
ACFB celebra 100 anos em Sessão Especial no Senado Federal
Brasília, 20 de outubro de 2025 — A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil – Academia Nacional de Farmácia (ACFB) celebrou, em Sessão Especial no Senado Federal, o encerramento oficial de seu Centenário, consolidando-se como uma das mais antigas e respeitadas instituições científicas do país. O evento foi proposto pelo senador Eduardo Gomes e reuniu autoridades, acadêmicos e representantes das principais entidades do setor farmacêutico nacional.

Um marco para a ciência brasileira
Ao abrir a sessão, o senador Eduardo Gomes, proponente da homenagem, destacou o papel fundamental da Academia no desenvolvimento da ciência e da saúde no Brasil:
“Celebrar os 100 anos da ACFB é reconhecer a importância da ciência farmacêutica na vida de todos os brasileiros, do cuidado básico à inovação de ponta.”

O senador Eduardo Gomes finalizou dizendo que o Senado federal registre nos seus anais o reconhecimento do país a essa instituição centenária que fez da ciência não um privilégio. Mas um serviço. E que os próximos 100 anos sejam de ainda mais luz, rigor e compromisso com o Brasil. Viva a academia de ciências farmacêuticas do Brasil. Viva ciência brasileira.
A força da reconstrução e da resiliência
O Acadêmico Honorário Dr. Ogari Pacheco emocionou os presentes ao relatar sua trajetória de recuperação após a COVID-19, o retorno à vida profissional e sua honra em integrar a Academia:
“Um país que não fabrica seus próprios insumos farmacêuticos é um país dependente. A pandemia escancarou isso. É urgente valorizarmos a produção nacional.”

A memória e o renascimento da ACFB
O Presidente Emérito Lauro Domingos Moretto relembrou o esforço de reconstrução da Academia em tempos de crise:
“Passamos por dificuldades, mas hoje a Academia está forte, ativa e jubilante. Esta homenagem é uma dádiva para todos nós.”

Ciência com propósito: a fala do Presidente Emérito Michel Kfouri Filho
Em um discurso abrangente, Dr. Michel Kfouri Filho traçou um panorama dos pilares da ACFB: educação científica, preservação da memória, inovação, valorização da biodiversidade e da longevidade. Ressaltou a importância das universidades públicas e o protagonismo das mulheres na ciência:
“A ciência farmacêutica está em todas as fases da vida do cidadão. Desde o nascimento até a senilidade, somos essenciais à saúde pública, à economia e ao futuro do Brasil.”
Em sua fala, destacou e elogiou o trabalho realizado pela Acadêmica Sílvia Stanisçuaski Guterres como curadora do Programa Educacional, bem como a atuação do Acadêmico Hilton Oliveira dos Santos Filho na curadoria das três edições do Prêmio Pio Corrêa. Reconheceu ainda a relevante contribuição do Presidente Emérito Acácio Alves de Souza Lima Filho pela estruturação do Espaço Memória das Ciências Farmacêuticas no Brasil, em parceria com Pedro de Oliveira e José Antonio de Oliveira Batistuzzo, que compõem a curadoria do espaço.
Enalteceu também os projetos e eventos desenvolvidos pelo Presidente Emérito Lauro D. Moretto e pelo Acadêmico Nelson de Franco, voltados à promoção da importância da Vacinação. Por fim, ressaltou as ações de parcerias estratégicas que vêm ampliando a capilaridade da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil, criando e fortalecendo a cooperação com faculdades e universidades de todo o país — trabalho conduzido com empenho pelo Acadêmico Henry Suzuki.

Dr. Michel Kfouri Filho finalizou dizendo: “É preciso dar protagonismo às mulheres na ciência. Elas representam metade da produção científica do país, mas ainda são minoria em posições de liderança.”
A voz da história e da representatividade feminina: Dra. Nilce Cardoso Barbosa
Representando o Presidente Dante Alário Jr., a 1ª Vice-Presidente da Academia, Dra. Nilce Cardoso Barbosa, proferiu uma das falas mais emblemáticas da cerimônia. Ela traçou um panorama histórico da origem da ACFB, desde a botica real em 1808, passando pela criação da Associação Brasileira de Farmacêuticos em 1916, até a fundação da Academia em 1924.
“Nossa história começa no Brasil Império e é entrelaçada com a construção da ciência nacional. A ACFB é a segunda mais antiga academia farmacêutica do mundo com esse nome.”

Destacou ainda a presença feminina desde a origem da Academia:
“Das 50 cadeiras fundadoras, duas eram ocupadas por mulheres, algo notável para 1924. Hoje, 31% das cadeiras titulares são femininas.”
Dra. Nilce também abordou com profundidade a evolução da indústria farmacêutica brasileira, a busca pela independência em insumos farmacêuticos, a valorização da biodiversidade e o papel transformador da educação científica:
“O desenvolvimento científico não significa, automaticamente, progresso humano. É preciso que ciência e humanidade caminhem juntas. Que o belo da ciência esteja nas pessoas que doam parte de si todos os dias.”
Ela encerrou com uma mensagem de esperança e responsabilidade:
“O reconhecimento do Senado Federal nos fortalece. Estamos mais motivados a continuar construindo pontes — entre profissionais, cientistas e seres humanos. Para que a ciência ajude o Brasil a superar as desigualdades em saúde.”


Uma instituição centenária, moderna e indispensável
A sessão comemorativa foi marcada por um profundo reconhecimento institucional e social da relevância da ACFB. Representando a pluralidade das ciências farmacêuticas, a Academia atua como polo de pensamento científico, consultoria técnica, produção de conhecimento e promoção do bem-estar social.
“Pelo Brasil e para o Brasil. Viva a Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil!”
Assista a gravação no Canal ACFB no YouTube
