um modelo de expansão descontrolada, impulsionado por interesses comerciais. Isso precisa ser enfrentado com responsabilidade social e compromisso ético”, declarou.

 

Questionados sobre os caminhos possíveis para mitigar os impactos negativos do novo decreto, os participantes apontaram a mobilização conjunta da sociedade civil organizada, a pressão política por revisão da norma, e ações de conscientização pública como prioridades. A Prof.ª Zilamar destacou a campanha de esclarecimento em andamento pelo FCPAS, com foco em sensibilizar tanto gestores públicos quanto a sociedade sobre os riscos do atual modelo.

 

A fala do moderador, Acad. Jan Carlo Delorenzi, sintetizou a necessidade de união entre educação e saúde: “Educação em saúde precisa caminhar alinhada e com qualidade. Se elas se dissociam, o prejuízo é de toda a sociedade.” Delorenzi também defendeu a aplicação de metodologias ativas e o fortalecimento do papel do professor como provocador e mediador do conhecimento.

 

gravação disponível – Assista a gravação no Canal ACFB no Youtube

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07 jun 2025

Apresentamos o Correspondente Estrangeiro Dr. José Manuel Correia de Sousa Lobo (Portugal), incorporado à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil em 5 de junho de 2025.

O Dr. José Manuel Correia de Sousa Lobo é Professor Catedrático da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (Portugal), onde leciona e investiga desde 1974, sendo uma das figuras mais proeminentes da área de Tecnologia Farmacêutica no país. Sua trajetória profissional se caracteriza pelo rigor científico, dedicação ao ensino superior e contribuição técnica à indústria farmacêutica.

Graduou-se em Ciências Farmacêuticas em 1973 e, em 1989, obteve o título de Doutor em Farmácia, com especialidade em Tecnologia Farmacêutica, pela mesma universidade. Em 1999, obteve o título de Agregado, consolidando sua excelência acadêmica. Desde 1997, atua como Professor Catedrático da Universidade do Porto, onde é responsável por disciplinas como Farmácia Galênica, Tecnologia Farmacêutica, Biofarmácia e Farmacocinética.

No campo da gestão universitária, ocupa, desde 2015, o cargo de Diretor da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. Antes disso, presidiu tanto o Conselho Científico quanto o Conselho Executivo da instituição em diferentes mandatos. É também Chefe do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica desde 2009 e Diretor do grupo de pesquisa MedTech, ligado à unidade UCIBIO do consórcio REQUIMTE — um dos maiores polos de investigação em Ciências Químicas e Biológicas em Portugal.

Sua atuação extrapola o ambiente universitário. Desde 1992, é consultor do Laboratório de Desenvolvimento Farmacêutico dos Laboratórios Bial, uma das principais indústrias farmacêuticas de Portugal. Tem presença marcante na regulamentação de medicamentos, sendo Membro da Comissão Europeia da Farmacopeia (EDQM) desde 1992 e Presidente da Comissão da Farmacopeia Portuguesa (Infarmed) desde 2012, após 19 anos como Vice-Presidente.

Como pesquisador e formador, orientou alunos de mestrado e doutorado, coordenou projetos científicos e foi convidado a lecionar em programas de formação especializada, como o Curso de Medicina Farmacêutica da Universidade de Aveiro, em colaboração com a autoridade reguladora portuguesa.

Além de sua sólida produção acadêmica e técnica, destaca-se também por sua atuação como Presidente do Conselho de Qualificação e Admissão da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, contribuindo ativamente para a valorização da profissão farmacêutica no país.

Sua incorporação à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, como Correspondente Estrangeiro, representa o reconhecimento de uma trajetória acadêmica, científica e regulatória exemplar, e reforça o intercâmbio entre instituições ibero-americanas comprometidas com o avanço das ciências farmacêuticas, da formação profissional e da inovação em saúde.

José Manuel Correia de Sousa Lobo – Correspondente Estrangeiro (Portugal) da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

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06 jun 2025

Apresentamos a Correspondente Estrangeira Pilar Aranda Ramírez (Espanha), incorporada à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil em 5 de junho de 2025.

A Dra. Pilar Aranda Ramírez, Doutora em Farmácia, é uma destacada pesquisadora e professora espanhola, que fez história ao se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de Reitora da Universidade de Granada — uma das mais antigas da Europa, com mais de cinco séculos de tradição acadêmica.

Atualmente, é Catedrática do Departamento de Fisiologia da Universidade de Granada, onde leciona há quase quarenta anos na Faculdade de Farmácia, na Faculdade de Ciências do Esporte e no Aula Permanente de Formação Aberta. Também desenvolve atividades docentes em outras universidades e instituições acadêmicas da Espanha — como a Universidade Autônoma de Madrid, a Universidade Autônoma de Barcelona e a Universidade Carlos III — e da América Hispânica, como a Universidade de Guadalajara (México), Universidade de Antioquia (Colômbia) e Universidade de Quito (Equador).

Sua atuação como pesquisadora concentra-se no Grupo de Pesquisa “Fisiologia Digestiva e Nutrição” e no Instituto Universitário de Nutrição e Tecnologia dos Alimentos da Universidade de Granada. Suas linhas de investigação incluem as interações entre fármacos e nutrientes, a avaliação do estado nutricional em populações em situações patológicas e a promoção de hábitos de vida saudável. Desde 2002, atua como Investigadora Principal em oito projetos e contratos de pesquisa.

No decorrer de sua carreira, acumulou uma expressiva produção científica, com diversas publicações em editoras e periódicos de prestígio e impacto internacional, além de ampla participação em congressos científicos nacionais e internacionais. A relação completa de sua produção pode ser consultada em seu Currículo Vitae.

Além de sua trajetória acadêmica, destaca-se também pela atuação em cargos de gestão universitária e políticas de pesquisa. Participou de Conselhos Diretores de importantes institutos e centros de investigação da Andaluzia, como o Centro Andaluz de Biologia do Desenvolvimento, o Centro Andaluz de Meio Ambiente e a Agência Andaluza do Conhecimento. Foi, ainda, secretária executiva da Comissão do Plano Andaluz de Pesquisa e da Fundação Euroárabe de Altos Estudos.

É Membro Titular da Academia Ibero-Americana de Farmácia, da Real Academia Veterinária da Andaluzia Oriental, da Academia Andaluza de Ciências Sociais e Ambientais e Membro Honorário da Real Academia de Medicina e Cirurgia da Andaluzia Oriental. Foi eleita Acadêmica Institucional da Real Academia Nacional de Farmácia da Espanha (RANF) e integra o Conselho Acadêmico da Academia Ibero-Americana de Farmácia.

Como Investigadora Principal, liderou nove projetos no âmbito do Plano Nacional de I+D da Espanha e dois voltados à Cooperação para o Desenvolvimento, com destaque para os estudos sobre qualidade de vida e hábitos nutricionais, psicosociais e de atividade física em mulheres perimenopáusicas, além de dois projetos de cooperação com associações de mulheres no Marrocos. Também colaborou em dois projetos europeus no âmbito do Programa-Quadro da União Europeia e em oito projetos do Plano Nacional de Pesquisa Científica e Técnica.

Sua incorporação à Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, como Correspondente Estrangeira, representa não apenas o reconhecimento de sua trajetória científica e institucional, mas também o fortalecimento dos laços entre comunidades acadêmicas ibero-americanas, em favor do avanço do conhecimento em saúde, farmácia e nutrição.

Pilar Aranda Ramírez – Correspondente Estrangeira (Espanha) da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

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06 jun 2025

Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil realiza solene de posse de membros correspondentes estrangeiros

São Paulo, 5 de junho de 2027 – Em uma sessão solene telemática realizada na tarde de hoje, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil recebeu oficialmente dois novos membros correspondentes estrangeiros: a professora Pilar Aranda Ramírez, reitora da Universidade de Granada, na Espanha, e o professor José Manuel Correia de Sousa Lobo, respeitado docente e regulador da área farmacêutica, nascido em Moçambique e radicado em Portugal.

A cerimônia, conduzida pelo acadêmico Henrique Suzuki, titular da Cadeira nº 2 e Mestre de Cerimônias, contou com uma mesa diretora composta por lideranças da área farmacêutica: o presidente da Academia, Dante Alario Júnior; os presidentes eméritos Acácio Alves de Souza Lima Filho, Lauro Domingos Moretto e Michel Kfouri Filho; além de autoridades internacionais como Félix Carvalho (Portugal) presidente da Seção Regional Norte da Ordem dos Farmacêuticos de Portugal, Agustin García Asuero (Espanha), presidente da Academia Iberoamericana e Agostinho Franklim Pinto Marques (Portugal), presidente da Academia de Ciências Farmacêuticas de Portugal.

Em sua fala de abertura, Dante Alario Júnior ressaltou o fortalecimento dos vínculos acadêmicos entre Brasil, Espanha e Portugal:

“Os laços fraternos que nos unem às entidades acadêmicas ibéricas têm propiciado um intercâmbio cordial e profícuo. Queremos fortalecer essas conexões por meio de contribuições científicas e sociais nas ciências farmacêuticas.”

Pilar Aranda Ramírez: reitora, cientista e referência ibérica em nutrição

Apresentada em discurso de Saudação pelo acadêmico Lauro Domingos Moretto, a professora Pilar Aranda Ramírez teve sua trajetória exaltada como um exemplo de liderança feminina na ciência e na gestão universitária. Licenciada em Farmácia e Ciências Biológicas e doutora em Farmácia pela Universidade de Granada, Pilar atua ativamente em instituições científicas, como a Sociedade Espanhola de Nutrição.

“Dra. Pilar Aranda representa uma liderança ibérica nas ciências farmacêuticas. Estamos honrados com sua incorporação e certos de que contribuirá com nossa missão de promoção científica”, afirmou Moretto.

A entrega do colar e diploma acadêmico foi feita por Agustin García Asuero, em nome da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

Na sequência, Pilar apresentou a mini-conferência “La dieta mediterránea: Clave para una vida saludable”, em que destacou os benefícios comprovados do padrão alimentar mediterrâneo na prevenção de doenças crônicas e promoção do bem-estar. Ela ressaltou a importância da educação nutricional e da valorização dos hábitos culturais alimentares como ferramentas de saúde pública.

Sousa Lobo: da farmácia em Moçambique à regulação em Portugal

O segundo homenageado foi o professor José Manuel Correia de Sousa Lobo, cuja saudação foi feita pela Acadêmica Nilce Cardoso Barbosa. Nascido em Lourenço Marques (atual Maputo, Moçambique), Sousa Lobo tem raízes familiares profundas na farmácia e construiu uma sólida carreira como educador e regulador de medicamentos.

“Sua trajetória conecta Brasil, Portugal e África de maneira exemplar. Que sua entrada nesta Academia represente o início de uma colaboração frutífera em prol das ciências farmacêuticas dos países lusófonos”, declarou Nilce Barbosa.

Com a transmissão realizada da Academia de Ciências Farmacêuticas de Portugal, o Dr. Franklim Marques, realizou a aposição do colar acadêmico, e do professor Félix Carvalho, responsável pela entrega do diploma, ambos m nome da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

O Professor Sousa Lobo ministrou a mini-conferência “Regulamentação de Medicamentos – Um Contributo”, abordando os novos desafios da regulação farmacêutica diante das rápidas transformações tecnológicas e científicas. Ele defendeu critérios claros e rigorosos, com base interdisciplinar, para assegurar medicamentos seguros e eficazes, destacando o papel emergente da inteligência artificial nesse processo.

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03 jun 2025

Empreendedorismo e Inovação em Foco: Palestra do Professor Carlos Alberto Tagliati para Eixo Temático de Análises Clínicas e Toxicológicas

Na noite de 2 de junho de 2025, o Eixo Temático de Análises Clínicas e Toxicológicas promoveu palestra “Empreendedorismo e Inovação: desafios à vista”, ministrada pelo professor Carlos Alberto Tagliati, docente titular de Toxicologia na Faculdade de Farmácia da UFMG. O evento telemático reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais interessados nas transformações do mercado e no papel estratégico da inovação nas ciências farmacêuticas.

Com um currículo de destaque — mestrado e doutorado pela USP, pós-doutorado em Harvard, além de experiência como empreendedor e coordenador do mestrado profissional ITPI — Tagliati trouxe uma análise crítica e abrangente sobre o cenário atual do empreendedorismo científico no Brasil.

A palestra começou com uma reflexão sobre como o empreendedorismo deixou de ser uma alternativa e passou a ser uma necessidade tanto para os profissionais do mercado quanto para pesquisadores acadêmicos. “Hoje, o empreendedorismo é cultura. É mudança de mentalidade”, destacou o palestrante, reforçando a urgência de inserir esse pensamento desde a formação básica até o ensino superior.

Tagliati pontuou o avanço institucional no tema, lembrando que, desde 2021, o Senado aprovou a inclusão formal do empreendedorismo e da inovação nos currículos escolares. No entanto, alertou para alguns retrocessos, como a queda do Brasil no ranking global de produção científica — que passou da 11ª para a 13ª posição entre 2021 e 2024 —, e ressaltou a importância de transformar conhecimento em soluções aplicáveis à sociedade.

 

Durante a apresentação, o professor também destacou a força das universidades brasileiras no campo do empreendedorismo. Segundo ele, a USP, Unicamp, Viçosa e UFMG lideram o ranking das instituições mais empreendedoras do país, demonstrando que a academia tem se esforçado para reduzir a distância entre pesquisa e mercado. No caso da UFMG, salientou a existência de programas e disciplinas voltadas exclusivamente para a inovação e o empreendedorismo tecnológico, o que mostra um comprometimento crescente com a formação transdisciplinar dos alunos.

 

“O desenvolvimento da bioinformática, por exemplo, só foi possível pela união entre diferentes áreas, como matemática, estatística, ciência da computação e biologia. A palavra-chave hoje é transdisciplinaridade”, reforçou.

 

Ao fim da palestra, o professor Carlos Tagliati reforçou que, especialmente na área farmacêutica, as oportunidades são vastas para aqueles que souberem unir ciência, criatividade e visão de mercado. “O exemplo da Unicamp mostra que é possível transformar pesquisa de ponta em negócios de impacto. A inovação nasce da capacidade de conectar ideias, pessoas e propósitos.”

O evento foi mais uma iniciativa relevante dentro do Eixo Temático de Análises Clínicas e Toxicológicas, promovendo debates sobre os rumos da ciência brasileira e incentivando uma nova geração de profissionais a pensar de forma empreendedora.

 

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21 maio 2025

Simpósio Vacinas & Vacinação pela Saúde Universal

Realizado em 21 de maio de 2025, o Simpósio Vacinas & Vacinação pela Saúde Universal aconteceu em formato híbrido e contou com a participação de seis renomados conferencistas, que abordaram o tema para um público de mais de 500 participantes.

O evento integrou o calendário comemorativo do Centenário da Academia Brasileira de Ciências Farmacêuticas e esteve alinhado ao tema do Dia Mundial da Saúde de 2025 — “Começos saudáveis, futuros esperançosos”. Reuniu especialistas de destaque da área da saúde para discutir os principais desafios, inovações tecnológicas e perspectivas estratégicas relacionadas à vacinação no Brasil.

A abertura oficial foi conduzida pelo Dr. Dante Alario Junior, presidente da ABCF, que destacou a importância do tema diante da queda nas taxas de vacinação e do aumento das dúvidas quanto à segurança e eficácia das vacinas. Também enalteceu o papel das instituições públicas, como o Instituto Butantan e a Fiocruz, fundamentais na produção nacional de imunizantes.

Conferência 1 – Vacinas e Vacinação no contexto do Dia Mundial da Saúde de 2025

Palestrante: Dr. Gonzalo Vecina Neto – Professor da Faculdade de Saúde Pública da USP
O Dr. Vecina Neto apresentou uma análise crítica das recentes políticas de corte nos orçamentos da saúde pública, especialmente nas campanhas de vacinação, o que tem comprometido a cobertura vacinal no país. Reforçou a necessidade de vontade política para sustentar as instituições de pesquisa e garantir a autonomia do Brasil na produção de vacinas.

Conferência 2 – Ciência e Tecnologia: Inovações recentes no desenvolvimento de vacinas

Palestrante: Dr. Esper Kallás – Diretor do Instituto Butantan
Dr. Kallás ofereceu uma visão abrangente das tecnologias vacinais, das tradicionais (atenuadas e inativadas) às mais modernas, como as vacinas de mRNA. Apresentou os avanços do Instituto Butantan, que desenvolve imunizantes para doenças como gripe, HPV e dengue, e investe em pesquisas para novas vacinas, como contra a gripe aviária. Enfatizou a importância da inovação contínua e da capacidade técnica para enfrentar futuras ameaças à saúde.

Conferência 3 – Panorama do Programa Nacional de Imunizações (PNI)

Palestrante: Eder Gatti Fernandes – Diretor do PNI
Eder Gatti fez um balanço positivo da atuação histórica do PNI, responsável pela eliminação de diversas doenças e pela ampliação da cobertura vacinal. No entanto, também apontou desafios como as dificuldades de acesso, restrições orçamentárias e a complexidade da gestão de dados. Ressaltou a importância do microplanejamento e da preparação para possíveis surtos, como o de sarampo.

Conferência 4 – Hesitação Vacinal: Combate à desinformação e promoção da confiança nas vacinas

Palestrante: Dr. Renato Kfouri – Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM)
O Dr. Kfouri abordou a hesitação vacinal como um fenômeno multifatorial, influenciado pela desinformação, pela percepção de riscos e pela falta de confiança nos benefícios da vacinação. Destacou o papel estratégico dos profissionais de saúde como fonte confiável de informação e a necessidade de campanhas educativas contínuas para reverter esse cenário.

Conferência 5 – A participação das Farmácias na cobertura vacinal brasileira

Palestrante: Sérgio Mena Barreto – CEO da Abrafarma
Mena Barreto apresentou o crescimento da atuação das farmácias como agentes de saúde, com a rede da Abrafarma desempenhando papel relevante na vacinação e testagem durante a pandemia de COVID-19. Expôs dados sobre a estrutura instalada e destacou experiências internacionais como referência para a ampliação da vacinação no âmbito farmacêutico no Brasil.

Conferência 6 – Desafios e caminhos para o registro de vacinas no Brasil: entre a inovação e a regulamentação

Palestrante: Dra. Meiruze Souza Freitas – Especialista da Anvisa
A conferência final tratou do complexo processo regulatório para o registro de vacinas no país. A Dra. Meiruze destacou os desafios dos ensaios clínicos, a necessidade de agilidade nos processos e a importância da regulamentação baseada em risco. Foram abordados também os aspectos éticos das autorizações emergenciais e a necessidade de maior transparência e colaboração internacional.

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20 maio 2025

Evento debate uso de evidências do mundo real no desenvolvimento de novos medicamentos

O Eixo Temático de Pesquisa Farmacêutica, Toxicológica e Clínica promoveu, no dia 19 de maio de 2025, a palestra “Estudos de Evidências do Mundo Real no Desenvolvimento de Novos Medicamentos ou Novas Indicações”, reunindo profissionais da área para discutir um tema cada vez mais relevante no cenário regulatório e científico. O evento foi realizado pela plataforma Zoom e contou com a mais de 1.300 inscritos.

A apresentação foi conduzida por Gustavo Mendes, Diretor Sênior de Assuntos Regulatórios para a América Latina na Eli Lilly and Company, que abordou a recente iniciativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o lançamento de um guia que orienta a condução de estudos com evidências do mundo real (EMRs) para apoiar o desenvolvimento de novos medicamentos ou novas indicações terapêuticas.

Durante a palestra, Mendes destacou que o novo guia da Anvisa define os requisitos técnicos necessários para comprovar a segurança e a eficácia de medicamentos com base em dados do mundo real — aqueles obtidos fora dos ambientes controlados de ensaios clínicos tradicionais. O documento fornece diretrizes detalhadas para a coleta, análise e uso desses dados, oferecendo um novo caminho para a inovação no setor farmacêutico.

“A inclusão das EMRs no processo regulatório representa um avanço significativo. É uma oportunidade de acelerar o desenvolvimento de terapias, com maior proximidade da realidade dos pacientes e sistemas de saúde”, ressaltou Mendes.

A utilização de dados do mundo real vem ganhando destaque globalmente, especialmente por permitir a geração de evidências em contextos clínicos mais amplos e diversos. Com a iniciativa, a Anvisa se alinha às práticas de outras agências internacionais, como a FDA (EUA) e a EMA (Europa), que já vêm adotando abordagens semelhantes.

O evento reforçou a importância da atualização contínua da indústria farmacêutica e dos profissionais regulatórios diante das transformações do setor. A palestra fez parte da programação temática dedicada à pesquisa e inovação, dentro de uma agenda voltada para o fortalecimento da ciência e da saúde pública no Brasil.

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19 maio 2025

Presidente da Real Academia de Farmácia da Catalunha, Excelentíssimo Dr. Joan Permanyer Fàbregas, é incorporado como Correspondente Estrangeiro da Academia e Ciências Farmacêuticas do Brasil fortalecendo os laços entre as duas instituições.

A cerimônia solene de posse foi realizada no dia 16 de maio de 2025, em formato telemático, e contou com a participação de membros da Academia e convidados especiais.

O Professor Dr. Permanyer compartilhou sua expertise por meio da miniconferência: “Colágeno como complemento alimentício: mitos e realidades”

Acesse a apresentação pelo link

Dr. Joan Permanyer Fàbregas

Graduado e Doutor em Farmácia pela Universidade de Barcelona, onde foi agraciado com o Prêmio Extraordinário de Licenciatura e de Doutorado, é também Diplomado em Saúde Pública e em Educação em Alimentação e Nutrição pelo Ministério da Saúde e Segurança Social da Espanha. Sua formação inclui ainda o Programa de Desenvolvimento de Diretores (PDD) do IESE – Universidade de Navarra – e o reconhecimento como Farmacêutico Especialista em Análise e Controle de Medicamentos e Drogas.

Acadêmico Correspondente da Real Academia Nacional de Farmácia desde 2023, construiu uma carreira acadêmica expressiva como Professor Titular do Departamento de Nutrição e Bromatologia da Faculdade de Farmácia da Universidade de Barcelona, ministrando disciplinas como Análise e Controle de Medicamentos, Controle de Qualidade de Alimentos, Gestão da Qualidade e Legislação Alimentar, entre outras. É autor de mais de 40 artigos científicos e participou de mais de 55 congressos e mesas-redondas.

No campo profissional, exerceu cargos de alta responsabilidade em empresas líderes, como os Laboratórios Dr. Andreu S.A., Nutrexpa S.A. e Laboratórios Ordesa. Foi Diretor Geral da Unidade de Negócio Cola Cao do Grupo Nutrexpa, além de Diretor Técnico do grupo, com atuação nas áreas de Pesquisa e Desenvolvimento e Qualidade. Atualmente, integra o Comitê Executivo e ocupa a Vice-Presidência da Associação Espanhola do Setor de Doces.

Desde 2013, é Acadêmico Titular da Reial Acadèmia de Farmàcia de Catalunya, onde também exerceu as funções de Tesoureiro (2018–2022) e, desde janeiro de 2023, atua como seu Presidente.

O Acadêmico titular Marco Antonio Stephano conduziu a solenidade como mestre de cerimônias e anunciou a mesa diretora composta pelo Presidente Emérito e atual Diretor Tesoureiro, Acadêmico Michel Kfouri Filho, que na Solenidade representou o Presidente Acadêmico Dante Alario Junior, Acadêmico Lauro Domingos Moretto, Presidente Emérito e atual Primeiro Secretário da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Acadêmico Acácio Alves De Souza Lima Filho, Presidente Emérito e atual membro do Conselho Fiscal da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Acadêmico Agustin Garcia Assuero, Presidente da Academia Iberoamericana de Farmácia e Membro Correspondente da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Dra. Angela Dominguez, Vice-Presidente da Real Academia de Farmácia da Catalunha, neste Ato ocupando a Presidência; Dr. Pere Berga, Vice-Secretário da Real Academia de Farmácia da Catalunha, sentado à esquerda da Vice-Presidente, Dr. Francesc Treserra, Tesoureiro da Real Academia de Farmácia da Catalunha, sentado à direita da Vice-Presidente e  Dr. José Maria Ventura Ferrero, Delegado para Relações Internacionais da Real Academia de Farmácia da Catalunha e Acadêmico Correspondente Estrangeiro da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

Acadêmico Michel Kfouri Filho abriu a cerimônia destacando os Laços Fraternos que unem as Entidades Acadêmicas por longa data, e que propicia um intercambio extremamente cordial e profícuo para todos.

O Acadêmico Lauro Domingos Moretto proferiu o discurso de apresentação e saudação ao Dr. Joan Permanyer Fàbregas.

Acesse o discurso.

 

Acesse a gravação da solenidade.

Assista a gravação pelo Canal ACFB no YouTube 

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