04 mar 2026

Lançamento do livro “Dos Venenos aos Remédios” reúne comunidade científica no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil

No dia 4 de março de 2026, o Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, sede da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, foi palco do lançamento da obra Dos Venenos aos Remédios: Trinta Anos de Resiliência, Empreendedorismo & Inovação. O evento, realizado das 17h às 20h30, reuniu acadêmicos, pesquisadores, estudantes e representantes do setor farmacêutico em uma celebração marcada por emoção, memória e reconhecimento à ciência brasileira.

A obra é assinada por Ana Sílvia Sartori Barraviera Seabra Ferreira, Benedito Barraviera, Leandro Rocha, Letícia Araújo da Cunha e Rui Seabra Ferreira Jr.. Destaca-se que os professores Benedito Barraviera e Rui Seabra Ferreira Jr. são Acadêmicos Titulares da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, conferindo à publicação um significado ainda mais especial para a instituição.

O livro reúne depoimentos de quase uma centena de colaboradores e resgata a trajetória e o legado de mais de três décadas de atuação do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap), centro de pesquisa e inovação vinculado à Universidade Estadual Paulista.

O evento contou ainda com a presença e o prestígio dos Acadêmicos Lauro Domingo Moretto e Acácio Lima, Presidentes Eméritos da Academia, além do Acadêmico Celso Caricati e o Tesoureiro Geral, Academico Marco Antonio Stephano, reforçando a relevância institucional do evento.

Os autores destacaram os desafios enfrentados desde a criação do Cevap, nascido no interior de uma universidade pública, e sua consolidação como referência nacional e internacional na pesquisa translacional, no desenvolvimento de produtos estratégicos e na geração de conhecimento de impacto global. Em um país que ainda depende da importação da maioria dos seus medicamentos, a história do Cevap demonstra que é possível produzir ciência de fronteira, com inovação, empreendedorismo e compromisso social.

Mais do que um registro histórico institucional, a publicação se apresenta como um verdadeiro manual de persistência, resiliência e coragem. A narrativa evidencia como a combinação entre visão científica, gestão estratégica e dedicação coletiva pode transformar limitações estruturais em oportunidades de crescimento e protagonismo.

Durante o evento, os participantes puderam interagir com os autores, compartilhar memórias e refletir sobre os caminhos da ciência farmacêutica no Brasil.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil parabeniza os autores pela relevante contribuição à memória científica nacional

 

 

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03 mar 2026

Webinar abre calendário de 2026 com debate aprofundado sobre o papel do laboratório clínico no diagnóstico das leucemias agudas

No dia 2 de março de 2026, a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil deu início ao seu calendário anual de atividades com um webinar do eixo temático de Análises Clínicas e Toxicológicas. O encontro, realizado de forma virtual, reuniu acadêmicos, profissionais e estudantes para discutir o tema “O papel do laboratório clínico no diagnóstico das leucemias agudas: uma visão atualizada da OMS e ICC”.

A moderação foi conduzida pelo Acadêmico Titular Adilson Kleber Ferreira, coordenador do eixo temático, que destacou a importância do programa educacional da Academia — iniciativa gratuita viabilizada pelo apoio de mantenedores do setor farmacêutico — e reforçou o compromisso institucional com a atualização científica contínua.

A palestra principal foi ministrada pelo Acadêmico Titular Raimundo Antônio Gomes Oliveira, professor associado da Universidade Federal do Maranhão, pesquisador em onco-hematologia e referência nacional em mielograma, imunofenotipagem e citometria de fluxo.

 

Integração diagnóstica: morfologia, imunofenotipagem e genética molecular

Ao longo de sua exposição, o professor Raimundo apresentou uma análise abrangente e didática sobre os fundamentos e as atualizações das classificações das leucemias agudas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a International Consensus Classification (ICC).

Um dos pontos centrais abordados foi a mudança de paradigma no diagnóstico das leucemias agudas. Tradicionalmente, o critério morfológico de ≥20% de blastos na medula óssea ou no sangue periférico definia a doença. Contudo, a partir das atualizações de 2022, determinadas alterações genéticas recorrentes permitem o diagnóstico de leucemia aguda mesmo com percentual inferior a 20% de blastos — e, segundo a ICC, em alguns casos com limite reduzido para 10%.

O palestrante enfatizou que:

  • A morfologia continua indispensável, especialmente para a contagem de blastos;
  • A imunofenotipagem define a linhagem celular (mieloide, linfoide B, linfoide T ou fenótipo misto);
  • A genética molecular estratifica prognóstico e direciona terapias-alvo;
  • A integração com dados clínicos é determinante, sobretudo na distinção entre leucemias primárias e secundárias.

Segundo o especialista, “não existe diagnóstico isolado por técnica única”. O laboratório moderno deve operar sob uma lógica multivariada, integrando clínica, morfologia, citometria de fluxo e biologia molecular.

Leucemia aguda: conceito biológico e desafios diagnósticos

Durante o webinar, foi reforçado que, na onco-hematologia, o conceito de “agudo” não está necessariamente relacionado à velocidade de evolução clínica, mas ao bloqueio maturativo na hematopoese.

O professor também alertou para equívocos frequentes na rotina laboratorial:

  • Nem toda leucemia aguda cursa com leucocitose importante;
  • Pancitopenia sem blastos circulantes não exclui diagnóstico;
  • O mielograma permanece essencial quando há citopenias inexplicadas;
  • A contagem morfológica de blastos não deve ser substituída pela citometria de fluxo, conforme orientam OMS e ICC.

Foi discutida ainda a importância da avaliação de possíveis discrepâncias entre sangue periférico e medula óssea, especialmente em casos de hemodiluição do aspirado medular.

 

Leucemia Promielocítica Aguda: urgência diagnóstica

Um dos momentos de maior ênfase da apresentação foi a discussão da Leucemia Promielocítica Aguda (LPA), associada ao rearranjo PML-RARA.

O professor destacou a necessidade de reconhecimento morfológico rápido dos promielócitos neoplásicos — inclusive nas bordas do esfregaço — devido ao risco de complicações hemorrágicas graves e morte precoce. A identificação precoce permite início imediato de terapias específicas, como ATRA e trióxido de arsênio.

Também foram abordadas variantes moleculares menos comuns, reforçando que a ausência do rearranjo clássico não exclui o diagnóstico e exige investigação genética ampliada.

 

Classificação atual: evolução histórica e aplicação prática

O palestrante contextualizou que as classificações atuais são resultado de décadas de avanços científicos, incorporando descobertas citogenéticas desde a década de 1970, como:

  • Translocação t(8;21);
  • Inversão do cromossomo 16;
  • Cromossomo Filadélfia;
  • Rearranjos envolvendo KMT2A.

Ele destacou que a antiga classificação FAB permanece como base morfológica quando não há alterações genéticas definidoras, mas que, sempre que uma alteração molecular específica é identificada, o diagnóstico passa a ser definido geneticamente — com implicações diretas no prognóstico e no tratamento.

Interação e discussão de casos

Na sessão de perguntas, foram debatidos encaminhamentos diante de hemogramas com anemia, leucopenia com neutropenia e plaquetopenia. O professor reforçou que pancitopenias devem sempre ser investigadas com estudo medular completo, incluindo correlação obrigatória com o hemograma, conforme preconizam OMS e ICC.

Foi ressaltada a importância do controle pré-analítico e da análise crítica de possíveis discrepâncias entre sangue periférico e aspirado medular.

 

Assista a gravação na íntegra no Canal ACFB no YouTube 

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02 mar 2026

Apresentamos oficialmente o Acadêmico Honorário Spartaco Astolfi

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oficializou a incorporação do Dr. Spartaco Astolfi Filho como Acadêmico Honorário da instituição. A cerimônia foi realizada em 27 de fevereiro de 2026, no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, no Auditório Lauro Domingos Moretto, na sede da entidade, em São Paulo (SP).

O título de Acadêmico Honorário é concedido a personalidades de reconhecida contribuição para o avanço das Ciências Farmacêuticas no país, destacando trajetórias de excelência acadêmica, científica e profissional. A incorporação do Dr. Spartaco Astolfi Filho reforça o compromisso da Academia com a valorização de pesquisadores que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

 

Acadêmico Honorário Spartaco Astolfi Filho

Patrono: Josef Ernest Thiemann
Saudação realizada pelo Orador Acad. Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi

Conduzente: Acad. Ana Cláudia Camargo Miranda
Indicação: Acad. Henry Jun Suzuki, Acad. Acácio Alves de Souza Lima Filho e Acad. Lauro Domingos Moretto.

 

Natural de Oswaldo Cruz (SP), Alta Paulista, onde todo ensino fundamental ocorreu em instituições públicas em sua cidade natal. Contribuíram em sua alfabetização suas queridas irmã Genicley e tia Noely, excelentes professoras normalistas (técnicas em educação). Já desde essa época colecionava pequenos animais e plantas, fascinado pela beleza da natureza. Seu gosto pela genética veio via seu irmão mais velho Gutenberg que era dentista e professor de genética. Cursou o segundo grau na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEX) onde recebeu ensino de excelência, em especial na área exata. As vezes se lembra que nessa escola calculou, na prática da disciplina de química, usando Ampola de Crookes, relação carga/massa do elétron. No ano que concluiu o segundo grau foi o primeiro colocado de um concurso de bolsas de estudos para universidade organizado pelo curso preparatório ao vestibular: Adolfo Lutz-Regente e Exato realizado em toda região de Campinas (SP).

Não seguiu a carreira militar e ingressou na Universidade de Brasília em 1972 concluindo o curso de bacharelado em Ciências Biológicas, Habilitação Molecular em 1975. Teve o privilégio de estudar com professores cientistas de excelência as disciplinas da área de bioquímica e biologia molecular do Departamento de Biologia Celular e fazer a iniciação científica sob orientação do Professor Dr. Waldenor Barbosa de Cruz e tendo como sua orientadora acadêmica a Professora Dra. Celina de Oliveira Martin. Integrou na iniciação científica um grupo que purificava hormônio de crescimento humano (hGH), a partir de hipófises coletadas no IML, para estudar ligação do hormônio com membranas de diferentes células e tecidos e entender o seu mecanismo de ação, porém quando demandado a desenvolver a tecnologia de produção do hGH pela Central de Medicamentos, para tratamento do nanismo, o fez com presteza e competência Em outras palavras era um grupo dedicado a desenvolver ciência mas também contribuir com o desenvolvimento tecnológico brasileiro. No final de seu curso de bacharelado participou de dois concursos, no âmbito da UnB, denominados de “Desafios de Matemática” e foi campeão dos dois, recebendo uma coleção de livros e um quantia em dinheiro como prêmio e foi convidado pelos professores do programa de pós-graduação em matemática em mudar de área, mas nesse momento estava já consolidado sua paixão pela biologia molecular. Em 1976 ingressou no Mestrado em Biologia Molecular na UnB onde sob orientação do Dr. Eugen Gander defendeu sua dissertação intitulada “Estudos sobre o núcleo do Trypanosoma cruzi” em 1978, tendo descrito a estrutura da cromatina desse microrganismo patógeno.

No final de seu Curso de Mestrado foi contratado pelo Departamento de Biologia Celular (UnB) como Auxiliar de Ensino para lecionar Biologia Molecular, quando iniciou então sua carreira como docente universitário. Em seguida começou  a implantação das recentes técnicas de “Engenharia Genética” na UnB, passando também a lecionar a disciplina com o mesmo nome.  Em dezembro de 1981, já como Professor Assistente foi estagiar por 3 meses no Instituto Suíço de Pesquisas Experimentais sobre o Câncer (ISREC), no grupo do Dr. Ueli Schibler, quando clonou e analisou a expressão de diferentes genes de alfa-amilases de camundongo e reforçou seu conhecimento sobre extração e manipulação de sequências de ácidos nucleicos, bem como de regulação da expressão gênica.

De volta ao Brasil foi convidado pela Professora Dra. Ana Clara Guerrini Schenberg da USP, para participar do projeto Mandiol, que visava a construção de leveduras de cerveja capazes de hidrolisar e fermentar substratos amiláceos. Dessa interação resultou em uma levedura recombinante capaz de expressar alfa-amilase de camundongo (publicado no periódico Nature Bio/technology 4: 311-316, 1986), o que foi considerado um marco por ter sido a primeira expressão em nosso País de um gene eucariótico em uma hospedeira também eucariótica, a partir dessa colaboração foi criada uma profícua linha de pesquisa que se estende até os dias de hoje.

No período de 1979 a 1987 foi coordenador do curso de Graduação em Ciências Biológica e iniciou a orientação de mestrandos pelo curso de Mestrado em Biologia Molecular da UnB, sendo que em 1987 concluiu seu doutorado pelo Instituto de Biofísica da UFRJ, sob a orientação do Professor Dr. João Lúcio de Azevedo e Professora Dr. Ana Clara G. Schenberg, defendendo tese intitulada “Construção de um clone de Saccharomyces cerevisiae capaz de sintetizar e secretar alfa-amilase pancreática de camundongo”. Em seguida realizou pós-doutoramento no “Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade de Manchester – UMIST” sob mentoria do Professor Dr S. G. Oliver, quando isolou e caracterizou o cDNA do gene de glicoamilase de Aspergillus awamori”, que foi também clonado e expresso na levedura de cerveja.

Em 1988 a convite da BIOBRÁS – Bioquímica do Brasil S.A estabeleceu-se um Acordo de Cooperação entre a UnB e a BIOBRÁS para o “Desenvolvimento da Tecnologia de Produção de Insulina Humana por Engenharia Genética e Fermentação Microbiana”, dessa interação foi desenvolvido o primeiro biofármaco brasileiro por esse tipo moderno de biotecnologia (Patente  USA nº 6.068.993).

Em 1992 atuou em um projeto de colaboração entre a UnB e o Centro de Biotecnologia da UFRS que resultou na tecnologia de produção de Taq DNA Polimerase, a enzima mais usada em diagnóstico molecular e engenharia genética. Essa enzima passou ser produzida pelo CenBiot e isso ajudou muito a disseminação da técnica de PCR no Brasil como consequência da disponibilidade da enzima e a diminuição drástica doseu preço devido à concorrência.

Em 1995 a convite da UFAM, com intuito de desenvolver a biotecnologia no Estado do Amazonas, passou seu período de licença sabática como Professor Visitante do Instituto de Ciências Biológicas e do Centro de Apoio Multidisciplinar dessa universidade. Em 1997 ingressou no quadro da UFAM, via concurso público, como Professor Titular de Biotecnologia. Lá chegando juntamente com inúmeros colaboradores, atuou dentre outras, nas seguintes vertentes:

– Melhoria das disciplinas das áreas moleculares, introduzindo atividades práticas;
– Oferecendo  4 vezes o Curso de Especialização em Biotecnologia;
– Criando o Curso de Técnico de Nível Superior em Biotecnologia;
– Criando o Curso de Graduação Tecnológica em Biotecnologia;
– Organizando e coordenando a Rede Genômica da Amazônia Legal (REALGENE);
– Idealizando e criando o Programa Multi-Institucional de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBIOTEC – Mestrado e Doutorado);
– Implantando o Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede Bionorte (PPG-BIONORTE – Doutorado em toda Amazônia Legal).
– Idealizando e implantando o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), hoje denominado de Centro de Bionegócios da Amazônia.

Em 2005 foi convidado pela Cristália – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda, para como assessor/consultor planejar a Divisão de Biotecnologia Farmacêutica e integrar o Conselho Científico da empresa. Em 2007 foi assinado um Acordo de Desenvolvimento Tecnológico entre a Cristália e UFAM para desenvolver a “Tecnologia de Produção do Hormônio de Crescimento Humano (hGH) por Engenharia Genética e Fermentação Microbiana”.  Esse biossimilar nacional teve seu registro aprovado pela ANVISA em 2019 e no mesmo ano chegou ao mercado com o nome de Criscy.  Em colaboração com a FIOCRUZ via PDP praticamente todo hGH distribuído pelo SUS provém deste nosso produto. Concomitantemente a Cristália desenvolveu a Tecnologia de Produção da enzima Colagenase a partir de um microrganismo isolado de solo brasileiro, atuando desde o isolamento do microrganismo, desenvolvimento da tecnologia, até a obtenção da autorização da ANVISA e lançamento no mercado (Patente USA nº 010.597.632B2). No momento a empresa desenvolve outros bioprodutos visando inovação radical para questões de grande relevância para a saúde pública.

Durante a pandemia, para atuar no seu combate, construiu na UFAM um Laboratório de nível 2B2 de biossegurança,  para que o grupo pudesse colaborar no desenvolvimento e aplicação de metodologias de diagnóstico do SARS CoV-2 baseadas tanto em procedimentos de biologia molecular como imunológicos.

Orientou até o momento 80 dissertações, 50 teses e publicou 150 artigos científicos. Obteve a concessão de 13 patentes de invenção e recebeu diversas distinções, prêmios e horarias.

Aposentou-se em 2017 como Professor Titular de Engenharia Genética do Departamento de Genética e recebeu em seguida o honroso título de Professor Emérito. Continua atuando até o momento na UFAM como Professor Titular Visitante, Docente do PPGBIOTEC e do PPG-BIONORTE e membro do seu Conselho Diretor, na Cristália continua como membro do Conselho Científico. Recentemente ingressou na área empresarial atuando na criação e consolidação de 2 startups: a Norte Genômica – Soluções Moleculares e a EteRNA Biotech.

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01 mar 2026

Apresentamos oficialmente o Acadêmico Honorário João Batista Calixto – Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil oficializou a incorporação do Dr. João Batista Calixto como Acadêmico Honorário da instituição. A cerimônia foi realizada em 27 de fevereiro de 2026, no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, no Auditório Lauro Domingos Moretto, na sede da entidade, em São Paulo (SP).

O título de Acadêmico Honorário é concedido a personalidades de reconhecida contribuição para o avanço das Ciências Farmacêuticas no país, destacando trajetórias de excelência acadêmica, científica e profissional. A incorporação do Dr. João Batista Calixto reforça o compromisso da Academia com a valorização de pesquisadores que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil.

Acadêmico Honorário João Batista Calixto 

Patrono: Sérgio Henrique Ferreira
Saudação realizada pelo Orador Acad. Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi

Conduzente: Acad. Ingrid Dragan Taricano
Indicação: Acad. Henry Jun Suzuki, Acad. Sílvia Stanisçuaski Guterres e Acad. Lauro Domingos Moretto.

João B. Calixto nasceu no município de Coromandel, Minas Gerais, em 10 de outubro de 1949. Foi o segundo de cinco filhos de pais agricultores. Cursou até o terceiro ano do ensino primário em escola pública rural e, posteriormente, mudou-se para Patrocínio, MG, onde deu continuidade aos seus estudos em escola pública estadual, até a conclusão do segundo ano do curso científico. Em 1968, transferiu-se para Belo Horizonte, onde concluiu o terceiro ano científico no Colégio Estadual de Minas Gerais. Ainda em 1968, foi aprovado no vestibular da Universidade de Brasília (UnB), graduando-se em Ciências Biológicas- modalidade Biomédico-  pela UnB em 1973.

Concluiu o curso de Mestrado em Farmacologia pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina, em 1976 sob a orientação do Professor José Ribeiro do Valle. Realizou o doutorado em Farmacologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto em 1984 sob a orientação do Professor Abílio Antônio.

Em 1976, foi contratado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde teve papel central na criação do Departamento de Farmacologia. Em 1982, tornou-se o primeiro coordenador do Programa de Pós-Graduação em Farmacologia da UFSC. Atualmente, é Professor Titular (aposentado) do Departamento de Farmacologia da UFSC, Pesquisador Nível IA do CNPq e Diretor do Centro de Inovação e Ensaios Pré-clínicos (CIEnP). Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) por dois mandatos consecutivos.

Ao longo de sua trajetória acadêmica e científica, recebeu muitos prêmios e distinções no Brasil e no exterior, entre os quais se destacam: em 2001, foi eleito Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências; em 2002, foi agraciado pelo Presidente da República com a Comenda de Grão-Mestre da Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe de Comendador; no mesmo ano, recebeu o Prêmio Mérito Universitário da UFSC. Em 2006, foi laureado com o Prêmio FINEP de Inovação Tecnológica, categoria Inventor Inovador, Regional Sul, além de receber reconhecimento do Centro de Ciências Biológicas da UFSC pela contribuição científica nos 30 anos da UFSC. Em 2007, recebeu o Prêmio SCOPUS™ – CAPES pelo destaque na produção científica e o Prêmio de Inovação Tecnológica Natura Campus. Em 2010, foi agraciado com o Prêmio Professor Gaspar Erich Stemmer da Inovação, na categoria Protagonista da Inovação do Estado de Santa Catarina, e com o Prêmio Destaque Pesquisador – 50 anos da UFSC. Em 2014, recebeu a Medalha Professor João Davi Ferreira Lima, concedida pela Câmara Municipal de Florianópolis. Em 2015, foi homenageado com o Colar Cândido Fontoura do Mérito Industrial Farmacêutico, pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo, e com o Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, da Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM). Em 2017, recebeu o 1º Prêmio Farmacologista Sênior da SBFTE – Aché Laboratórios Farmacêuticos, o II Prêmio Cientistas e Empreendedor do Ano do Instituto Nanocell, foi eleito Fellow da British Pharmacological Society em reconhecimento por sua contribuição  à Farmacologia. Em 2018, foi agraciado com a Láurea João Florentino Meira Vasconcelos de Inovação Farmacêutica da Academia Nacional de Farmácia e com a Comenda da Ordem do Mérito Científico, na categoria Grã-Cruz, pelo Presidente da República. Em 2019, recebeu o Prêmio Péter Murányi – Ciência e Tecnologia e o Prêmio CBMM – Categoria Inovação Tecnológica. Em 2024, foi agraciado com o Prêmio SINOVA-UFSC pelo desenvolvimento do medicamento Acheflan®, em parceria com o Laboratório Aché, e recebeu certificado de reconhecimento pela dedicação à pesquisa biomédica e sua aplicação na saúde, concedido pela Frente Parlamentar Mista do Congresso Nacional.

Possui mais de 450 trabalhos científicos publicados em revistas especializadas de circulação internacional que receberam mais de 35 mil citações. Ao longo de sua carreira, orientou 40 dissertações de mestrado, 38 teses de doutorado, 55 pesquisadores de pós-doutorado e mais de 100 alunos de iniciação científica. Atuou como membro de comitês editoriais de diversas revistas científicas internacionais, foi editor de três periódicos científicos internacionais e colaborou como assessor científico de dezenas de revistas internacionais.

Há mais de 30 anos desenvolve pesquisas em estreita colaboração com importantes indústrias farmacêuticas nacionais e internacionais. É inventor ou co-inventor de cerca de 30 patentes depositadas no Brasil e no exterior, muitas já concedidas, e participou diretamente do desenvolvimento de 04 produtos atualmente disponíveis no mercado. Foi membro do Comitê Assessor BF do CNPq por dois mandatos, atuou como subcoordenador e posteriormente coordenador da área de Ciências Biológicas II da CAPES. Em 2005, foi nomeado membro do Comitê Gestor do Fundo de Biotecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia. Em 2006, integrou a Comissão Técnica de Medicamentos (CATEME) da ANVISA e atuou como coordenador geral da Rede Nacional sobre Ensino de Ciências, financiada pela FINEP e CAPES, no programa “Novos Talentos da Rede Pública”, envolvendo pesquisadores e estudantes de pós-graduação de 17 universidades brasileiras. Entre 2015 e 2022, exerceu o cargo de Vice-Presidente da Academia Brasileira de Ciências para a Região Sul. De 2016 a 2019, foi membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), órgão presidido pelo Presidente da República.

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20 fev 2026

Homenagem ao Acadêmico Titular Prof. Dr. Benedito Barraviera em Botucatu

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) marcou presença na homenagem ao Acadêmico Titular Prof. Dr. Benedito Barraviera, realizada na manhã de 20 de fevereiro de 2026, na Sala da Congregação da Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Botucatu.

O evento celebrou a aposentadoria do Professor Titular e destacou sua notável trajetória acadêmica, docente e científica, reunindo colegas, alunos, colaboradores e representantes da comunidade científica. Ao longo de sua carreira, o Prof. Dr. Benedito Barraviera consolidou-se como uma das grandes referências nacionais na área da saúde, contribuindo de forma expressiva para o avanço da pesquisa e para a formação de gerações de profissionais.

Acadêmico Titular da Cadeira nº 88 da ACFB, o Prof. Barraviera ocupa posição que reconhece sua contribuição magistral às Ciências Farmacêuticas e à pesquisa no Brasil, refletindo seu compromisso com a excelência científica e com o desenvolvimento do conhecimento.

Na ocasião, a Academia foi representada por membros de sua Diretoria: o Secretário-Geral, Dr. Henry Jun Suzuki, e o Tesoureiro-Geral, Dr. Marco Antonio Stephano, que prestigiaram a cerimônia e manifestaram, em nome da instituição, reconhecimento e gratidão pelos relevantes serviços prestados pelo homenageado ao ensino, à pesquisa e à formação de profissionais da saúde.

foto: Dr. Marco Antonio Stephano, Dr. Benedito Barraviera, Dr. Henry Suzuki e a Professora Silvia Regina Catharino Sartori Barraviera.

A homenagem constituiu um momento de celebração, respeito e agradecimento pela trajetória exemplar do Prof. Dr. Benedito Barraviera, cuja dedicação deixa um legado duradouro para a ciência brasileira.…

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07 jan 2026

O Acadêmico José Carlos Tavares é agraciado com o Prêmio da Academia Iberoamericana de Farmacia 2025

A Academia Iberoamericana de Farmacia divulgou, em 30 de dezembro de 2025, os vencedores dos Prêmios Academia Iberoamericana de Farmacia – Ano 2025. A decisão foi tomada por unanimidade pelos membros do Júri da Convocatória, reunidos de forma telemática, após análise criteriosa da documentação apresentada e amplo processo de debate e deliberação.

Entre os premiados, destaca-se o Dr. José Carlos Tavares Carvalho, agraciado com o Prêmio Academia Iberoamericana de Farmacia, uma das mais elevadas distinções concedidas pela instituição, em reconhecimento à sua expressiva trajetória acadêmica, científica e institucional no campo das Ciências Farmacêuticas.

Além do Dr. José Carlos Tavares Carvalho, foram contemplados:

  • Prêmio “Jóvenes Investigadores” – Dra. Rocío Ríos Reina
  • Prêmio Consejo General de Colegios Oficiales de Farmacéuticos – Dra. Mariana Ortiz Reynoso
  • Prêmio da Fundação “Prof. Vicente Callao Fabregat” da Academia Iberoamericana de Farmacia – Dra. María del Mar Orta Cuevas

Nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, o Dr. José Carlos Tavares Carvalho, pesquisador da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e Acadêmico Titular da Cadeira nº 47 da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, recebeu, em Granada, Espanha, o Prêmio da Academia Iberoamericana de Farmácia – Ano 2025, reunindo autoridades acadêmicas e representantes das academias ibero-americanas. O reconhecimento reafirma o protagonismo da ciência brasileira no cenário internacional.

O prêmio possui caráter altamente competitivo, reunindo pesquisadores indicados pelas 16 Academias Nacionais que compõem a Academia Iberoamericana de Farmácia, entre elas a própria Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil.

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) manifesta especial orgulho e satisfação em parabenizar o Dr. José Carlos Tavares Carvalho, Acadêmico Titular da ACFB, por esta relevante distinção internacional, que reafirma a excelência da ciência farmacêutica brasileira no cenário ibero-americano.

 

O Dr. José Carlos Tavares Carvalho é farmacêutico, professor e pesquisador de reconhecida atuação nacional e internacional. Doutor em Fármacos e Medicamentos pela Universidade de São Paulo (USP), em 1998, realizou estágio de pós-doutoramento no IFP, em Berlim, Alemanha.

É Professor Titular da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), onde atua como Gerente de Ensino e Pesquisa do Hospital Universitário, além de coordenar o Laboratório de Pesquisa em Fármacos. Foi Reitor da UNIFAP no período de 2006 a 2014, destacando-se pela contribuição ao fortalecimento institucional da universidade e à interiorização da ciência na Região Norte do Brasil.

É Acadêmico Titular da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, Membro Titular da Academia Nacional de Farmácia (Cadeira nº 47) e Membro Titular Correspondente Estrangeiro da Real Academia Nacional de Farmácia da Espanha, reforçando sua projeção internacional.

 

Atuação institucional e liderança científica

Ao longo de sua carreira, o Dr. José Carlos Tavares Carvalho integrou importantes instâncias de assessoramento científico e regulatório, tendo sido membro do Comitê de Assessoramento da área de Farmácia do CNPq, do Comitê Deliberativo da Farmacopeia Brasileira, da Câmara Técnica de Fitoterápicos da ANVISA (CATEF) e coordenador de comitês estratégicos relacionados a plantas medicinais e fitoterápicos no país.

Atualmente, coordena relevantes redes de pesquisa, entre elas a Rede Amazônica de Nanotecnologia Aplicada a Fármacos (RANAF), a Rede Amazônica de Pesquisa em Biofármacos (RAPBioFar) e o INCT RENNORFITO – Rede Norte-Nordeste de Fitoprodutos (CNPq), promovendo a integração científica e o aproveitamento sustentável da biodiversidade amazônica.

No âmbito internacional, atuou como Professor Visitante Sênior na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) e como Pesquisador Visitante na Huazhong Agricultural University, na China.

 

Produção científica e reconhecimento

O homenageado é autor de 265 artigos científicos, 5 livros e 3 capítulos de livros, com expressiva participação em eventos científicos nacionais e internacionais. Orientou 42 dissertações de mestrado, 24 teses de doutorado, além de trabalhos de iniciação científica, contribuindo de forma decisiva para a formação de novos pesquisadores.

Entre as diversas distinções recebidas ao longo de sua carreira, destaca-se como Vencedor – Categoria Acadêmicos do III Prêmio Pio Corrêa, com o trabalho “The action of injectable nanodispersion of Bixa orellana (Chronic-in®) on arthritis in diabetic rats: pharmacological and histopathological studies”, evidenciando sua atuação inovadora na interface entre nanotecnologia, farmacologia e produtos naturais.

Atua na área de Farmácia, com ênfase em ensaios biológicos, farmacologia e fitoterápicos, sendo membro de diversas sociedades científicas nacionais e internacionais. Sua produção científica tem forte impacto em temas como atividade anti-inflamatória, analgésica e antiúlcera gástrica, farmacognosia e desenvolvimento de produtos a partir da biodiversidade brasileira.

Premio 2025

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18 dez 2025

ACFB realiza lançamento do livro Cientista Empreendedor com ampla participação do público

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realizou, no dia 17 de dezembro de 2025, o lançamento do livro Cientista Empreendedor: Transformando pesquisa em impacto, de autoria do Prof. Rui Seabra Ferreira Junior, diretor científico do Parque Tecnológico de Botucatu e Acadêmico Titular da ACFB.

O evento aconteceu no Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil e reuniu mais de 40 participantes, entre acadêmicos, pesquisadores, profissionais da área farmacêutica, estudantes e convidados, interessados na temática da inovação científica e do empreendedorismo baseado em conhecimento.

A programação contou com uma sessão de autógrafos e um bate-papo com o autor, que compartilhou reflexões, experiências pessoais e exemplos práticos sobre o papel do pesquisador empreendedor na sociedade contemporânea. Durante o diálogo, o Prof. Rui destacou os desafios e as oportunidades para transformar resultados de pesquisa em soluções concretas, capazes de gerar impacto social, econômico e tecnológico.

A obra apresentada propõe uma visão inspiradora e prática sobre como cientistas podem atuar além do ambiente acadêmico tradicional, fortalecendo a conexão entre ciência, inovação e desenvolvimento. O livro também reforça a importância de ecossistemas de inovação, como parques tecnológicos e startups de base científica, para ampliar o alcance do conhecimento produzido nas universidades e centros de pesquisa.

Para a ACFB, o lançamento reforça seu compromisso institucional com a valorização da ciência farmacêutica, a formação de lideranças científicas e a promoção da cultura de inovação e empreendedorismo no Brasil.

O evento foi marcado por intensa interação com o público, troca de ideias e pelo fortalecimento de redes de relacionamento, consolidando-se como um momento relevante para a reflexão sobre os novos caminhos da ciência e seu papel transformador na sociedade.

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17 dez 2025

Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Indústria Farmacêutica é instalada no Senado Federal16

16 de dezembro de 2025

Foi realizada, no Senado Federal, a reunião de instalação da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento da Indústria Farmacêutica e da Produção de Insumos Farmacêuticos Ativos no Brasil (FPFARMA), na 57ª Legislatura. A iniciativa, conduzida pelo senador Astronauta Marcos Pontes, representa um marco estratégico para o fortalecimento do complexo industrial da saúde, da soberania sanitária e do desenvolvimento científico e tecnológico do país.

A reunião teve como pauta a instalação formal da Frente Parlamentar, a aprovação do estatuto, a eleição da Comissão Executiva e a designação do Conselho Consultivo, etapas fundamentais para o início das atividades do colegiado. O estatuto foi aprovado por unanimidade e, diante da fase inicial de adesão parlamentar, o senador Astronauta Marcos Pontes foi designado presidente da Comissão Executiva, até a ampliação da participação de outros parlamentares.

Ciência, tecnologia e desenvolvimento nacional

Em sua fala, o senador destacou que desenvolver ciência e tecnologia é condição direta para desenvolver o país, ressaltando a correlação entre investimento em pesquisa, inovação e crescimento econômico. Defendeu uma estratégia nacional baseada não apenas no aumento do orçamento público, mas na articulação entre governo, setor privado e terceiro setor, com estímulos estruturantes para o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Nesse contexto, destacou a PEC nº 31, conhecida como PEC da Ciência, que propõe elevar gradualmente o investimento nacional em P&D dos atuais cerca de 1%–1,2% do PIB para 2,5% do PIB em um horizonte de dez anos, por meio de instrumentos de incentivo, como a Lei do Bem, a Lei de TICs e políticas que ampliem a participação do setor privado. O senador também ressaltou a importância de assegurar a plena utilização dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), defendendo medidas para impedir seu contingenciamento e garantir sua aplicação exclusiva em ciência, tecnologia e inovação.

Produção farmacêutica, IFAs e soberania sanitária

Ao declarar oficialmente instalada a FPFARMA, o senador ressaltou que a capacidade de produzir medicamentos, vacinas, biofármacos e insumos farmacêuticos ativos (IFAs) é um componente essencial da segurança sanitária, da soberania nacional e do desenvolvimento econômico. Ele relembrou a experiência adquirida durante sua atuação como ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, especialmente durante a pandemia de Covid-19, quando foi instituído o Grupo de Trabalho da Indústria Farmacêutica (GT Farma) para identificar gargalos e propor soluções para o fortalecimento da produção nacional.

A Frente Parlamentar nasce, segundo o senador, com o objetivo de transformar essas lições em uma atuação permanente no Congresso Nacional, promovendo o diálogo entre o Parlamento, o setor produtivo, a academia, os órgãos reguladores e o Poder Executivo, com foco na construção de um marco regulatório moderno, previsível e indutor de investimentos.

Integração de capacidades científicas e industriais

O senador destacou avanços importantes na infraestrutura científica nacional, como o fortalecimento do Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas), que atua em parceria com universidades, INCTs, Instituto Butantan e Fiocruz no desenvolvimento de vacinas no Brasil. Também ressaltou o papel do Centro Nacional de Produção de Biofármacos e Biomoléculas da UNESP, em Botucatu, que integra pesquisa, desenvolvimento pré-clínico, boas práticas laboratoriais, interação regulatória e conexão direta com a indústria.

Outro ponto enfatizado foi a ampliação da infraestrutura de biossegurança, com a implantação de laboratórios de níveis 3 e 4, essenciais para o enfrentamento de agentes de alta letalidade. O senador destacou que o Brasil avança na construção de um laboratório de biossegurança nível 4, inédito na América Latina, considerado estratégico para a proteção da população e para a inserção do país em redes internacionais de pesquisa de alta complexidade.

Segundo o parlamentar, o Brasil reúne condições únicas — como biodiversidade, base científica qualificada, capacidade industrial e recursos naturais — para se consolidar como um hub de desenvolvimento de medicamentos, vacinas e biotecnologia no Hemisfério Sul, reduzindo a dependência tecnológica externa e fortalecendo a soberania nacional.

Conselho Consultivo reúne indústria e academia

Na reunião, foi designado o Conselho Consultivo da FPFARMA, composto por representantes de entidades estratégicas do setor produtivo e científico, reforçando o caráter técnico, plural e colaborativo da Frente. Integram o Conselho instituições como SindusFarma, Grupo FarmaBrasil, Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIFI), Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC), ABIFINA, CT-Vacinas/UFMG e o Centro Nacional de Produção de Biofármacos e Biomoléculas da UNESP, entre outras.

 

Representando o SindusFarma, o diretor de Relações Institucionais Renato Benini destacou que a entidade, com 92 anos de atuação e cerca de 630 associados, representa a diversidade da indústria farmacêutica instalada no país, incluindo empresas de inovação, inovação incremental e produtoras de genéricos e similares. Segundo ele, a Frente Parlamentar é um espaço estratégico para a construção de políticas públicas e marcos regulatórios que conciliem inovação, acesso dos pacientes aos melhores tratamentos e sustentabilidade dos sistemas de saúde, com previsibilidade e segurança jurídica.

A vice-presidente executiva do Grupo FarmaBrasil, Adriana de Aféria Marwell, reforçou o apoio da entidade à Frente Parlamentar, destacando a continuidade do diálogo iniciado no âmbito do GT Farma e a importância do Congresso Nacional na consolidação de marcos legais que sustentem políticas públicas estruturantes para o setor farmacêutico.

Já o presidente executivo da ABIQUIFI, Norberto Prestes, alertou para a elevada dependência externa do Brasil na produção de IFAs. Segundo dados apresentados, o país produz apenas cerca de 5% dos IFAs utilizados na fabricação de medicamentos, sendo que a maior parte dos intermediários é importada, principalmente da China e da Índia. O dirigente contextualizou esse cenário no processo de reorganização da economia global, no qual fatores como soberania, segurança e resiliência das cadeias produtivas passaram a ter papel central, reforçando a necessidade de uma estratégia nacional de reindustrialização do setor.

O professor Rui Seabra Ferreira Júnior, representante do Centro Nacional de Produção de Biofármacos e Biomoléculas da Universidade Estadual de São Paulo, reforçou que o Brasil possui competência científica global, mas enfrenta uma pandemia silenciosa: a dependência tecnológica.

Ele apontou que o país importa 95% dos insumos farmacêuticos, mesmo sendo o sexto maior mercado farmacêutico do mundo. Para mudar esse cenário, propôs três pilares estratégicos:

  1. Marco legal da inovação radical – segurança jurídica para que a indústria invista em projetos de risco dentro das universidades sem entraves burocráticos.

  2. Foco em biotecnologia – desenvolvimento de biofármacos de alto valor agregado, reduzindo dependência externa.

  3. Compras públicas estratégicas – priorizar produtos inovadores e de tecnologia nacional, fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Ferreira Júnior destacou ainda a necessidade de otimizar processos regulatórios, oferecer incentivos fiscais à inovação conjunta universidade-indústria e mapear cadeias de suprimentos estratégicas, garantindo a produção nacional de IFAs.

O professor concluiu afirmando que a ciência brasileira está pronta para transformar conhecimento em nota fiscal, empregos e soberania farmacêutica, consolidando a Frente Parlamentar como um marco na independência tecnológica e estratégica do país.

O senador Marcos Pontes agradeceu a participação de todos e enfatizou a importância de planejamento estratégico de longo prazo, baseado em dados e na biodiversidade brasileira. Destacou que integração entre governo, indústria e ciência é fundamental para impulsionar a produção nacional de medicamentos, fortalecer a soberania e garantir autonomia tecnológica.

Ao encerrar a reunião, o senador Astronauta Marcos Pontes ressaltou que a FPFARMA não pertence a um partido, governo ou setor específico, mas ao Brasil, e que seu compromisso é contribuir para um ambiente favorável à inovação, à produção nacional de medicamentos e insumos estratégicos, à geração de empregos qualificados e ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Assista a íntegra da Instalação da Frente Parlamentar da Indústria Farmacêutica – 16/12/25

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12 dez 2025

Nota de Pesar – É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento, em 10 de dezembro de 2025, do estimado Ezequiel Paulo Viriato, cuja vida e obra se entrelaçaram de forma indelével com a história da Homeopatia brasileira.

Ezequiel Paulo Viriato
Acadêmico Titular Cadeira nº 8 – Seção de Farmácia

Farmacêutico formado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo e Mestre em Homeopatia pela Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo – Centro de Ensino Superior de Homeopatia, Ezequiel dedicou sua carreira a estudar, praticar, ensinar e defender a Homeopatia com rigor científico, sensibilidade humana e devoção inabalável.

Especialista em Homeopatia e em Farmácia Magistral, foi docente da disciplina de Farmácia Homeopática na Faculdade de Ciências Farmacêuticas e Bioquímicas Oswaldo Cruz, coordenou o curso de Práticas Integrativas – Homeopatia do Centro de Pós-Graduação Oswaldo Cruz, e contribuiu como professor no Curso de Assuntos Regulatórios da mesma instituição. Sua atuação como educador formou gerações de farmacêuticos que hoje seguem disseminando o conhecimento homeopático que ele tão generosamente compartilhava.

Seu compromisso com a área também se refletiu em sua participação ativa nas principais instâncias científicas e regulatórias do país: foi Membro do Comitê Técnico de Homeopatia da Farmacopeia Brasileira e integrou o Grupo de Trabalho de Práticas Integrativas – Homeopatia e Medicamentos Homeopáticos do Conselho Federal de Farmácia. À frente da gerência industrial do Laboratório Homeopático Almeida Prado, uniu ciência, técnica e responsabilidade no desenvolvimento de medicamentos homeopáticos que beneficiam milhares de pessoas.

Na Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, onde ocupava com honra a Cadeira nº 8 da Seção de Farmácia, cujo patrono é o farmacêutico Francisco Manoel da Silva Araújo, deixou impressa de forma definitiva sua visão de mundo e de profissão. Em seu discurso de posse, em 5 de dezembro de 2014, expressou com sinceridade e intensidade aquilo que guiou sua vida:
“Posso dizer que sou muito feliz como Farmacêutico e hoje acadêmico, e continuarei firme acreditando e lutando pelos meus princípios e ideais.”

Ezequiel honrou essas palavras até o fim, defendendo com coragem e delicadeza a Homeopatia como ciência, prática e filosofia de cuidado. Como orientador de mestrado do também acadêmico José Carlos Tavares Carvalho, não apenas transmitiu conhecimento, mas inspirou comprometimento, ética e amor pela profissão.…

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01 dez 2025

Solenidade de Outorga do III Prêmio Pio Corrêa de Inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira – 2025

III Prêmio Pio Corrêa de Inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira – 2025

Solenidade de Outorga – 29 de novembro de 2025
Local: Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil – São Paulo, SP

ACFB celebra excelência científica, inovação e valorização da biodiversidade nacional

A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil – ACFB realizou, no dia 29 de novembro de 2025, a cerimônia de outorga do III Prêmio Pio Corrêa de Inovação em Ciências Farmacêuticas com a Biodiversidade Brasileira, consolidando-se como uma das mais relevantes iniciativas de reconhecimento à pesquisa científica brasileira com foco na biodiversidade.

A sessão foi conduzida pelo Acadêmico Leonardo Teixeira, membro titular da Cadeira nº 30 e integrante da coordenação do Prêmio, que abriu os trabalhos destacando o propósito da distinção:

foto: Dr. Leonardo Teixeira (coordenador do Prêmio Pio Corrêa).

“É uma honra conduzir uma cerimônia que celebra a força da ciência brasileira. O Prêmio Pio Corrêa reconhece publicamente profissionais que contribuem para o avanço das Ciências Farmacêuticas e, sobretudo, que transformam nossa biodiversidade em conhecimento, inovação e impacto socioeconômico para o país.”

Foram convidadas a compor a Mesa Diretora as seguintes autoridades da ACFB:

  • Walker Lahmann, Vice-Presidente da ACFB, representando o Presidente Acadêmico Dante Alario Junior
  • Lauro Domingos Moretto, Primeiro Secretário e Presidente Emérito
  • Acácio Alves Souza Lima Filho, Diretor Social e Presidente Emérito
  • Maria Inês Rocha Miritello Santoro, Acadêmica Emérita, representando o corpo de avaliadores da 3ª edição do Prêmio
  • Hilton Oliveira dos Santos Filho – Curador do Prêmio Pio Corrêa

A ACFB registrou presença de importantes lideranças da área científica e farmacêutica, entre elas:

  • Andrey Vilas Boas de Freitas – Presidente da ABIFINA
  • Eliete Bouskela – Presidente da Academia Nacional de Medicina
  • Danyelle Marini – Vice-Presidente do CRF-SP
  • Iara Froelich Taniguchi – Presidente da UNIFAR
  • Norberto Prestes – Presidente da Abiquifi
  • Daniela Pontes Chiebao – Presidente do CRMV-SP
  • Odilon José da Costa Filho – Presidente do Conselho Administrativo da ABIFINA
  • Paulo Orlandi Mattos – Presidente do Instituto de Pesquisa e Terapias Complementares
  • Sérgio Slam – Diretor do Instituto Racine

Convidados e Acadêmicos da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil também prestigiaram a cerimônia presencialmente e virtualmente, resultando em um público que ultrapassou 150 pessoas.

Abertura oficial

Ao declarar aberta a solenidade, o Acadêmico Walker Lahmann, Vice-Presidente da ACFB, ressaltou a relevância histórica e o papel da Academia:

“Nossa Academia, concebida em 1924, completou seu primeiro centenário no ano passado. Ao longo de 100 anos, esta Casa promoveu, defendeu e valorizou as Ciências Farmacêuticas no Brasil. Aqui passaram alguns dos profissionais mais ilustres da nossa história.”

Em sua fala, destacou a convergência de áreas que compõem a comunidade científica acolhida pela ACFB — farmacêuticos, médicos, dentistas, veterinários e diversas áreas correlatas — e reforçou a importância crescente da biodiversidade brasileira:

“A biodiversidade é hoje uma das áreas mais estratégicas para o desenvolvimento científico e tecnológico. O Prêmio Pio Corrêa traduz os valores desta Casa: ciência, inovação e responsabilidade com a verdade científica.”

foto: Dr. Walker Lahmann (vice presidente da Academia de Ciências Farmaceuticas do Brasil).

O Vice-Presidente agradeceu também ao grupo responsável pela condução do Prêmio:

“Registro minha homenagem ao Acadêmico Dr. Hilton Oliveira dos Santos Filho, nosso curador, e ao Acadêmico Dr. Leonardo Teixeira que compõe a coordenação do Prêmio. Este prêmio se torna, a cada ano, mais robusto e respeitado pela comunidade científica.”

 

Homenagem a Pio Corrêa

Durante a solenidade, o Curador do Prêmio, Acadêmico Hilton Oliveira dos Santos Filho, apresentou o legado do patrono do Prêmio – Manoel Pio Corrêa, botânico cuja obra monumental marcou definitivamente o estudo da flora brasileira.

“Pio Corrêa percorreu este país com recursos próprios, explorando biomas, coletando espécies e registrando o que viria a se tornar o ‘Dicionário das Plantas Úteis do Brasil’. Seu trabalho continua inspirando pesquisadores mais de um século depois.”

Ao explicar a estrutura técnica da premiação, o curador destacou:

  • 119 trabalhos inscritos na terceira edição do prêmio;
  • Avaliação em etapas sequenciais (Etapa 1 e Etapa 2 segundo regulamento);
  • Critérios baseados em relevância científica, inovação e impacto socioeconômico
  • Corpo avaliador composto por 37 especialistas e 6 AdHoc, que realizou avaliação cego e aleatória, garantindo imparcialidade na classificação.

“A pesquisa precisa gerar transformação social. O impacto socioeconômico é, por isso, um dos pilares centrais desta avaliação.”

O Prêmio Pio Corrêa 2025 contemplou três categorias:

  1. Categoria Master – profissionais consolidados.
  2. Categoria Revelação – jovens talentos com até 30 anos.
  3. Categoria Acadêmicos – membros da ACFB e suas equipes de pesquisa.

Todos os trabalhos foram avaliados com rigor científico, considerando três pilares: relevância à biodiversidade brasileira, inovação e impacto socioeconômico.

Comissão Avaliadora 2025:
Acácio Alves Souza Lima Filho, Adriana Raffin Polhmann, Anselmo Gomes de Oliveira, Clévia Ferreira Duarte Garrote, Cristina Dislich Ropke, Daniel Rossi De Campos, Danyelle Marini, Dante Alario Junior, Dirce Akamine, Dirceu Brás Aparecido Barbano, Douglas Siqueira Chaves, Edemilson Cardoso Da Conceição, Eduardo Chaves Leal, Glauco de Kruse Villas Bôas, Gustavo Mendes Lima Santos, Hilton Oliveira dos Santos Filho, Ingrid Dragan Taricano, Jan Carlo Morais Oliveira Bertassoni Delorenzi, João Massud Filho, Jorge Carlos Santos da Costa, José Ângelo Silveira Zuanazzi, José Antonio de Oliveira Batistuzzo, Jurandir Auad Beltrão, Lauro Domingos Moretto, Leon Rabinovitch, Leonardo de Souza Teixeira, Luiz Vicente Rizzo, Marcelo Marcos Morales, Marco Antonio Stephano, Maria Behrens, Maria Inês Rocha Miritello Santoro, Maria Rita Carvalho Garbi Novaes, Maria Nazaré Costa Santos de Alencar, Michel Kfouri Filho, Nelson de Franco, Nilton Luz Netto Júnior, Paulo Afonso Granjeiro, Paulo Orlandi Mattos, Raimundo Antonio Gomes Oliveira, Sílvia Stanisçuaski Guterrez, Wagner Luiz Ramos Barbosa, Wellington Barros da Silva.

 

Premiados 2025

Categoria Revelação

🥇 Vencedor

“Efficacy and safety of a new heterologous fibrin biopolymer on socket bone healing after tooth extraction: An experimental pre-clinical study”
Ana Carolina Cestari Bighetti¹ · Tania Mary Cestari¹ · Suelen Paini¹ · Karina T. Pomini² · Daniela Vieira Buchaim²³ · Rafael Carneiro Ortiz¹ · Rui Seabra Ferreira Júnior⁴⁵ · Benedito Barraviera⁴⁵ · Izabel R. F. R. Bullen¹ · Gustavo Pompermaier Garlet¹ · Rogério Leone Buchaim¹⁶ · Gerson F. de Assis¹

Instituições:
¹ Department of Biological Sciences, Bauru School of Dentistry, University of São Paulo
² Postgraduate Program in Structural and Functional Interactions in Rehabilitation, University of Marília (UNIMAR)
³ Teaching and Research Coordination, University Center of Adamantina (FAI)
⁴ Center for the Study of Venoms and Venomous Animals (CEVAP), São Paulo State University (UNESP), Botucatu
⁵ Graduate Program in Tropical Diseases, Botucatu Medical School (FMB), UNESP
⁶ Graduate Program in Anatomy of Domestic and Wild Animals, Faculty of Veterinary Medicine and Animal Science, University of São Paulo (FMVZ/USP)

foto: Dr. Hilton Santos (curador), Ana Carolina Cestari Bighetti (autora Vencedora Categoria Revelação), Dra. Maria Maria Inês Rocha Miritello Santoro (representando o corpo de avaliadores da 3ª edição do Prêmio) e Dr. Walker Lahmann (vice presidente da Academia de Ciências Farmaceuticas do Brasil).

Agradecimento da autora:
Emocionada, Ana Carolina Cestari Bighetti dedicou o prêmio à mãe:

foto: Ana Carolina Cestari Bighetti (autora Vencedora Categoria Revelação).

“Agradeço ao professor Rogério Buchaim, à UNIMAR e ao Hospital de Bauru. E agradeço, em especial, à minha mãe, que sempre acreditou na ciência e me inspirou, e que partiu recentemente.”

 

🏅  Menção Honrosa – Categoria Revelação

“Inovação Sustentável para desenvolvimento de fitoterápico tópico: uma formulação nanoestruturada com bioativos da Caatinga e atividade antimicrobiana”

Fabiana Olena Kotwiski (a), Íngara São Paulo (a),*, Paula Iasmin Sena Carneiro (a), Raquel de Melo Barbosa (b), César Viseras (c,d), Adriana Lanfredi Rangel (e), Cristiane Flora Villarreal (f), Elaine Christine de Magalhães Cabral-Albuquerque (g), Angélica Maria Lucchese (a)

a Department of Exact Sciences, State University of Feira de Santana, Av. Transnordestina, s/n – Novo Horizonte, Feira de Santana, BA, Brazil;
b Department of Pharmacy and Pharmaceutical Technology, University of Sevilla, Sevilla, Spain;
c Department of Pharmacy and Pharmaceutical Technology, University of Granada, Campus Universitario de Cartuja, Granada, Spain;
d Andalusian Institute of Earth Sciences, CSIC-University of Granada, Granada, Spain;
e Electronic Microscopy Service, Gonçalo Moniz Research Center, FIOCRUZ-BA, Salvador, BA, Brazil;
f Faculty of Pharmacy, Federal University of Bahia, Salvador, BA, Brazil;
g Polytechnic School, Federal University of Bahia, Salvador, BA, Brazil.
 
Depoimento — Profª Elaine Christine de Magalhães Cabral-Albuquerque em nome da autora principal Fabiana Olena Kotwiski:

foto: Dr. Leonardo Teixeira (coordenador do Prêmio Pio Corrêa), Dr. Hilton Santos (curador do Prêmio Pio Corrêa), Ana Carolina Cestari Bighetti (Profª Elaine Christine de Magalhães Cabral-Albuquerque em nome da autora principal Fabiana Olena Kotwiski autora Vencedora Categoria Revelação), Dra. Maria Maria Inês Rocha Miritello Santoro (representando o corpo de avaliadores da 3ª edição do Prêmio) e Dr. Walker Lahmann (vice presidente da Academia de Ciências Farmaceuticas do Brasil).

“É uma honra receber esta Menção Honrosa. Este trabalho é fruto de uma colaboração internacional com a Universidade de Granada e reflete o compromisso com a inovação sustentável.”

Fabiana Olena Kotwiski

 

🏅 Menção Honrosa – Categoria Revelação

Biossíntese de Nanopartículas de Prata com Própolis Vermelha Amazônica: Caracterização e Atividade Antibacteriana

Roberto Pereira Santos (a); Carlos Alexandre Holanda (b); Richard Pereira Dutra (b);

(a)Universidade de São Paulo – USP
(b)Universidade Federal do Maranhão

foto: Dr. Hilton Santos (curador do Prêmio Pio Corrêa), Roberto Pereira Santos (autor do trabalho Menção Honrosa da Categoria Revelação), Dra. Maria Maria Inês Rocha Miritello Santoro (representando o corpo de avaliadores da 3ª edição do Prêmio) e Dr. Walker Lahmann (vice presidente da Academia de Ciências Farmaceuticas do Brasil).

Depoimento — Roberto Pereira Santos:

foto: Roberto Pereira Santos (autor do trabalho Menção Honrosa da Categoria Revelação)

“Agradeço à USP, à Universidade Federal do Maranhão e a todos que contribuíram. A pesquisa não se faz sozinho. Meu agradecimento especial ao apicultor Lorival Fernandes, que doou as amostras de própolis.”

 

Categoria Master

🥇 Vencedor – Categoria Master

Formulating an Innovative Emulsion Based on Poloxamer 407 Containing Oregano and Thyme Essential Oils as Alternatives for the Control of Mastitis Caused by Staphylococcus

Nayhara M. Guimarães 1, Nicolly S. Ferreira 1, Kássia V. Menezes 1, Cleveland S. Neto 2, Gabriel M. Cunha 2, Luciano Menini 3, Juliana A. Resende 1 and Janaina C. O. Villanova 1,2,*

1 Graduate Program in Veterinary Sciences, Federal University of Espírito Santo (UFES),  ES, Brazil;
2 Pharmaceutical Product Development Laboratory, Federal University of Espírito Santo (UFES, ES, Brazil;
3 Graduate Program in Agroecology, Federal Institute of Espírito Santo (IFES), Alegre, ES, Brazil;

foto: Dr. Hilton Santos (curador do Prêmio Pio Corrêa), Nayhara Madeira Guimarães (autora Vencedora da Categoria Master), Dr. Lauro Domingos Moretto (Primeiro Secretário e Presidente Emérito da Academia de Ciências Farmaceuticas do Brasil ) e Dr. Walker Lahmann (vice presidente da Academia de Ciências Farmaceuticas do Brasil).

Depoimento — Nayhara Madeira Guimarães:

foto: Nayhara Madeira Guimarães (autora Vencedora da Categoria Master)

“Pesquisamos durante a pandemia, enfrentando muitas dificuldades. Agradeço às minhas orientadoras Juliana Resende e Janaina Villanova, e à FAPES, que tem sido essencial para a pesquisa no Espírito Santo.”

 

🏅 Menção Honrosa – Categoria Master

Effects of a Biocomplex Formed by Two Scaffold Biomaterials, Hydroxyapatite/Tricalcium Phosphate Ceramic and Fibrin Biopolymer, with Photobiomodulation, on Bone Repair

Carlos Henrique Bertoni Reis 1,2, Rogerio Leone Buchaim 2,3,* , Karina Torres Pomini 2,4, Abdul Latif Hamzé 5, Isabella Vasconcelos Zattiti 5, Marco Antonio Hungaro Duarte 6, Murilo Priori Alcalde 7, Benedito Barraviera 8,9, Rui Seabra Ferreira Júnior 8,9 , Fenelon Martinho Lima Pontes 10, Carlos Roberto Grandini 11,Adriana de Cássia Ortiz 2, Simone Ortiz Moura Fideles 2, Renata Maria de Camargo Eugênio 5,Geraldo Marco Rosa Junior 7,12, Daniel de Bortoli Teixeira 4,13 , Eliana de Souza Bastos Mazuqueli Pereira 4,João Paulo Galletti Pilon 1,14, Maria Angelica Miglino 3 and Daniela Vieira Buchaim 4,15

1 UNIMAR Beneficent Hospital (HBU), University of Marilia (UNIMAR), Marilia, Brazil;
2 Department of Biological Sciences, Bauru School of Dentistry (FOB/USP), University of São Paulo, Bauru, Brazil;
3 Graduate Program in Anatomy of Domestic and Wild Animals, Faculty of Veterinary Medicine and Animal Science, University of São Paulo (FMVZ/USP), São Paulo, Brazil;
4 Postgraduate Program in Structural and Functional Interactions in Rehabilitation, Postgraduate Department, University of Marilia (UNIMAR), Marilia, Brazil;
5 Medical School, University of Marilia (UNIMAR), Marilia, Brazil;
6 Department of Dentistry, Endodontics and Dental Materials, Bauru

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